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Questão de Medicina — Epidemiologia — FUNDATEC 2025

MedicinaEpidemiologia
Código
qg483483
Banca
FUNDATEC
Órgão
SES-RJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Área de Atuação: Endocrinologia e Metabologia Pediátrica
Com base nos dados do IDF Diabetes Atlas 2025, assinale a alternativa correta.
  1. ACerca de 589 milhões de adultos vivem com diabetes em 2024 no mundo, com projeção de ultrapassar 850 milhões em 2050.
  2. BA prevalência global de diabetes em adultos (20–79 anos) é de, aproximadamente, 10% com projeção de estabilização até 2050.
  3. CEstima-se que os gastos globais em saúde relacionados ao diabetes giram em torno de 300 bilhões de dólares por ano, com tendência de queda até 2050.
  4. DO número de adultos que desconhecem seu diagnóstico caiu para menos de 50 milhões em 2025, refletindo campanhas globais de rastreamento eficazes.
  5. EA maior prevalência proporcional de diabetes ocorre na Europa e América do Norte, enquanto África apresenta os menores índices e menor crescimento projetado até 2050.
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GabaritoA — Cerca de 589 milhões de adultos vivem com diabetes em 2024 no mundo, com projeção de ultrapassar 850 milhões em 2050.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Diabetes: epidemiologia global e o IDF Diabetes Atlas

Gabarito: letra A. A alternativa correta é a que afirma que cerca de 589 milhões de adultos viviam com diabetes em 2024 no mundo, com projeção de ultrapassar 850 milhões em 2050 — dados que refletem a tendência de crescimento contínuo da doença, conforme o IDF Diabetes Atlas 2025. As demais alternativas apresentam erros factuais: a prevalência global não é de apenas 10% nem estável, os gastos não são de 300 bilhões nem em queda, o número de adultos que desconhecem o diagnóstico não caiu para menos de 50 milhões, e a maior prevalência proporcional não está na Europa/América do Norte, mas sim em regiões como o Oriente Médio e o Norte da África.

O IDF Diabetes Atlas é a principal referência mundial de dados epidemiológicos sobre diabetes, publicado pela Federação Internacional de Diabetes (IDF). Ele reúne estimativas de prevalência, incidência, mortalidade e gastos em saúde relacionados à doença, abrangendo adultos de 20 a 79 anos. A cada edição, os números são atualizados com base em estudos populacionais e modelos estatísticos, e as projeções para as próximas décadas são amplamente utilizadas por gestores de saúde e pesquisadores.

A tendência global é de aumento contínuo da prevalência de diabetes, impulsionada pelo envelhecimento populacional, urbanização, sedentarismo e obesidade. Enquanto em 2024 estima-se cerca de 589 milhões de adultos com diabetes, as projeções indicam que esse número pode ultrapassar 850 milhões em 2050 — um crescimento de aproximadamente 45% em 26 anos. Esse cenário reforça a importância de políticas públicas de prevenção e controle.

Os gastos globais com diabetes também são expressivos e crescentes. Estudos anteriores, como os citados em literatura médica, já apontavam custos diretos de 1,3 trilhão de dólares em 2015, correspondendo a 1,8% do PIB mundial. Portanto, a alternativa que menciona 300 bilhões de dólares com tendência de queda está completamente equivocada — o valor real é muito maior e a tendência é de aumento, não de queda.

Outro ponto importante é o diagnóstico: uma parcela significativa dos adultos com diabetes desconhece seu diagnóstico. Estima-se que cerca de metade dos casos não seja diagnosticada, o que representa centenas de milhões de pessoas. A alternativa que afirma que esse número caiu para menos de 50 milhões é irreal, pois mesmo com campanhas de rastreamento, o diagnóstico precoce ainda é um desafio global.

Quanto à distribuição geográfica, a maior prevalência proporcional de diabetes não está na Europa ou América do Norte, mas sim em regiões como o Oriente Médio e o Norte da África, além de ilhas do Pacífico. A África, embora tenha prevalências atuais menores, apresenta um dos maiores crescimentos projetados, devido ao aumento da obesidade e à transição epidemiológica. Portanto, a alternativa E inverte completamente essa realidade.

A pegadinha desta questão é a tentativa de fazer o candidato confundir dados reais com valores plausíveis, mas incorretos. A banca utiliza números que parecem razoáveis (10%, 300 bilhões, 50 milhões) para induzir ao erro, mas que não correspondem às estimativas oficiais do IDF. O candidato que não conhece os dados atualizados pode ser levado a escolher uma alternativa errada.

Para resolver questões como esta, é fundamental estar atualizado com os principais relatórios epidemiológicos, como o IDF Diabetes Atlas, e ter noção das ordens de grandeza: centenas de milhões de pessoas com diabetes, gastos na casa dos trilhões de dólares, e prevalências que variam de 5% a 15% conforme a região.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa A está correta ao afirmar que cerca de 589 milhões de adultos viviam com diabetes em 2024, com projeção de ultrapassar 850 milhões em 2050. Esses números são consistentes com as estimativas do IDF Diabetes Atlas 2025, que apontam um crescimento contínuo da doença. A projeção de 850 milhões para 2050 reflete o aumento esperado devido ao envelhecimento populacional e ao aumento da obesidade.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa B afirma que a prevalência global de diabetes em adultos (20–79 anos) é de aproximadamente 10% com projeção de estabilização até 2050. Isso está errado por dois motivos: a prevalência global é maior que 10% (estimativas recentes apontam cerca de 10,5% a 11%, mas com tendência de aumento, não de estabilização). Além disso, as projeções indicam crescimento, não estabilização. A prevalência varia muito por região, mas a tendência global é de aumento.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa C afirma que os gastos globais em saúde relacionados ao diabetes giram em torno de 300 bilhões de dólares por ano, com tendência de queda até 2050. Isso é completamente incorreto. Os gastos globais com diabetes são muito maiores, na casa dos trilhões de dólares (por exemplo, 1,3 trilhão em 2015), e a tendência é de aumento, não de queda. O valor de 300 bilhões é irreal e a tendência de queda contradiz a literatura.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa D afirma que o número de adultos que desconhecem seu diagnóstico caiu para menos de 50 milhões em 2025, refletindo campanhas globais de rastreamento eficazes. Isso é falso. Estima-se que cerca de metade dos adultos com diabetes não sabe que tem a doença, o que representa centenas de milhões de pessoas. O número de 50 milhões é muito inferior ao real, e embora campanhas de rastreamento existam, o diagnóstico precoce ainda é um desafio global.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa E afirma que a maior prevalência proporcional de diabetes ocorre na Europa e América do Norte, enquanto a África apresenta os menores índices e menor crescimento projetado até 2050. Isso está invertido. A maior prevalência proporcional está em regiões como Oriente Médio e Norte da África, e a África, embora tenha prevalências atuais menores, apresenta um dos maiores crescimentos projetados. A Europa e América do Norte têm prevalências intermediárias, não as maiores.

Gabarito: letra A

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