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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — FUNDATEC 2025

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
qg483307
Banca
FUNDATEC
Órgão
SES-RJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Nutrição em Saúde Cardiovascular
Segundo a atualização da Diretriz de Prevenção Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (2019), considera-se hipertensão valores de PAS e PAD iguais ou acima de:
  1. A140 por 90 mmHg.
  2. B140 por 70 mmHg.
  3. C120 por 90 mmHg.
  4. D120 por 80 mmHg.
  5. E110 por 90 mmHg.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — 140 por 90 mmHg.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Hipertensão Arterial: valores diagnósticos

Gabarito: letra A. Segundo a Diretriz de Prevenção Cardiovascular da SBC (2019) e as diretrizes brasileiras de hipertensão, considera-se hipertensão arterial valores de pressão arterial sistólica (PAS) ≥ 140 mmHg e/ou pressão arterial diastólica (PAD) ≥ 90 mmHg — ou seja, 140 por 90 mmHg. O diagnóstico é confirmado com medidas repetidas em duas ou mais ocasiões.

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição crônica caracterizada pela elevação persistente da pressão arterial, um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral (AVC). O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na aferição correta da pressão arterial em consultório, seguindo técnica padronizada: paciente sentado, com as costas apoiadas, pernas descruzadas, braço nu apoiado na altura do coração, bexiga vazia, sem ter fumado ou ingerido cafeína nos 30 minutos anteriores, e em repouso por pelo menos 5 minutos. Recomenda-se realizar três medidas com intervalo de 1 minuto entre elas.

A classificação da pressão arterial em adultos (a partir de 18 anos) segue faixas bem definidas. Valores de PAS < 120 mmHg e PAD < 80 mmHg são considerados pressão arterial normal. A pré-hipertensão abrange PAS entre 120 e 139 mmHg e/ou PAD entre 80 e 89 mmHg — faixa que identifica indivíduos em risco e que merecem intervenções proativas para prevenir a progressão para hipertensão. A hipertensão arterial é definida por PAS ≥ 140 mmHg e/ou PAD ≥ 90 mmHg, classificada em estágios conforme a gravidade:

Classificação

PAS (mmHg)

PAD (mmHg)

PA normal

< 120

e < 80

Pré-hipertensão

120–139

e/ou 80–89

HA Estágio 1

140–159

e/ou 90–99

HA Estágio 2

160–179

e/ou 100–109

HA Estágio 3

≥ 180

e/ou ≥ 110

Um ponto crucial: quando a PAS e a PAD situam-se em categorias diferentes, a maior deve ser utilizada para a classificação. Por exemplo, um paciente com PA 145/85 mmHg é classificado como hipertenso estágio 1 (pela PAS), mesmo que a PAD esteja na faixa de pré-hipertensão. Da mesma forma, o diagnóstico de hipertensão é feito quando PAS ≥ 140 mmHg e/ou PAD ≥ 90 mmHg — basta um dos dois valores estar elevado.

A pegadinha desta questão está em confundir os valores diagnósticos de hipertensão com as metas terapêuticas (valores-alvo de tratamento) ou com os limites da pré-hipertensão. As metas de tratamento são frequentemente mais baixas que o limiar diagnóstico: para a maioria dos pacientes, a meta é PA < 140/90 mmHg, e para pacientes de alto risco ou com comorbidades (diabetes, doença renal crônica, doença arterial coronariana), a meta é PA < 130/80 mmHg. Já os valores de 120/80 mmHg correspondem ao limite superior da normalidade — não ao diagnóstico de hipertensão. A banca explora exatamente essa confusão entre "o que é hipertensão" (≥ 140/90) e "qual a meta de tratamento" (< 130/80 ou < 140/90).

Guarde o par diagnóstico × meta: o diagnóstico de HAS usa o limiar de 140/90 mmHg; a meta de tratamento costuma ser mais baixa. É nessa fronteira que as alternativas se dividem.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta é a definição clássica e consensual de hipertensão arterial: PAS ≥ 140 mmHg e/ou PAD ≥ 90 mmHg. A alternativa apresenta exatamente os valores de 140 por 90 mmHg, que correspondem ao limiar diagnóstico estabelecido pela Diretriz de Prevenção Cardiovascular da SBC (2019) e mantido nas diretrizes brasileiras de hipertensão. O diagnóstico deve ser confirmado com medidas repetidas em duas ou mais ocasiões, em condições ideais de aferição.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O valor de PAD de 70 mmHg está incorreto. O limiar diagnóstico de hipertensão para a pressão diastólica é ≥ 90 mmHg, não 70 mmHg. O valor de 70 mmHg aparece nas diretrizes como limite inferior a ser evitado em algumas metas terapêuticas (por exemplo, evitar PAD < 70 mmHg em pacientes com doença arterial coronariana, devido ao fenômeno da curva J), mas não tem relação com o diagnóstico de hipertensão. A banca troca o valor diastólico diagnóstico (90) por um valor que aparece em contexto de meta terapêutica.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O valor de PAS de 120 mmHg está incorreto. O limiar diagnóstico de hipertensão para a pressão sistólica é ≥ 140 mmHg, não 120 mmHg. O valor de 120 mmHg corresponde ao limite superior da pressão arterial normal (PAS < 120 mmHg é normal; 120–139 mmHg é pré-hipertensão). A alternativa mistura o limite da normalidade (120) com o limiar diagnóstico da diastólica (90), criando uma combinação que não corresponde a nenhuma categoria da classificação.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Os valores de 120 por 80 mmHg correspondem ao limite superior da pressão arterial normal (PAS < 120 e PAD < 80), não ao diagnóstico de hipertensão. Valores de 120/80 mmHg são considerados normais, e a partir daí até 139/89 mmHg temos a pré-hipertensão. A alternativa confunde o limite da normalidade com o diagnóstico de hipertensão — uma armadilha clássica, pois 120/80 é um valor "famoso" que muitos associam erroneamente a hipertensão.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O valor de PAS de 110 mmHg está incorreto. O limiar diagnóstico de hipertensão para a pressão sistólica é ≥ 140 mmHg, não 110 mmHg. O valor de 110 mmHg está bem abaixo do normal e não corresponde a nenhum limiar diagnóstico ou de classificação relevante. A alternativa combina um valor sistólico baixo (110) com o limiar diastólico diagnóstico (90), criando uma opção que não tem fundamento nas diretrizes.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre diagnóstico e meta terapêutica. O diagnóstico de hipertensão é sempre ≥ 140/90 mmHg, mas as metas de tratamento costumam ser mais baixas (< 130/80 ou < 140/90). As alternativas C e D usam valores de pré-hipertensão/normalidade (120/80, 120/90) para induzir ao erro. Lembre-se: 140/90 é o limiar que separa o normal do hipertenso — decore esse número e você elimina as distratoras na hora.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, monte um mini-quadro mental: Normal < 120/80 · Pré-hipertensão 120–139/80–89 · Hipertensão ≥ 140/90. Quando a questão perguntar "quando considerar hipertensão", a resposta é sempre 140/90. Quando perguntar "qual a meta de tratamento", aí sim os valores podem ser menores (130/80 ou 140/90, conforme o risco). Essa distinção cai com frequência em provas de cardiologia e clínica médica.

Gabarito: letra A

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