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Questão de Medicina — Angiologia — FUNDATEC 2025

MedicinaAngiologia
Código
qg483441
Banca
FUNDATEC
Órgão
SES-RJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Área de Atuação: Angiorradiologia e Cirurgia Endovascular
Sobre aneurismas verdadeiros e falsos (pseudoaneurismas) na prática clínica, assinale a alternativa correta.
  1. APseudoaneurismas, devido ao baixo risco de ruptura ou embolização, raramente requerem intervenção.
  2. BO pseudoaneurisma femoral é menos comum que o aneurisma verdadeiro e ocorre principalmente em idosos fumantes.
  3. CO aneurisma aterosclerótico verdadeiro da aorta abdominal infrarrenal deve ser reparado eletivamente quando o diâmetro atinge 5,5 cm ou mais em homens.
  4. DO aneurisma falso envolve a dilatação das três camadas arteriais, enquanto o aneurisma verdadeiro resulta de uma falha focal na parede arterial, geralmente por trauma ou causa iatrogênica.
  5. EO aneurisma periférico verdadeiro ocorre com maior frequência na artéria femoral do que na artéria poplítea.
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GabaritoC — O aneurisma aterosclerótico verdadeiro da aorta abdominal infrarrenal deve ser reparado eletivamente quando o diâmetro atinge 5,5 cm ou mais em homens.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Aneurismas verdadeiros e falsos: conceitos e indicações cirúrgicas

Gabarito: letra C. O aneurisma aterosclerótico verdadeiro da aorta abdominal infrarrenal deve ser reparado eletivamente quando o diâmetro atinge 5,5 cm ou mais em homens — critério consagrado pelas diretrizes de cirurgia vascular e confirmado pelo material de apoio, que indica "Aorta abdominal > 5,5 cm" como indicação cirúrgica. As demais alternativas invertem conceitos fundamentais: confundem pseudoaneurisma com aneurisma verdadeiro, erram a epidemiologia e trocam as camadas arteriais envolvidas em cada tipo.

O aneurisma é uma dilatação circunscrita da parede arterial que excede em pelo menos 50% o diâmetro normal do vaso; dilatações menores são chamadas de ectasia. A distinção central entre aneurisma verdadeiro e falso (pseudoaneurisma) está na estrutura da parede envolvida: no verdadeiro, há dilatação das três camadas arteriais (íntima, média e adventícia); no falso, ocorre uma falha focal na parede, com extravasamento de sangue que forma um hematoma contido pela adventícia ou pelos tecidos adjacentes — geralmente por trauma ou causa iatrogênica (como punção arterial pós-cateterismo). Essa é a base conceitual que a alternativa D inverte por completo.

A epidemiologia também é ponto de pegadinha. O pseudoaneurisma femoral é comum na prática — especialmente após procedimentos endovasculares e cateterismos — e não é menos comum que o aneurisma verdadeiro nessa topografia. Já o aneurisma verdadeiro periférico mais frequente é o da artéria poplítea, que representa mais de 90% dos aneurismas não localizados na aorta; o femoral é menos comum. A alternativa E inverte essa frequência.

Quanto ao risco e à conduta, o pseudoaneurisma não tem baixo risco de ruptura ou embolização: pode complicar com trombose, embolização distal e ruptura, e frequentemente requer intervenção (compressão guiada por ultrassom, trombina percutânea ou correção cirúrgica). A alternativa A subestima o risco e a necessidade de tratamento.

A alternativa C é a correta porque reflete o limiar clássico de reparo eletivo do aneurisma de aorta abdominal (AAA) infrarrenal: 5,5 cm em homens (e 5,0 cm em mulheres, conforme algumas diretrizes). O material de apoio confirma que o risco de ruptura aumenta exponencialmente após 5 cm e que a indicação cirúrgica para aorta abdominal é > 5,5 cm. Abaixo desse limiar, o manejo é clínico com vigilância por imagem periódica.

