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Questão de Medicina — Cirurgia Geral — FUNDATEC 2025

MedicinaCirurgia Geral
Código
qg483343
Banca
FUNDATEC
Órgão
SES-RJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Pré-Requisito em Cirurgia Geral: Cirurgia Vascular e Cirurgia Pediátrica
Mulher, 45 anos, sem comorbidades, procura ambulatório após identificar nódulo cervical anterior em autoexame. Ao exame físico, apresenta nódulo único, firme, de 2,2 cm no lobo direito da tireoide, móvel à deglutição, sem linfonodomegalias palpáveis. Ultrassonografia mostra nódulo sólido, hipoecoico, margens irregulares e microcalcificações, categoria TI-RADS 5. O TSH sérico está dentro da normalidade. Qual é a conduta diagnóstica mais adequada no caso?
  1. ASolicitar cintilografia da tireoide, visto que o TSH é normal.
  2. BRealizar Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) guiada por ultrassom.
  3. CIndicar tireoidectomia total imediata devido às características suspeitas.
  4. DAcompanhar clinicamente, com nova ultrassonografia em 6 a 12 meses.
  5. EIniciar levotiroxina supressiva para reduzir o risco de crescimento do nódulo.
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GabaritoB — Realizar Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) guiada por ultrassom.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Nódulo tireoidiano: conduta diagnóstica

Gabarito: letra B. Diante de nódulo tireoidiano com características ultrassonográficas de alta suspeita (TI-RADS 5) e TSH normal, a conduta diagnóstica mais adequada é a Punção Aspirativa por Agulha Fina (PAAF) guiada por ultrassom. A cintilografia está indicada apenas quando o TSH está suprimido, para avaliar nódulo hiperfuncionante; a tireoidectomia imediata não é a primeira etapa diagnóstica; o acompanhamento clínico é inadequado para nódulo de alto risco; e a levotiroxina supressiva não é recomendada para redução de nódulos.

A avaliação de um nódulo tireoidiano começa com a história clínica e o exame físico, buscando fatores de risco para malignidade, como história de radiação cervical, história familiar de neoplasia de tireoide, crescimento rápido, rouquidão e adenomegalias. Em seguida, todos os pacientes devem realizar ultrassonografia (US) da tireoide e dosagem de TSH. A US é o exame de primeira linha para caracterizar o nódulo, avaliando dimensões, conteúdo, ecogenicidade, margens, calcificações e relação com estruturas adjacentes. O sistema TI-RADS (Thyroid Imaging Reporting and Data System) do American College of Radiology (ACR) classifica os nódulos de 1 a 5, com base em critérios como composição, ecogenicidade, forma, margem e focos ecogênicos, para estimar o risco de malignidade e orientar a necessidade de PAAF.

A dosagem de TSH é fundamental para decidir o próximo passo. Quando o TSH está abaixo do limite de referência (suprimido), sugere-se a realização de cintilografia para verificar se o nódulo é hiperfuncionante (nódulo "quente"), o que praticamente afasta malignidade. No caso apresentado, o TSH está normal, portanto a cintilografia não é indicada. A conduta correta é a PAAF, guiada por ultrassom, para obter material para citologia (classificação de Bethesda) e definir se o nódulo é benigno ou maligno. As indicações de PAAF baseiam-se no tamanho do nódulo e no escore TI-RADS: para TI-RADS 5, recomenda-se PAAF se o nódulo for maior que 1 cm. No caso, o nódulo tem 2,2 cm, claramente acima do limiar.

A levotiroxina supressiva, que era usada no passado para reduzir nódulos benignos, não é mais recomendada, pois é incomum que ocorra redução substancial dos nódulos com essa medicação. A tireoidectomia total imediata não é a conduta diagnóstica inicial; a cirurgia é indicada após a confirmação citológica de malignidade (Bethesda V ou VI) ou em casos de sintomas compressivos. O acompanhamento clínico com nova US em 6 a 12 meses é reservado para nódulos de baixo risco (TI-RADS 1 ou 2) ou para aqueles que não atingem critérios para PAAF, o que não se aplica a um nódulo TI-RADS 5 de 2,2 cm.

A pegadinha desta questão está em reconhecer que a cintilografia é um exame funcional, não morfológico, e só tem valor diagnóstico quando o TSH está suprimido. Como o TSH está normal, a cintilografia não ajudaria a diferenciar benignidade de malignidade. A PAAF é o padrão-ouro para o diagnóstico citológico do nódulo suspeito, e a US guia a punção para aumentar a acurácia. O fluxo de decisão é: TSH normal + nódulo suspeito à US (TI-RADS 5, >1 cm) → PAAF guiada por US.

  1. 1US + TSH
  2. 2TSH suprimido?
  3. 3Cintilografia
  4. 4TSH normal?
  5. 5PAAF guiada por US
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A cintilografia da tireoide é indicada apenas quando o TSH está suprimido, para avaliar se o nódulo é hiperfuncionante ("quente"). Como o TSH está normal, a cintilografia não é útil para diferenciar benignidade de malignidade. O exame funcional não fornece informação citológica, e a conduta correta é a PAAF.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A PAAF guiada por ultrassom é o procedimento diagnóstico de escolha para nódulos tireoidianos com características suspeitas à US, como TI-RADS 5, especialmente quando o nódulo tem mais de 1 cm. O TSH normal afasta a necessidade de cintilografia, e a PAAF fornece material para citologia (Bethesda), definindo a conduta subsequente.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A tireoidectomia total imediata não é a conduta diagnóstica inicial. A cirurgia é reservada para casos com citologia compatível com malignidade (Bethesda V ou VI) ou com sintomas compressivos. Antes de indicar a cirurgia, é necessário confirmar o diagnóstico por PAAF.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O acompanhamento clínico com nova US em 6 a 12 meses é indicado para nódulos de baixo risco (TI-RADS 1 ou 2) ou que não atingem critérios para PAAF. Um nódulo TI-RADS 5 de 2,2 cm tem alta suspeita de malignidade e deve ser submetido à PAAF imediatamente, não ao seguimento.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A levotiroxina supressiva não é recomendada para redução de nódulos tireoidianos, pois é incomum que ocorra redução substancial com essa medicação. Além disso, o TSH está normal, e a supressão não é uma estratégia diagnóstica. A conduta correta é a PAAF.

Gabarito: letra B

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