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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — FUNDATEC 2025

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
qg483451
Banca
FUNDATEC
Órgão
SES-RJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Área de Atuação: Ecocardiografia, Eletrofisiologia Clínica Invasiva, Ergometria e Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista
Sobre o pertencimento dos seguintes pacientes no espectro da síndrome coronariana crônica, assinale V, se verdadeiro, ou F, se falso.( ) Pacientes em fase estável após síndrome coronariana aguda. ( ) Pacientes com disfunção ventricular esquerda de origem isquêmica. ( ) Pacientes assintomáticos com teste anatômico ou funcional alterados. A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
  1. AV – V – V.
  2. BV – F – V.
  3. CV – V – F.
  4. DF – F – V.
  5. EF – V – F.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — V – V – V.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
SE LIGUE NESSA!

Esta questão depende de um texto-base/tabela compartilhado com outras questões da mesma prova, e esse texto não está disponível. Os dados que faltam (valores, tabela, RCL, datas do caso) estão nele. O raciocínio abaixo é o método — confira os valores no enunciado original.

Síndrome coronariana crônica: espectro de pacientes

Gabarito: letra A (V – V – V). As três situações descritas — pacientes em fase estável após síndrome coronariana aguda, pacientes com disfunção ventricular esquerda de origem isquêmica e pacientes assintomáticos com teste anatômico ou funcional alterados — pertencem ao espectro da síndrome coronariana crônica, conforme a classificação da Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC). A questão cobra o reconhecimento dos grupos que compõem esse espectro, e todos os três itens se enquadram corretamente.

A síndrome coronariana crônica (SCC) é o termo que substituiu a antiga denominação "doença arterial coronariana estável". Ela abrange um espectro clínico amplo de pacientes com doença aterosclerótica coronariana estabelecida ou com alto risco de desenvolvê-la, mas que não estão em uma fase aguda (como infarto agudo do miocárdio ou angina instável). A classificação atual, proposta pela ESC em 2019, define seis cenários clínicos típicos que caracterizam a SCC. O primeiro cenário é exatamente o descrito no primeiro item: pacientes com suspeita de doença coronariana e angina estável. O segundo cenário inclui pacientes com disfunção ventricular esquerda de origem isquêmica, que é uma manifestação crônica da doença coronariana. O terceiro cenário abrange pacientes assintomáticos com teste anatômico ou funcional alterados, que têm doença coronariana documentada, mas sem sintomas atuais. Esses seis cenários são:

  1. Pacientes com suspeita de doença coronariana e angina estável.

  2. Pacientes com disfunção ventricular esquerda de origem isquêmica.

  3. Pacientes assintomáticos com teste anatômico ou funcional alterados.

  4. Pacientes com sintomas que surgem ou pioram após revascularização.

  5. Pacientes com angina e vasoespasmo coronariano.

  6. Pacientes assintomáticos com doença coronariana documentada por angiografia.

A distinção fundamental entre síndrome coronariana aguda (SCA) e crônica (SCC) é a presença de instabilidade: na SCA há ruptura de placa aterosclerótica com trombose aguda, enquanto na SCC a doença é estável, sem eventos agudos recentes. A banca explora exatamente essa fronteira: o candidato pode confundir "fase estável após SCA" com ainda estar na fase aguda, mas o termo "estável" é o gatilho para classificá-lo como crônico. Da mesma forma, a disfunção ventricular esquerda de origem isquêmica é uma consequência crônica da doença coronariana, e o paciente assintomático com teste alterado tem doença documentada, mas sem sintomas — ambos se encaixam no espectro crônico.

Na prática clínica, o reconhecimento desses grupos é essencial para o manejo: pacientes com SCC têm indicação de terapia antiagregante, estatina e controle de fatores de risco, além de estratificação de risco para decidir sobre revascularização. A classificação da ESC de 2019 é a referência atual e é cobrada em provas de residência e concursos.

A pegadinha desta questão está em não reconhecer que "fase estável após SCA" é um dos cenários da SCC, e não da SCA. O candidato pode marcar F para o primeiro item por associar SCA a agudo, mas o termo "estável" é o que define a cronicidade. Além disso, a disfunção ventricular esquerda isquêmica e o teste alterado assintomático são cenários clássicos da SCC, mas podem ser erroneamente excluídos por não apresentarem angina ativa.

Guarde a fronteira entre SCA e SCC: a presença de instabilidade (angina em repouso, mudança de padrão, elevação de marcadores) define agudo; a estabilidade clínica, mesmo com doença documentada, define crônico. É exatamente nessa fronteira que as alternativas se dividem.

Cenário clínico

Pertence ao espectro da SCC?

Justificativa

Fase estável após SCA

✅ Verdadeiro

Estabilidade clínica pós-evento agudo define cronicidade (cenário 1 da ESC).

Disfunção ventricular esquerda isquêmica

✅ Verdadeiro

Consequência crônica da doença coronariana, mesmo sem angina ativa (cenário 2 da ESC).

Assintomático com teste anatômico/funcional alterado

✅ Verdadeiro

Doença documentada por exame, sem sintomas atuais (cenário 3 da ESC).

1Suspeita de DAC + angina estável
2Disfunção ventricular esquerda isquêmica
3Assintomático com teste alterado
4Sintomas após revascularização
5Angina vasoespástica
6Assintomático com DAC documentada
Síndrome coronariana crônica (ESC 2019)
LEVELsoulevel.com.br
Síndrome coronariana crônica (ESC 2019): Suspeita de DAC + angina estável; Disfunção ventricular esquerda isquêmica; Assintomático com teste alterado; Sintomas após revascularização; Angina vasoespástica; Assintomático com DAC documentada

Item 1 — ✅ Verdadeiro

Pacientes em fase estável após síndrome coronariana aguda pertencem ao espectro da SCC. Após o evento agudo, se o paciente estabilizou (sem angina em repouso, sem elevação de marcadores), ele entra no cenário de doença coronariana crônica. A ESC inclui explicitamente esse grupo no espectro da SCC. O termo "estável" é o que diferencia da fase aguda.

Item 2 — ✅ Verdadeiro

Pacientes com disfunção ventricular esquerda de origem isquêmica são um cenário clássico da SCC. A disfunção ventricular é uma consequência crônica da doença coronariana, mesmo sem angina ativa. A ESC lista esse grupo como um dos seis cenários da SCC.

Item 3 — ✅ Verdadeiro

Pacientes assintomáticos com teste anatômico ou funcional alterados também pertencem ao espectro da SCC. A presença de doença coronariana documentada por exame, mesmo sem sintomas, caracteriza um cenário crônico. A ESC inclui esse grupo no espectro.

Conclusão: Corretos: I, II e III → portanto a alternativa é a letra A.

Gabarito: letra A

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