Art. 1Lei-14133

Art. 1º — "Esta Lei estabelece normas gerais de licitação e contratação para as Administrações Públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, dos Estados..."

Critério

Aneurisma Verdadeiro

Pseudoaneurisma (Falso)

Camadas arteriais envolvidas

Dilatação das três camadas (íntima, média e adventícia)

Falha focal da parede; hematoma contido pela adventícia ou tecidos adjacentes

Causa típica

Aterosclerose (degenerativa)

Trauma ou iatrogenia (ex.: punção arterial pós-cateterismo)

Topografia mais comum

Aorta abdominal infrarrenal; periférico: artéria poplítea

Femoral (após procedimentos endovasculares)

Risco de complicações

Ruptura (risco aumenta com o diâmetro)

Trombose, embolização distal e ruptura

Indicação cirúrgica clássica

AAA ≥ 5,5 cm em homens (reparo eletivo)

Frequentemente requer intervenção (compressão guiada, trombina percutânea ou cirurgia)

Aneurisma verdadeiro
  • 1Dilatação das 3 camadas
    • Íntima, média e adventícia
  • 2Aterosclerótico (AAA)
    • Reparo eletivo ≥ 5,5 cm (homens)
  • 3Periférico mais comum
    • Artéria poplítea
  • 4Pseudoaneurisma (falso)
    • Falha focal da parede
      • Hematoma contido pela adventícia
    • Causas
      • Trauma
      • Iatrogênica (punção pós-cateterismo)
    • Complicações
      • Trombose
      • Embolização distal
      • Ruptura
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que pseudoaneurismas raramente requerem intervenção por baixo risco de ruptura ou embolização. Erro: o pseudoaneurisma tem risco real de complicações — trombose, embolização distal e ruptura — e frequentemente exige tratamento (compressão guiada, injeção de trombina ou cirurgia). A banca inverte a gravidade: o pseudoaneurisma não é uma lesão benigna que se resolve espontaneamente na maioria dos casos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Diz que o pseudoaneurisma femoral é menos comum que o aneurisma verdadeiro e ocorre principalmente em idosos fumantes. Erro duplo: (1) o pseudoaneurisma femoral é comum, sobretudo após procedimentos arteriais (cateterismo, punções), e não raro; (2) o perfil típico é o paciente submetido a intervenção vascular, não necessariamente idoso fumante — esse perfil se aplica mais ao aneurisma aterosclerótico verdadeiro. A banca mistura a epidemiologia dos dois tipos.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O aneurisma aterosclerótico verdadeiro da aorta abdominal infrarrenal deve ser reparado eletivamente quando o diâmetro atinge 5,5 cm ou mais em homens. Esse é o limiar clássico das diretrizes (SVS/ESVS) e está alinhado ao material de apoio, que lista "Aorta abdominal > 5,5 cm" como indicação cirúrgica. Abaixo disso, o risco de ruptura é menor e o manejo é clínico com vigilância.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Inverte os conceitos: afirma que o aneurisma falso envolve dilatação das três camadas arteriais e que o verdadeiro resulta de falha focal da parede. Na verdade: o aneurisma verdadeiro dilata as três camadas (íntima, média e adventícia); o falso (pseudoaneurisma) é uma falha focal da parede, com hematoma contido pela adventícia ou tecidos vizinhos, geralmente por trauma ou iatrogenia. A banca troca as definições — armadilha clássica.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que o aneurisma periférico verdadeiro é mais frequente na artéria femoral do que na poplítea. Erro: o aneurisma periférico mais comum é o da artéria poplítea (mais de 90% dos aneurismas não aórticos); o femoral é menos frequente. A banca inverte a topografia mais prevalente.

Gabarito: letra C — única alternativa que apresenta corretamente o limiar de reparo eletivo do AAA infrarrenal em homens (5,5 cm).

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