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Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — FUNDATEC 2025

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
qg483459
Banca
FUNDATEC
Órgão
SES-RJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Área de Atuação: Ecocardiografia, Eletrofisiologia Clínica Invasiva, Ergometria e Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista
De acordo com as novidades nas recomendações contra algumas práticas médicas, aconselha-se:I. Reposição de vitamina D com o objetivo de mitigar sintomas musculares associados à estatina.II. Suplementação rotineira de coenzima Q10 com o objetivo de mitigar sintomas musculares associados à estatina.III. Dosagens rotineiras de CK e de enzimas hepáticas na ausência de sintomas musculares, de sinais de hepatotoxicidade ou de alterações na terapia.Quais estão INCORRETAS?
  1. AApenas I.
  2. BApenas I e II.
  3. CApenas I e III.
  4. DApenas II e III.
  5. EI, II e III.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — I, II e III.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Estatinas e sintomas musculares: o que as diretrizes desaconselham

SE LIGUE NESSA!

Esta questão depende de um texto-base compartilhado com outras questões da mesma prova, e esse texto não está disponível. O raciocínio abaixo é o método de resolução — confira os dados e o enunciado original para aplicar a regra corretamente.

Gabarito: letra E (I, II e III). As três afirmativas estão incorretas, pois as recomendações atuais — conforme a Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose (2025) — são contra a reposição de vitamina D, contra a suplementação rotineira de coenzima Q10 e contra as dosagens rotineiras de CK e enzimas hepáticas na ausência de sintomas ou alterações na terapia. A questão cobra exatamente o que a diretriz desaconselha.

O tema central é o manejo dos sintomas musculares relacionados ao uso de estatinas (SMRE) e o monitoramento laboratorial desses pacientes. As estatinas são a base do tratamento das dislipidemias, mas podem causar efeitos adversos musculares — desde mialgia leve até rabdomiólise — e elevações de enzimas hepáticas. Por isso, as diretrizes buscam orientar o que não deve ser feito de forma rotineira, evitando intervenções sem benefício comprovado e exames desnecessários.

A vitamina D tem sido associada à ocorrência de sintomas musculares em usuários de estatina, mas a reposição não melhora o quadro muscular — ou seja, não há benefício em repor vitamina D com esse objetivo. Já a coenzima Q10 (CoQ10) é essencial para a produção de energia nas mitocôndrias e atua como antioxidante; as estatinas podem reduzir seus níveis, o que se associaria a fadiga e dores musculares. Embora o racional para seu uso indique possível benefício em reduzir SMRE, metanálises e estudos maiores não demonstraram esse benefício, e portanto não há evidência suficiente para indicar a suplementação rotineira de CoQ10 em pacientes tratados com estatinas.

Quanto ao monitoramento laboratorial, a dosagem de CK deve ser avaliada antes do início do tratamento, mas sua verificação rotineira não é recomendada após o início do uso de estatina, exceto se ocorrerem sintomas musculares ou introdução de fármacos que possam interagir. Da mesma forma, a avaliação basal das enzimas hepáticas (especialmente TGP) é recomendada antes do início da terapia, mas a partir daí não há recomendação para verificação regular, a menos que ocorram sintomas ou sinais sugerindo hepatotoxicidade. A diretriz é explícita: recomenda-se contra dosagens rotineiras de CK e de enzimas hepáticas na ausência de sintomas musculares, de sinais de hepatotoxicidade ou de alterações na terapia.

A pegadinha da banca está em inverter o que é recomendado: o aluno pode lembrar que a dosagem basal de CK e enzimas hepáticas é recomendada antes de iniciar a estatina e generalizar para o acompanhamento rotineiro, mas a diretriz desaconselha exatamente essa prática na ausência de sintomas ou mudança de terapia. Guarde a fronteira: dosagem basal (antes de iniciar) = recomendada; dosagem rotineira (sem sintomas) = contraindicada — é nela que as alternativas se dividem.

Estatinas: o que a diretriz desaconselha
  • 1Reposição de vitamina D p/ sintomas musculares
    • Deficiência associada, mas reposição não melhora
  • 2Suplementação rotineira de coenzima Q10
    • Racional teórico, sem benefício comprovado
  • 3Dosagem rotineira de CK e enzimas hepáticas
    • Sem sintomas, sinais ou mudança de terapia
  • 4Dosagem basal (antes de iniciar)
    • CK e enzimas hepáticas recomendadas
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Item I — ❌ Incorreto

A afirmativa diz que se aconselha a reposição de vitamina D com o objetivo de mitigar sintomas musculares associados à estatina. Isso está errado: a diretriz recomenda contra a reposição de vitamina D com esse objetivo. Embora a deficiência de vitamina D tenha sido associada ao aparecimento de sintomas musculares, a reposição não traz melhora do quadro muscular. A banca explora a associação teórica (deficiência de vitamina D → sintomas musculares) para induzir o aluno a achar que repor seria benéfico, mas a evidência não sustenta essa prática.

Item II — ❌ Incorreto

A afirmativa diz que se aconselha a suplementação rotineira de coenzima Q10 com o objetivo de mitigar sintomas musculares associados à estatina. Isso está errado: a diretriz recomenda contra a suplementação rotineira de coenzima Q10 com esse objetivo. O racional teórico existe — as estatinas inibem a HMG-CoA redutase, que também participa da produção de CoQ10, reduzindo seus níveis — mas metanálises e estudos maiores não demonstraram benefício, e portanto não há evidência suficiente para indicar a suplementação. A banca explora o racional teórico para confundir o candidato.

Item III — ❌ Incorreto

A afirmativa diz que se aconselham dosagens rotineiras de CK e de enzimas hepáticas na ausência de sintomas musculares, de sinais de hepatotoxicidade ou de alterações na terapia. Isso está errado: a diretriz recomenda contra dosagens rotineiras de CK e de enzimas hepáticas nessa situação. A dosagem basal (antes de iniciar a estatina) é recomendada, mas a verificação rotineira após o início do uso não é recomendada, exceto se ocorrerem sintomas musculares, sinais de hepatotoxicidade ou introdução de fármacos que possam interagir. A banca troca a recomendação basal pela rotineira — armadilha clássica de inverter o momento da conduta.

Conclusão: os três itens estão incorretos, portanto a alternativa correta é a letra E.

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre estatinas, memorize o par: dosagem basal (antes de iniciar) = recomendada; dosagem rotineira (sem sintomas) = contraindicada. E lembre-se: vitamina D e coenzima Q10 não são recomendadas para mitigar sintomas musculares — a banca adora cobrar essas duas em conjunto.

Gabarito: letra E

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