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Questão de Medicina — Ginecologia e Obstetrícia — FUNDATEC 2025

MedicinaGinecologia e Obstetrícia
Código
qg483138
Banca
FUNDATEC
Órgão
SES-RJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Acesso Direto - Anestesiologia,Cirurgia Cardiovascular,Cirurgia Geral,Clínica Médica,Ginecologia e Obstetrícia,Medicina Intensiva,Neurocirurgia,Ortopedia e Traumatologia,Pediatria,Psiquiatria
Tercigesta, com 12 semanas de gestação calculada pela ultrassonografia realizada com 9 semanas, vem para consulta pré-natal. Na primeira gestação, apresentou pré-eclâmpsia com 32 semanas de gestação, com interrupção da gravidez nessa idade gestacional. Na segunda gestação, teve parto pré-termo espontâneo com 31 semanas de gestação. Na consulta atual, deve-se prescrever:
  1. ASulfato ferroso e progesterona vaginal.
  2. BSulfato ferroso e ácido acetilsalicílico.
  3. CProgesterona vaginal, carbonato de cálcio e ácido acetilsalicílico.
  4. DÁcido acetilsalicílico e carbonato de cálcio.
  5. EProgesterona vaginal e ácido acetilsalicílico.
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GabaritoC — Progesterona vaginal, carbonato de cálcio e ácido acetilsalicílico.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Pré-natal de alto risco: prevenção de pré-eclâmpsia e parto pré-termo

Gabarito: letra C. A paciente tem histórico de pré-eclâmpsia precoce (32 semanas) e parto pré-termo espontâneo (31 semanas), o que a classifica como alto risco para recorrência de pré-eclâmpsia e justifica a prescrição de ácido acetilsalicílico (AAS) em baixa dose para prevenção, além de cálcio (para redução do risco de pré-eclâmpsia em populações com baixa ingesta) e progesterona vaginal (para prevenção de parto pré-termo recorrente). A alternativa C é a única que contempla as três medidas.

A pré-eclâmpsia é uma síndrome específica da gestação, caracterizada por hipertensão arterial e proteinúria (ou disfunção orgânica) após 20 semanas, conforme descrito no material de apoio. A prevenção primária em gestantes de alto risco é um pilar do pré-natal. O ácido acetilsalicílico em baixa dose (100-150 mg/dia) é a principal intervenção farmacológica para prevenir pré-eclâmpsia em gestantes de alto risco, devendo ser iniciado precocemente (entre 12 e 16 semanas) e mantido até o parto. O carbonato de cálcio (1,5-2 g/dia) é recomendado pela OMS para prevenção de pré-eclâmpsia em populações com baixa ingesta de cálcio, e a progesterona vaginal (200 mg/dia) é indicada para prevenção de parto pré-termo em gestantes com histórico de parto pré-termo espontâneo.

A paciente em questão tem dois fatores de risco independentes: pré-eclâmpsia precoce (que exige interrupção da gestação antes de 34 semanas) e parto pré-termo espontâneo. Ambos os fatores justificam intervenções específicas. O AAS é indicado para o risco de pré-eclâmpsia; a progesterona, para o risco de parto pré-termo; e o cálcio, como adjuvante na prevenção de pré-eclâmpsia. A alternativa C é a única que combina as três medidas.

A pegadinha desta questão está em reconhecer que a paciente tem dois riscos distintos que exigem duas intervenções distintas (AAS e progesterona), e que o cálcio é uma medida adicional recomendada em contextos de alto risco. As alternativas que omitem qualquer uma dessas medidas estão incompletas. A alternativa A omite o AAS (essencial para prevenção de pré-eclâmpsia); a B omite a progesterona (essencial para prevenção de parto pré-termo); a D omite a progesterona; e a E omite o cálcio (que, embora não seja universalmente obrigatório, é recomendado pela OMS em populações com baixa ingesta de cálcio, e a banca o considera parte da conduta correta).

Prevenção em gestante de alto risco
  • 1Risco de pré-eclâmpsia (história de PE precoce)
    • AAS em baixa dose (100–150 mg/dia)
    • Carbonato de cálcio (adjuvante)
  • 2Risco de parto pré-termo (história de PPT espontâneo)
    • Progesterona vaginal (200 mg/dia)
  • 3Medidas incompletas
    • Omitir AAS (não previne PE)
    • Omitir progesterona (não previne PPT)
    • Omitir cálcio (adjuvante recomendado)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Sulfato ferroso e progesterona vaginal. O sulfato ferroso é indicado para prevenção de anemia ferropriva, mas não previne pré-eclâmpsia. A progesterona vaginal é correta para prevenção de parto pré-termo, mas a ausência do ácido acetilsalicílico (AAS) torna a alternativa incompleta, pois a paciente tem alto risco de pré-eclâmpsia (história de pré-eclâmpsia precoce). O AAS é a principal medida farmacológica para prevenção de pré-eclâmpsia em gestantes de alto risco.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Sulfato ferroso e ácido acetilsalicílico. O AAS é correto para prevenção de pré-eclâmpsia, mas a alternativa omite a progesterona vaginal, que é indicada para prevenção de parto pré-termo recorrente (a paciente teve parto pré-termo espontâneo com 31 semanas). A progesterona vaginal é a intervenção de escolha para reduzir o risco de recorrência de parto pré-termo espontâneo. O sulfato ferroso, embora comum no pré-natal, não é a medida específica para os riscos da paciente.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Progesterona vaginal, carbonato de cálcio e ácido acetilsalicílico. Esta alternativa contempla as três medidas indicadas para a paciente: (1) AAS para prevenção de pré-eclâmpsia (história de pré-eclâmpsia precoce); (2) progesterona vaginal para prevenção de parto pré-termo recorrente (história de parto pré-termo espontâneo); e (3) carbonato de cálcio como adjuvante na prevenção de pré-eclâmpsia, recomendado pela OMS em populações com baixa ingesta de cálcio. A combinação é a conduta mais completa e adequada para o caso.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Ácido acetilsalicílico e carbonato de cálcio. O AAS e o cálcio são corretos para prevenção de pré-eclâmpsia, mas a alternativa omite a progesterona vaginal, que é essencial para prevenção de parto pré-termo recorrente. A paciente tem histórico de parto pré-termo espontâneo, e a progesterona vaginal é a intervenção de escolha para reduzir esse risco. Sem a progesterona, a conduta está incompleta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Progesterona vaginal e ácido acetilsalicílico. O AAS e a progesterona são corretos para os riscos de pré-eclâmpsia e parto pré-termo, respectivamente, mas a alternativa omite o carbonato de cálcio. Embora o cálcio não seja universalmente obrigatório, a OMS recomenda sua suplementação para prevenção de pré-eclâmpsia em populações com baixa ingesta de cálcio, e a banca considera essa medida parte da conduta correta. A alternativa C, que inclui o cálcio, é a mais completa.

Gabarito: letra C

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