Questão de Biologia — Principais doenças endêmicas no Brasil — FUNDATEC 2025
- Código
- qg482636
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- Prefeitura de Xangri-lá - RS
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Biólogo
- AV – V – V.
- BF – V – V.
- CV – V – F.
- DV – F – F.
- EF – F – V.
GabaritoA — V – V – V.
Gabarito: letra A (V – V – V). As três assertivas estão corretas: espécies de importância sanitária englobam tanto animais vetores (mosquitos, carrapatos, roedores) quanto micro-organismos patogênicos (protozoários, bactérias, vírus), e a classificação de uma espécie nessa categoria está diretamente relacionada ao risco que representa para a saúde humana, animal ou ambiental.
O conceito de "espécie de importância sanitária" é amplo e abrange qualquer organismo que, direta ou indiretamente, possa afetar a saúde pública. Isso inclui os vetores biológicos — animais que transmitem agentes infecciosos entre hospedeiros, como o mosquito Aedes aegypti (vetor da dengue, zika e chikungunya), o barbeiro (vetor do Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas) e carrapatos (vetores da febre maculosa) — e também os reservatórios, como roedores, que podem carrear agentes de doenças como a leptospirose.
Além dos animais, a categoria abrange os próprios agentes etiológicos — os micro-organismos causadores de doenças: protozoários (como o Plasmodium da malária e a Entamoeba histolytica da amebíase), bactérias (como o Mycobacterium tuberculosis da tuberculose) e vírus (como o da dengue e o HIV). A importância sanitária de uma espécie é definida pelo risco que ela representa, seja por transmissão direta, por ser vetor ou reservatório, ou por causar danos à saúde humana, animal (saúde veterinária) ou ambiental (saúde ecossistêmica).
A banca explora a amplitude do conceito: muitos candidatos restringem "espécie de importância sanitária" apenas aos vetores animais, esquecendo que os próprios micro-organismos patogênicos também se enquadram. A assertiva III é a chave — ela define o critério de classificação (o risco), que é o que unifica os dois primeiros itens.
Animais vetores como mosquitos, carrapatos e roedores são, de fato, espécies de importância sanitária. Os mosquitos transmitem arboviroses (dengue, zika, chikungunya, febre amarela), os carrapatos transmitem a febre maculosa e os roedores são reservatórios da leptospirose. A assertiva está correta ao citar esses exemplos.
Micro-organismos como protozoários, bactérias e vírus também são espécies de importância sanitária, pois são os agentes etiológicos das doenças. O Plasmodium (malária), a Entamoeba histolytica (amebíase), o Mycobacterium tuberculosis (tuberculose) e o vírus da dengue são exemplos clássicos. A assertiva está correta.
A classificação de uma espécie como de importância sanitária está diretamente relacionada ao risco que ela representa para a saúde humana, animal ou ambiental. Esse é o critério central: uma espécie só entra nessa categoria se houver potencial de causar dano à saúde. A assertiva está correta.
A banca testa se você reduz o conceito a apenas um dos grupos. Muitos candidatos marcam a assertiva 2 como falsa por acharem que "espécie" se refere só a animais — mas o termo abrange qualquer organismo, incluindo micro-organismos. Lembre-se: o critério é o risco sanitário, não o grupo taxonômico.
Para questões sobre importância sanitária, monte mentalmente a lista completa: vetores (mosquitos, carrapatos, roedores, barbeiros), agentes etiológicos (protozoários, bactérias, vírus, fungos) e reservatórios (animais domésticos e silvestres). Se a assertiva citar qualquer um desses grupos, ela tende a ser verdadeira — o que derruba a questão é a negação do critério de risco.
Gabarito: letra A — corretas as três assertivas (V – V – V).
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