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Questão de Medicina — Angiologia — FUNDATEC 2025

MedicinaAngiologia
Código
qg483428
Banca
FUNDATEC
Órgão
SES-RJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Área de Atuação: Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular
Em relação às diferenças entre a trombose arterial aguda e a embolia arterial aguda, assinale a alternativa correta.
  1. AA embolia ocorre em artérias previamente normais, enquanto a trombose costuma ocorrer em vasos já doentes por aterosclerose.
  2. BA embolia arterial, na maioria das vezes, tem evolução mais lenta, pois ocorre em artérias com circulação colateral já desenvolvida.
  3. CA embolia sempre cursa com circulação colateral desenvolvida, diferentemente da trombose.
  4. DNa embolia, o paciente geralmente apresenta história prévia de claudicação intermitente.
  5. EA trombose é mais frequentemente causada por fibrilação atrial não tratada.
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GabaritoA — A embolia ocorre em artérias previamente normais, enquanto a trombose costuma ocorrer em vasos já doentes por aterosclerose.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Oclusão arterial aguda: trombose × embolia

Gabarito: letra A. A distinção nuclear entre as duas formas de oclusão arterial aguda (OAA) está no leito vascular de base: a embolia ocorre em artérias previamente normais, enquanto a trombose se instala sobre vasos já comprometidos por aterosclerose — exatamente o que a alternativa A afirma. Essa é a regra clássica da cirurgia vascular, corroborada pelo material de apoio, que descreve a trombose como "agudização de um processo aterosclerótico prévio" e a embolia como evento em leito "sem estímulo prévio para o desenvolvimento de artérias colaterais".

A oclusão arterial aguda é uma emergência vascular definida pela súbita interrupção do fluxo em uma artéria, levando à isquemia do território distal. Clinicamente, manifesta-se com os "6 Ps": dor (o sintoma mais frequente), palidez, ausência de pulso, parestesia, paralisia e poiquilotermia (membro frio). As duas grandes etiologias são a trombose e a embolia, e a diferenciação entre elas é crucial porque muda a conduta e o prognóstico.

A trombose arterial é a agudização de uma doença arterial obstrutiva periférica (DAOP) prévia. O vaso já está doente, com placas ateroscleróticas que estreitam a luz, e o trombo se forma sobre essa placa, ocluindo o vaso. Como o paciente já convive com a doença crônica, frequentemente há circulação colateral desenvolvida, o que pode tornar o quadro isquêmico menos dramático. Na história, é comum o relato de claudicação intermitente prévia e alterações tróficas crônicas no membro (rarefação de pelos, pele fina, unhas espessadas).

A embolia arterial, por outro lado, ocorre quando um êmbolo — geralmente de origem cardíaca (60 a 70% dos casos, por fibrilação atrial, trombo mural pós-infarto, valvopatias, miocardiopatias ou endocardite) — se desloca pela corrente sanguínea e impacta em uma artéria. O leito arterial costuma ser previamente normal, sem circulação colateral, o que torna a isquemia súbita e grave. O paciente tipicamente não tem história de claudicação, e o exame do membro contralateral mostra pulsos normais, sem sinais de doença arterial periférica.

A tabela abaixo resume as principais diferenças:

Critério

Trombose arterial

Embolia arterial

Leito vascular

Vaso já doente (aterosclerose)

Artéria previamente normal

Circulação colateral

Frequentemente desenvolvida

Ausente

História prévia

Claudicação intermitente (2/3 dos casos)

Geralmente ausente

Fonte embolígena

Não se aplica

Cardíaca (FA, IAM, valvopatia) em 60-70%

Pulsos contralaterais

Alterados (DAOP)

Normais

Apresentação clínica

Pode ser menos dramática

Súbita e grave

A pegadinha da banca está em inverter essas características: dizer que a embolia tem evolução lenta, que cursa com circulação colateral, ou que o paciente tem claudicação prévia — tudo isso é típico da trombose, não da embolia. Guarde o par "leito normal + ausência de colaterais + início súbito" para a embolia, e "vaso doente + colaterais + claudicação prévia" para a trombose: é exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.

Oclusão arterial aguda
  • 1Trombose
    • Vaso doente (aterosclerose)
    • Circulação colateral presente
    • Claudicação intermitente prévia
  • 2Embolia
    • Artéria previamente normal
    • Sem circulação colateral
    • Início súbito e grave
    • Fonte cardíaca (FA, IAM)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa espelha com precisão a regra fisiopatológica: a embolia impacta em artérias previamente normais, enquanto a trombose se superpõe a placas ateroscleróticas. O material de apoio confirma: "A oclusão arterial aguda por trombose seria, assim, a agudização de um processo aterosclerótico prévio" e "A embolia arterial costuma ocorrer em um leito arterial sem estímulo prévio para o desenvolvimento de artérias colaterais". É a definição clássica da literatura vascular.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Inverte a apresentação clínica. A embolia tem evolução súbita e dramática, justamente porque ocorre em artéria sem circulação colateral prévia — não há rede de vasos que compense a oclusão. A evolução mais lenta, com colaterais já desenvolvidas, é característica da trombose sobre DAOP crônica.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que a embolia "sempre" cursa com circulação colateral desenvolvida — exatamente o oposto da verdade. A embolia ocorre em leito sem colaterais; é a trombose que frequentemente apresenta circulação colateral, por se instalar em vaso cronicamente doente. O termo "sempre" também é um exagero que torna a assertiva insustentável.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Troca a história clínica. A claudicação intermitente prévia é típica da trombose (presente em cerca de 2/3 dos casos), pois reflete a DAOP de base. O paciente com embolia, em geral, não tem história de claudicação — o quadro é súbito em um membro previamente assintomático.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Inverte a etiologia. A fibrilação atrial não tratada é a principal fonte embolígena — é causa de embolia, não de trombose. A trombose arterial está associada à aterosclerose, trombofilias, aneurismas e lesão vascular, não à FA.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora inverter as características entre trombose e embolia. Aqui, as alternativas B, C e D atribuem à embolia o que é típico da trombose (evolução lenta, colaterais, claudicação prévia), e a E troca a etiologia (FA é causa de embolia, não de trombose). Decore o par: embolia = leito normal, sem colaterais, início súbito, fonte cardíaca; trombose = vaso doente, com colaterais, claudicação prévia. Com esse mapa, você elimina as pegadinhas de longe 💪.

Gabarito: letra A

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