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Questão de Medicina — Cirurgia Geral — FUNDATEC 2025

MedicinaCirurgia Geral
Código
qg483332
Banca
FUNDATEC
Órgão
SES-RJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Pré-Requisito em Cirurgia Geral: Cirurgia Vascular e Cirurgia Pediátrica
Mulher, 46 anos, apresenta dor lombar intensa à direita há 8 horas e náuseas, sem febre. Hematúria microscópica presente. TC de baixa dose sem contraste demonstra cálculo ureteral proximal de 9 mm, com hidronefrose de grau moderado, sem sinais de infecção associada. Função renal preservada. Considerando o contexto descrito, assinale a alternativa correta.
  1. AO manejo expectante com analgesia e α-bloqueador (tamsulosina) é a estratégia padrão, porque a passagem espontânea é altamente provável.
  2. BA presença de hidronefrose moderada recomenda imediata descompressão percutânea do sistema coletor como tratamento de primeira escolha.
  3. CUreteroscopia com litotripsia flexível/laser não é indicada para cálculos proximais e deve ser reservada apenas para cálculos distais.
  4. DA nefrectomia parcial é considerada tratamento definitivo para preservar a função renal.
  5. EA Litotripsia Extracorpórea por Ondas de Choque (LEOC) é uma opção terapêutica razoável, com boa probabilidade de fragmentação bem-sucedida.
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GabaritoE — A Litotripsia Extracorpórea por Ondas de Choque (LEOC) é uma opção terapêutica razoável, com boa probabilidade de fragmentação bem-sucedida.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Nefrolitíase: manejo do cálculo ureteral proximal

Gabarito: letra E. Para cálculos ureterais proximais, a litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LEOC) e a ureteroscopia são as terapias de primeira linha, sendo a LEOC uma opção razoável com boa probabilidade de fragmentação, especialmente para cálculos < 10 mm, como o de 9 mm do caso. O manejo expectante com α-bloqueador não é a estratégia padrão para cálculos > 6 mm, pois a passagem espontânea é pouco provável.

A nefrolitíase é uma condição frequente na emergência, caracterizada pela presença de cálculos no trato urinário, que podem obstruir o fluxo de urina e causar a clássica cólica renal. A dor intensa em flanco, acompanhada de náuseas e hematúria, como no caso da paciente, é a apresentação típica. O diagnóstico é confirmado por exame de imagem, sendo a TC sem contraste o padrão-ouro por sua alta sensibilidade e especificidade (> 90%).

O manejo do paciente com cálculo ureteral depende de vários fatores: tamanho, localização, presença de infecção, função renal e sintomas. Cálculos menores que 5 mm têm alta probabilidade de eliminação espontânea, enquanto cálculos maiores que 6 mm frequentemente necessitam de intervenção. No caso apresentado, o cálculo de 9 mm em ureter proximal, com hidronefrose moderada, mas sem sinais de infecção e com função renal preservada, não é candidato a manejo expectante, pois a chance de passagem espontânea é baixa.

As opções de tratamento intervencionista incluem a ureteroscopia com litotripsia a laser e a LEOC. Para cálculos proximais, ambas são consideradas terapias de primeira linha. A LEOC é mais eficaz para cálculos menores que 10 mm, como o do caso, e tem a vantagem de ser menos invasiva, com menores taxas de morbidade. A ureteroscopia, por sua vez, tem maior taxa de eliminação do cálculo em um único procedimento, mas é mais invasiva. A escolha entre elas deve considerar a preferência do paciente, a experiência do serviço e as características do cálculo.

A presença de hidronefrose moderada, isoladamente, não é indicação de descompressão percutânea imediata. Essa intervenção é reservada para casos de obstrução total, infecção associada (sepse urinária) ou piora da função renal. No caso, a paciente não apresenta sinais de infecção (sem febre) e tem função renal preservada, portanto, não há indicação de nefrostomia percutânea de urgência.

A nefrectomia parcial é um procedimento cirúrgico para remoção de tumores renais, não sendo indicada para o tratamento de nefrolitíase. O tratamento definitivo para cálculos renais ou ureterais visa a eliminação do cálculo, preservando a função renal, e pode ser feito por LEOC, ureteroscopia ou, para cálculos grandes (> 20 mm), nefrolitotomia percutânea.

A alternativa correta é a letra E, pois a LEOC é uma opção terapêutica razoável para o cálculo ureteral proximal de 9 mm, com boa probabilidade de fragmentação bem-sucedida, conforme as diretrizes. As demais alternativas apresentam erros conceituais ou indicações incorretas.

Alternativa A — ❌ Incorreta

O manejo expectante com analgesia e α-bloqueador (tamsulosina) é indicado para cálculos com alta probabilidade de passagem espontânea, geralmente menores que 5-6 mm. Para cálculos de 9 mm, a chance de eliminação espontânea é baixa, e a conduta expectante não é a estratégia padrão. O α-bloqueador pode ser usado como terapia expulsiva, mas não é a primeira linha para cálculos desse tamanho.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A hidronefrose moderada, sem sinais de infecção e com função renal preservada, não indica descompressão percutânea imediata. A nefrostomia percutânea é reservada para casos de obstrução total, sepse urinária, insuficiência renal ou anúria. No caso, a paciente não apresenta esses critérios, portanto, a descompressão percutânea não é o tratamento de primeira escolha.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A ureteroscopia com litotripsia flexível/laser é indicada para cálculos em qualquer localização do ureter, incluindo os proximais. Para cálculos proximais, a ureteroscopia é uma das terapias de primeira linha, juntamente com a LEOC. A afirmação de que não é indicada para cálculos proximais e deve ser reservada apenas para distais está incorreta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A nefrectomia parcial é um procedimento cirúrgico para tratamento de tumores renais, não sendo indicada para nefrolitíase. O tratamento definitivo para cálculos visa a eliminação do cálculo e a preservação da função renal, podendo ser feito por LEOC, ureteroscopia ou nefrolitotomia percutânea, dependendo do tamanho e da localização do cálculo.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A LEOC é uma opção terapêutica razoável para cálculos ureterais proximais, especialmente para cálculos menores que 10 mm, como o de 9 mm do caso. A LEOC tem boa probabilidade de fragmentação bem-sucedida e é menos invasiva que a ureteroscopia, com menores taxas de morbidade. Portanto, é uma alternativa válida de tratamento para a paciente.

Gabarito: letra E

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