Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — FUNDATEC 2025
Medicina›Ginecologia e Obstetrícia
Código
qg483134
Banca
FUNDATEC
Órgão
SES-RJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Acesso Direto - Anestesiologia,Cirurgia Cardiovascular,Cirurgia Geral,Clínica Médica,Ginecologia e Obstetrícia,Medicina Intensiva,Neurocirurgia,Ortopedia e Traumatologia,Pediatria,Psiquiatria
Em relação à assistência ao trabalho de parto em gestante de risco habitual, analise as assertivas abaixo:I. A avaliação do feto no primeiro período do parto deve ser realizada pela ausculta intermitente dos batimentos cardiofetais, ao passo que, no segundo período do parto, a monitorização da frequência cardíaca fetal deve ser contínua, através da cardiotocografia.II. O toque vaginal para avaliação da progressão do trabalho de parto pode ser realizado a cada 2-4 horas, a depender da necessidade, porém o número de exames vaginais deve ser reduzido ao mínimo necessário.III. A paciente poderá adotar a posição que achar mais confortável durante o trabalho de parto, podendo deambular e adotar posições verticalizadas.Quais estão corretas?
AApenas III.
BApenas I e II.
CApenas I e III.
DApenas II e III.
EI, II e III.
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GabaritoD — Apenas II e III.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Assistência ao trabalho de parto em gestante de risco habitual
Gabarito: letra D (apenas II e III). A assertiva I está incorreta porque, embora a ausculta intermitente seja o método recomendado no primeiro período do parto para gestantes de risco habitual, a monitorização contínua por cardiotocografia no segundo período não é obrigatória para todas — ela é indicada em situações específicas, como quando há alterações na ausculta ou fatores de risco. As assertivas II e III estão corretas: o toque vaginal deve ser realizado no intervalo de 2 a 4 horas, reduzindo-se ao mínimo necessário, e a gestante pode adotar a posição mais confortável, incluindo deambular e posições verticalizadas. A base para essa conduta está nas diretrizes do Ministério da Saúde e da OMS sobre o parto de risco habitual.
A assistência ao trabalho de parto em gestante de risco habitual é pautada por intervenções mínimas e baseadas em evidências, priorizando o bem-estar materno e fetal sem intervenções desnecessárias. O primeiro período do parto (dilatação) e o segundo período (expulsivo) têm condutas específicas quanto à vigilância fetal. No primeiro período, a ausculta intermitente dos batimentos cardiofetais é o método de escolha para gestantes de baixo risco, realizada em intervalos regulares (geralmente a cada 15-30 minutos na fase ativa). No segundo período, a recomendação é que a ausculta seja realizada com maior frequência, mas a cardiotocografia contínua não é rotina para todas as gestantes de risco habitual — ela é reservada para casos em que há suspeita de sofrimento fetal, presença de mecônio, ou outros fatores que indiquem vigilância mais rigorosa. A banca explora exatamente essa distinção: a assertiva I generaliza a cardiotocografia contínua como regra para o segundo período, o que não corresponde à conduta padrão.
O toque vaginal é o método clássico para avaliar a progressão do trabalho de parto, mas cada exame aumenta o risco de infecção e desconforto materno. Por isso, as diretrizes recomendam que o número de exames vaginais seja reduzido ao mínimo necessário, com intervalo de 2 a 4 horas entre eles, a menos que haja indicação clínica para avaliação mais frequente (como suspeita de distocia ou alteração na dinâmica uterina). Essa recomendação visa equilibrar a necessidade de monitorar a evolução com a segurança e o conforto da parturiente.
A liberdade de posição e deambulação durante o trabalho de parto é uma recomendação forte das diretrizes atuais. A posição verticalizada (em pé, de cócoras, ajoelhada) e a deambulação estão associadas a menor duração do trabalho de parto, menor necessidade de analgesia e menor taxa de parto operatório. A gestante deve ser encorajada a adotar a posição que achar mais confortável, desde que não haja contraindicação (como anestesia regional que impeça a deambulação). Essa conduta respeita a fisiologia do parto e a autonomia da mulher.
A pegadinha central desta questão está na assertiva I: a banca troca a recomendação de ausculta intermitente no primeiro período (correta) por uma afirmação de que a cardiotocografia contínua é obrigatória no segundo período (incorreta para risco habitual). O candidato que memoriza que "no segundo período a monitorização é contínua" sem considerar o contexto de risco habitual cai no distrator. A distinção que importa é: ausculta intermitente é a regra para risco habitual em ambos os períodos, com aumento da frequência no expulsivo; a cardiotocografia contínua é reservada para situações de risco ou alterações detectadas.
Guarde essa fronteira: risco habitual = ausculta intermitente (com maior frequência no expulsivo); cardiotocografia contínua = indicação seletiva. É exatamente nessa distinção que as alternativas se dividem.
Item
Conteúdo da assertiva
Correto?
I
Ausculta intermitente no 1º período; cardiotocografia contínua obrigatória no 2º período
❌ Incorreto (no risco habitual, a ausculta intermitente é a regra também no 2º período, com maior frequência; a cardiotocografia contínua é seletiva)
II
Toque vaginal a cada 2–4 horas, reduzido ao mínimo necessário
✅ Correto
III
Liberdade de posição, deambulação e posições verticalizadas
✅ Correto
11º período: ausculta intermitente
22º período: ausculta mais frequente
3Cardiotocografia contínua: seletiva
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Item I — ❌ Incorreto
A assertiva afirma que no segundo período do parto a monitorização da frequência cardíaca fetal deve ser contínua, através da cardiotocografia. Isso está incorreto para gestante de risco habitual: a conduta recomendada é a ausculta intermitente, realizada com maior frequência no período expulsivo (a cada 5 minutos ou após cada contração, conforme protocolos). A cardiotocografia contínua é indicada em situações específicas, como alterações na ausculta, presença de mecônio, ou fatores de risco materno-fetais. A banca troca a recomendação seletiva por uma regra geral, o que torna a assertiva falsa.
Item II — ✅ Correto
A assertiva está correta. O toque vaginal para avaliação da progressão do trabalho de parto pode ser realizado a cada 2-4 horas, a depender da necessidade, e o número de exames vaginais deve ser reduzido ao mínimo necessário. Essa recomendação visa minimizar o risco de infecção e o desconforto materno, mantendo a vigilância adequada da evolução do parto. É uma conduta alinhada às diretrizes de assistência ao parto de risco habitual.
Item III — ✅ Correto
A assertiva está correta. A gestante pode adotar a posição que achar mais confortável durante o trabalho de parto, podendo deambular e adotar posições verticalizadas. Essa recomendação é baseada em evidências que mostram benefícios como menor duração do trabalho de parto, menor necessidade de analgesia e maior satisfação materna. A liberdade de posição é um direito da parturiente e uma prática recomendada, desde que não haja contraindicação clínica.
Conclusão: Corretos: II e III → portanto a alternativa é a letra D.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora transformar uma recomendação seletiva em regra geral. Aqui, a cardiotocografia contínua no segundo período é apresentada como obrigatória para todas, mas na gestante de risco habitual a regra é a ausculta intermitente com maior frequência. A cardiotocografia contínua é para casos de risco ou alterações — memorize essa exceção para não cair na próxima.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de assistência ao parto, foque nas diretrizes do Ministério da Saúde e da OMS: intervenções mínimas, liberdade de posição, toque vaginal reduzido ao mínimo e ausculta intermitente como regra para risco habitual. Quando a alternativa trouxer "sempre" ou "deve ser contínua", desconfie — a tendência é que seja uma exceção apresentada como regra.