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Questão de Medicina — Gastroenterologia — FUNDATEC 2025

MedicinaGastroenterologia
Código
qg483164
Banca
FUNDATEC
Órgão
SES-RJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Acesso Direto - Anestesiologia,Cirurgia Cardiovascular,Cirurgia Geral,Clínica Médica,Ginecologia e Obstetrícia,Medicina Intensiva,Neurocirurgia,Ortopedia e Traumatologia,Pediatria,Psiquiatria
Homem, 55 anos, assintomático e sem antecedentes familiares, procura médico para rastreamento de câncer colorretal. Considerando as principais diretrizes brasileiras e internacionais, qual é a recomendação atual para início do rastreio na população geral?
  1. AA colonoscopia está indicada apenas se surgirem sintomas intestinais, não havendo recomendação de rastreamento para indivíduos assintomáticos.
  2. BO rastreamento deve ser iniciado apenas aos 60 anos, pois antes dessa idade não há benefício comprovado em pacientes sem fatores de risco.
  3. CO teste de sangue oculto nas fezes pode ser utilizado como método de rastreamento e deve ser iniciado aos 50 anos na população geral.
  4. DA colonoscopia é o único método validado e deve ser realizada a cada 5 anos em todos os indivíduos de risco médio.
  5. EO rastreamento deve ser iniciado aos 45 anos em indivíduos de risco médio, podendo ser feito com colonoscopia ou testes não invasivos.
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GabaritoE — O rastreamento deve ser iniciado aos 45 anos em indivíduos de risco médio, podendo ser feito com colonoscopia ou testes não invasivos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Rastreamento do Câncer Colorretal

Gabarito: letra E. A recomendação atual para início do rastreamento do câncer colorretal na população geral de risco médio é aos 45 anos, podendo ser realizado por colonoscopia ou por testes não invasivos, como o teste imunoquímico fecal (FIT). Essa diretriz é adotada por sociedades como a American Cancer Society (ACS) e reflete o aumento da incidência da doença em adultos mais jovens.

O rastreamento do câncer colorretal é uma estratégia de prevenção secundária que visa detectar a doença em estágios iniciais ou identificar lesões precursoras (pólipos adenomatosos), reduzindo a mortalidade. A população de risco médio é definida como aquela sem sintomas, sem história pessoal ou familiar de câncer colorretal ou pólipos avançados, e sem doenças inflamatórias intestinais ou síndromes hereditárias. Para esses indivíduos, as principais diretrizes internacionais, como as da American Cancer Society (ACS), da US Preventive Services Task Force (USPSTF) e do American College of Gastroenterology (ACG), recomendam o início do rastreamento aos 45 anos. No Brasil, o Ministério da Saúde, em suas diretrizes de 2019, ainda recomendava o início aos 50 anos, mas a tendência mundial e as atualizações mais recentes apontam para a antecipação para 45 anos, especialmente após a ACS ter adotado essa recomendação em 2018.

A escolha do método de rastreamento deve ser compartilhada entre médico e paciente, considerando disponibilidade, aceitação e risco individual. As opções incluem exames de fezes, como o teste imunoquímico fecal (FIT) anual ou o teste de sangue oculto nas fezes (TSOF) com guáiaco, e exames estruturais, como a colonoscopia a cada 10 anos, a sigmoidoscopia flexível a cada 5 anos (ou a cada 10 anos com FIT anual) e a colonografia por TC (colonoscopia virtual) a cada 5 anos. A colonoscopia é o padrão-ouro, pois permite a visualização completa do cólon e a remoção de pólipos durante o mesmo procedimento, mas não é o único método validado. A escolha entre os métodos deve levar em conta a preferência do paciente, a infraestrutura local e o custo-efetividade.

A principal pegadinha desta questão é a atualização da idade de início do rastreamento. Muitos candidatos ainda memorizam a recomendação antiga de 50 anos, mas as diretrizes mais recentes, especialmente a da American Cancer Society (2018), anteciparam o início para 45 anos. A alternativa C, que menciona o início aos 50 anos, está desatualizada. Além disso, a alternativa D erra ao afirmar que a colonoscopia é o único método validado e que deve ser realizada a cada 5 anos, quando o intervalo recomendado é de 10 anos para risco médio. A alternativa A está incorreta, pois o rastreamento é recomendado para indivíduos assintomáticos, e a alternativa B erra ao postergar o início para 60 anos.

Guarde a fronteira entre as recomendações atuais e as antigas: o início aos 45 anos é o ponto-chave que separa a alternativa correta das demais.

  1. Antes50 anos (recomendação antiga)
  2. 2018ACS antecipa para 45 anos
  3. Atual45 anos (diretrizes atuais)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a colonoscopia está indicada apenas se surgirem sintomas intestinais, não havendo recomendação de rastreamento para assintomáticos. Isso contraria o princípio do rastreamento, que é justamente a detecção precoce em indivíduos assintomáticos. O rastreamento do câncer colorretal é recomendado para a população assintomática de risco médio, pois a doença é frequentemente assintomática em estágios iniciais, e a detecção precoce reduz a mortalidade. A colonoscopia é um dos métodos de rastreamento, mas não é indicada apenas na presença de sintomas.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que o rastreamento deve ser iniciado apenas aos 60 anos. Isso está incorreto, pois as diretrizes atuais recomendam o início aos 45 anos para a população de risco médio. Aos 60 anos, o rastreamento já deveria estar em andamento há 15 anos. A idade de 60 anos é mencionada em algumas diretrizes como a faixa em que o benefício do rastreamento é maior, mas não como idade de início. A recomendação de início é aos 45 anos, e o rastreamento deve continuar até os 75 anos, com decisão individualizada entre 76 e 85 anos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que o teste de sangue oculto nas fezes pode ser utilizado como método de rastreamento e deve ser iniciado aos 50 anos. A primeira parte está correta, pois o TSOF é um método de rastreamento válido, mas a idade de início está desatualizada. As diretrizes atuais recomendam o início aos 45 anos. Além disso, o teste imunoquímico fecal (FIT) é preferível ao TSOF com guáiaco por ter maior sensibilidade e especificidade. A alternativa C mistura uma informação correta (o TSOF é um método válido) com uma informação desatualizada (início aos 50 anos).

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que a colonoscopia é o único método validado e deve ser realizada a cada 5 anos em todos os indivíduos de risco médio. Há dois erros: (1) a colonoscopia não é o único método validado; existem outros, como o FIT, a sigmoidoscopia flexível e a colonografia por TC; (2) o intervalo recomendado para colonoscopia em risco médio é de 10 anos, não 5 anos. O intervalo de 5 anos é recomendado para a sigmoidoscopia flexível ou para a colonografia por TC. A colonoscopia é o padrão-ouro, mas não é o único método, e o intervalo de 10 anos é baseado na história natural do adenoma.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Afirma que o rastreamento deve ser iniciado aos 45 anos em indivíduos de risco médio, podendo ser feito com colonoscopia ou testes não invasivos. Isso está de acordo com as diretrizes atuais, como as da American Cancer Society (2018), que recomendam o início aos 45 anos. A alternativa também está correta ao afirmar que a colonoscopia e os testes não invasivos (como o FIT) são opções válidas de rastreamento. A escolha entre os métodos deve ser compartilhada entre médico e paciente, considerando disponibilidade e preferências.

Gabarito: letra E

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