Questão de Enfermagem — Urgência e emergência — FUNDATEC 2025
Enfermagem›Urgência e emergência
Código
qg482545
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Viamão - RS
Ano
2025
Nível
Médio
Cargo
Técnico em Enfermagem
Durante a Maratona de Porto Alegre, um jovem atleta sofreu um mal súbito seguido de parada cardíaca, gerando grande comoção entre corredores e profissionais de saúde. Um dos possíveis fatores envolvidos nesse tipo de ocorrência é a miocardiopatia hipertrófica (MCH), uma doença cardíaca hereditária que pode manifestar-se de forma grave. Sobre o tema, assinale a alternativa correta.
AÉ uma doença cardíaca comum também em idosos e está diretamente relacionada ao infarto agudo do miocárdio.
BTrata-se de uma condição sempre sintomática, que se manifesta precocemente com dor torácica e hipertensão arterial.
CÉ caracterizada pela dilatação progressiva do coração, sendo comum em atletas de alto rendimento devido ao treinamento excessivo.
DA morte súbita pode ser a primeira manifestação da MCH, especialmente em jovens atletas que realizam atividades físicas intensas.
EO tratamento definitivo da MCH consiste sempre no transplante cardíaco precoce, independente dos sintomas.
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GabaritoD — A morte súbita pode ser a primeira manifestação da MCH, especialmente em jovens atletas que realizam atividades físicas intensas.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Miocardiopatia hipertrófica (MCH) e morte súbita em atletas
Gabarito: letra D. A morte súbita pode ser a primeira manifestação da miocardiopatia hipertrófica (MCH), especialmente em jovens atletas durante atividade física intensa — é a apresentação clássica e mais temida da doença, que muitas vezes cursa assintomática até o evento fatal. As demais alternativas distorcem a fisiopatologia da MCH, confundindo-a com outras cardiopatias (infarto, dilatação) ou com tratamentos que não correspondem à realidade clínica.
A miocardiopatia hipertrófica é uma doença genética do músculo cardíaco, caracterizada por aumento da espessura (hipertrofia) do ventrículo esquerdo, sem causa aparente como hipertensão ou estenose aórtica. Essa hipertrofia, frequentemente assimétrica e envolvendo o septo interventricular, pode obstruir a via de saída do ventrículo esquerdo e predispor a arritmias malignas, como a fibrilação ventricular. O grande problema é que muitos pacientes permanecem assintomáticos por longos períodos, e o primeiro sintoma pode ser justamente a morte súbita — especialmente em jovens atletas, nos quais o esforço físico intenso aumenta o risco de arritmia fatal.
A relação com o exercício físico é central: o coração hipertrófico do atleta com MCH tem maior demanda de oxigênio e maior estimulação adrenérgica durante o esforço, o que pode desencadear taquiarritmias ventriculares. Por isso, a avaliação cardiológica pré-participação esportiva é fundamental, incluindo eletrocardiograma e ecocardiograma, para rastrear essa condição. O diagnóstico precoce permite orientar a restrição de atividades competitivas e o uso de medicamentos (betabloqueadores, por exemplo) ou dispositivos como o cardiodesfibrilador implantável (CDI) em casos de alto risco.
O tratamento da MCH não é curativo na maioria dos casos: busca-se controlar sintomas, prevenir arritmias e reduzir o risco de morte súbita. O transplante cardíaco é reservado para casos de insuficiência cardíaca refratária em estágio avançado, não sendo a primeira opção nem indicado precocemente em pacientes assintomáticos. A doença também não é "comum em idosos" nem está "diretamente relacionada ao infarto agudo do miocárdio" — são entidades distintas, com mecanismos fisiopatológicos diferentes.
