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Questão de Medicina — Hematologia — FUNDATEC 2025

MedicinaHematologia
Código
qg483453
Banca
FUNDATEC
Órgão
SES-RJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Área de Atuação: Ecocardiografia, Eletrofisiologia Clínica Invasiva, Ergometria e Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista
São recomendações para o manejo de sangramento ativo em pacientes em uso de anticoagulantes de ação direta:I. Interromper o uso do ACO até a identificação e o tratamento do sangramento leve, moderado ou grave.II. Uso de idarucizumab em pacientes com sangramento grave e risco de morte secundário ao uso de dabigatrana.III. Uso de carvão ativado em casos de hemorragia digestiva.Quais estão corretas?
  1. AApenas I.
  2. BApenas II.
  3. CApenas III.
  4. DApenas I e II.
  5. EI, II e III.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Apenas I e II.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
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Esta questão depende de um texto-base/tabela compartilhado com outras questões da mesma prova, e esse texto não está disponível. Os dados que faltam (valores, tabela, datas do caso) estão nele. O raciocínio abaixo é o método de resolução — confira os valores no enunciado original.

Manejo de sangramento ativo em pacientes em uso de anticoagulantes orais diretos (ACODs)

Gabarito: letra D (apenas I e II). As recomendações corretas são: interromper o ACOD até a identificação e o tratamento do sangramento (I) e usar idarucizumab em sangramento grave com risco de morte por dabigatrana (II). O item III está incorreto porque o carvão ativado é contraindicado em hemorragia digestiva — ele só é considerado se a ingestão do anticoagulante ocorreu nas 2 a 4 horas anteriores ao atendimento, e nunca diante de sangramento digestivo ativo.

O manejo do sangramento em pacientes em uso de anticoagulantes orais diretos (ACODs) — dabigatrana, rivaroxabana, apixabana e edoxabana — segue princípios gerais de suporte hemodinâmico e medidas específicas de reversão. A base do tratamento é a avaliação da gravidade do sangramento (leve, moderado ou grave), a identificação da fonte e a decisão sobre suspender ou reverter o anticoagulante. Em sangramentos menores, medidas locais e a discussão do risco-benefício da suspensão temporária do anticoagulante são suficientes; em sangramentos graves ou com risco à vida, a reversão farmacológica específica é necessária.

A primeira recomendação (I) está correta: a interrupção do ACOD é o primeiro passo no manejo de qualquer sangramento ativo, independentemente da gravidade, até que a fonte seja identificada e tratada. Isso porque a manutenção do efeito anticoagulante perpetua o sangramento e dificulta a hemostasia. A segunda recomendação (II) também está correta: o idarucizumab é um fragmento de anticorpo monoclonal que se liga à dabigatrana com alta afinidade, revertendo seu efeito anticoagulante, e é indicado em sangramentos graves ou com risco de morte. A terceira recomendação (III) está incorreta: o carvão ativado é contraindicado em hemorragia digestiva, pois sua administração poderia piorar o quadro e não há benefício na absorção do fármaco já circulante.

A distinção crucial é entre a reversão farmacológica específica e as medidas de suporte inespecíficas. Enquanto o idarucizumab é o antídoto específico para dabigatrana, e o andexanet alfa para os inibidores do fator Xa (rivaroxabana, apixabana, edoxabana), o carvão ativado atua apenas na absorção gastrointestinal do fármaco ingerido recentemente — não reverte o efeito anticoagulante já estabelecido. Além disso, em sangramento digestivo ativo, a administração de carvão ativado é formalmente contraindicada, pois pode dificultar a visualização endoscópica e não oferece benefício clínico.

A pegadinha da banca está em apresentar o carvão ativado como uma medida válida para hemorragia digestiva, quando na verdade ele é contraindicado nessa situação. O candidato que memoriza apenas que "carvão ativado pode ser usado em intoxicação por ACOD" sem considerar a contraindicação específica em sangramento digestivo ativo tende a marcar o item III como correto. A regra de ouro é: carvão ativado apenas se a ingestão foi recente (2-4 horas) e nunca em hemorragia digestiva ativa.

1Medidas gerais
Interromper o ACOD
Avaliar gravidade (leve/moderado/grave)
Identificar a fonte
2Reversão específica
Dabigatrana → idarucizumab
Inibidores do fator Xa → andexanet alfa
3Carvão ativado
Só se ingestão recente (2-4h)
Contraindicado em hemorragia digestiva
Manejo de sangramento ativo em uso de ACOD
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Manejo de sangramento ativo em uso de ACOD: Medidas gerais (Interromper o ACOD, Avaliar gravidade (leve/moderado/grave), Identificar a fonte); Reversão específica (Dabigatrana → idarucizumab, Inibidores do fator Xa → andexanet alfa); Carvão ativado (Só se ingestão recente (2-4h), Contraindicado em hemorragia digestiva)

Item I — ✅ Correto

A interrupção do ACOD até a identificação e o tratamento do sangramento é a conduta inicial recomendada, independentemente da gravidade. Isso é consenso nas diretrizes de manejo de sangramento em anticoagulados: suspender o anticoagulante é o primeiro passo para permitir a hemostasia, enquanto se investiga a fonte do sangramento. A conduta está alinhada com os princípios gerais de manejo de sangramento associado a anticoagulantes.

Item II — ✅ Correto

O idarucizumab é o antídoto específico para dabigatrana, um inibidor direto da trombina. Em sangramento grave ou com risco de morte, sua administração intravenosa é recomendada para reverter rapidamente o efeito anticoagulante. O fármaco é um fragmento de anticorpo monoclonal que se liga à dabigatrana com mais afinidade que a trombina, neutralizando seu efeito. A indicação é precisa: sangramento grave e risco de morte secundário ao uso de dabigatrana.

Item III — ❌ Incorreto

O carvão ativado é contraindicado em hemorragia digestiva. Ele só é considerado se o paciente ingeriu a dose do anticoagulante nas 2 a 4 horas anteriores ao atendimento, para reduzir a absorção gastrointestinal. Em sangramento digestivo ativo, sua administração é formalmente contraindicada, pois não reverte o efeito anticoagulante já estabelecido e pode prejudicar a avaliação endoscópica. A alternativa tenta confundir o candidato ao apresentar o carvão ativado como medida válida para hemorragia digestiva, quando na verdade é uma contraindicação.

Conclusão: corretos os itens I e II → portanto a alternativa é a letra D.

Gabarito: letra D

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