A pegadinha central desta questão é a banca tentar fazer o candidato confundir MCH com outras cardiopatias: a alternativa C fala em "dilatação progressiva", que é característica da miocardiopatia dilatada, não da hipertrófica; a alternativa A associa a MCH ao infarto, que é doença coronariana; a alternativa B afirma que é "sempre sintomática", ignorando que muitos casos são assintomáticos até a morte súbita. A alternativa D, correta, captura exatamente o aspecto mais importante e mais cobrado: a morte súbita como primeira manifestação em jovens atletas.
Guarde a fronteira entre as miocardiopatias: hipertrófica (espessamento) × dilatada (dilatação com disfunção sistólica) × restritiva (rigidez diastólica). É nessa distinção que as alternativas se dividem — a banca troca a palavra "hipertrófica" por "dilatação" para confundir.
Miocardiopatias: Hipertrófica (MCH) (Espessamento do ventrículo esquerdo, Genética, Morte súbita pode ser 1ª manifestação, Não é dilatação, Não é sempre sintomática); Dilatada (Dilatação com disfunção sistólica); Restritiva (Rigidez diastólica)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a MCH é "comum também em idosos" e está "diretamente relacionada ao infarto agudo do miocárdio". A MCH é uma doença genética que pode se manifestar em qualquer idade, mas não é "comum em idosos" como doença prevalente dessa faixa etária, e não tem relação direta com infarto — o infarto é causado por obstrução coronariana (aterosclerose), enquanto a MCH é uma doença do músculo cardíaco. A banca mistura duas cardiopatias distintas para induzir ao erro.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que a MCH é "sempre sintomática" e se manifesta "precocemente com dor torácica e hipertensão arterial". É exatamente o oposto: a MCH é frequentemente assintomática, e a morte súbita pode ser a primeira manifestação. Além disso, a hipertensão arterial não é causa da MCH — a hipertrofia na MCH ocorre sem sobrecarga pressórica. A banca troca a característica de "assintomática" por "sempre sintomática", invertendo a realidade clínica.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Caracteriza a MCH pela "dilatação progressiva do coração", o que é típico da miocardiopatia dilatada, não da hipertrófica. Na MCH, o coração apresenta espessamento da parede ventricular (hipertrofia), não dilatação. A banca troca o termo "hipertrófica" por "dilatação", confundindo as duas miocardiopatias. Além disso, a MCH não é causada por treinamento excessivo — é uma doença genética; o treinamento pode apenas desmascarar ou agravar o risco.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Afirma que "a morte súbita pode ser a primeira manifestação da MCH, especialmente em jovens atletas que realizam atividades físicas intensas". Esta é a descrição correta e mais importante da doença: muitos pacientes são assintomáticos e o primeiro evento é a morte súbita, frequentemente durante exercício físico intenso, devido a arritmias ventriculares malignas. É o conhecimento essencial para o profissional de saúde que atende emergências em eventos esportivos.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Diz que "o tratamento definitivo da MCH consiste sempre no transplante cardíaco precoce, independente dos sintomas". O transplante é reservado para casos graves e refratários de insuficiência cardíaca, não é "sempre" indicado nem "precoce" em pacientes assintomáticos. O tratamento inicial envolve medicamentos (betabloqueadores, bloqueadores de canal de cálcio), restrição de atividades físicas competitivas e, em casos selecionados, CDI ou miectomia septal. A banca exagera ao tornar o transplante a regra, quando é exceção.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora trocar as características das miocardiopatias para confundir o candidato. Aqui, a alternativa C fala em "dilatação" (que é da miocardiopatia dilatada) e a alternativa B afirma que é "sempre sintomática" (quando o mais temido é justamente ser assintomática até a morte súbita). Fique atento: MCH = espessamento, não dilatação; e pode ser silenciosa até o evento fatal. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre morte súbita em atletas, lembre-se do tripé: (1) MCH é a principal causa de morte súbita em jovens atletas; (2) o esforço físico intenso é o gatilho; (3) a primeira manifestação pode ser a própria morte súbita. Se a alternativa falar em "dilatação", "sempre sintomática" ou "transplante precoce", descarte na hora — são distratores clássicos.