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Questão de Medicina — Hematologia — FUNDATEC 2025

MedicinaHematologia
Código
qg483515
Banca
FUNDATEC
Órgão
SES-RJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Área de Atuação: Hematologia e Hemoterapia Pediátrica
Considerando as reações transfusionais, assinale a alternativa correta.
  1. AReação Febril Não Hemolítica (RFNH) é a reação mais comum.
  2. BCaso haja reação transfusional, a conduta é seguir com a transfusão até o fim.
  3. CO filtro de leucócitos é indicado em todas as transfusões.
  4. DA lesão pulmonar aguda relacionada à transfusão (TRALI) é causada pela hemólise extravascular.
  5. EA sobrecarga circulatória associada à transfusão (TACO) ocorre mais com a transfusão de hemácias RhD positivas.
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GabaritoA — Reação Febril Não Hemolítica (RFNH) é a reação mais comum.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reações transfusionais: identificação e manejo

Gabarito: letra A. A Reação Febril Não Hemolítica (RFNH) é, de fato, a reação transfusional mais comum, caracterizada por elevação da temperatura sem hemólise ou outra causa identificável. As demais alternativas apresentam erros conceituais: a conduta diante de reação é interromper a transfusão, o filtro de leucócitos não é indicado em todas as transfusões, a TRALI não é causada por hemólise extravascular e a TACO não está relacionada ao RhD. A fundamentação está nos protocolos de hemovigilância e nas diretrizes de medicina transfusional.

As reações transfusionais são eventos adversos que podem ocorrer durante ou após a administração de hemocomponentes. Elas são classificadas em agudas (até 24 horas) e tardias (após 24 horas). Entre as agudas, destacam-se a RFNH, a reação alérgica/urticariforme, a reação hemolítica aguda, a TRALI, a TACO, a anafilaxia e a sepse transfusional. A RFNH é a mais frequente, com incidência que varia conforme a literatura, mas é consenso que supera as demais. Sua fisiopatologia envolve a interação entre anticorpos do receptor e antígenos leucocitários do doador, levando à liberação de citocinas pirogênicas. O diagnóstico é clínico, com elevação da temperatura ≥ 1°C, sem outros sintomas, e o manejo inclui interromper a transfusão, verificar sinais vitais e, se estável, pode-se reiniciar em velocidade menor.

A conduta diante de qualquer reação transfusional, independentemente da gravidade, é interromper imediatamente a transfusão, manter o acesso venoso, checar a identificação do paciente e do hemocomponente, e notificar o banco de sangue. Continuar a transfusão até o fim é um erro grave, pois pode agravar a reação, especialmente em casos de hemólise, TRALI ou sepse. O filtro de leucócitos (leucorredução) é recomendado em situações específicas, como pacientes com doença falciforme, história de RFNH, ou para reduzir aloimunização, mas não é indicado em todas as transfusões, pois aumenta o custo e pode não trazer benefício em todos os casos.

A TRALI é uma reação rara, mas grave, caracterizada por lesão pulmonar aguda com hipoxemia e infiltrado bilateral, ocorrendo até 6 horas após a transfusão. Sua patogênese envolve a ativação de neutrófilos e lesão endotelial pulmonar, não hemólise extravascular. A TACO, por sua vez, é uma sobrecarga circulatória decorrente do volume infundido, mais comum em pacientes com insuficiência cardíaca ou renal, e não tem relação com o tipo sanguíneo RhD. A transfusão de hemácias RhD positivas em pacientes RhD negativos pode causar aloimunização, mas não é causa de TACO.

A banca explora a confusão entre os tipos de reações e suas causas. É fundamental que o aluno domine as características de cada reação, os sinais de alarme e a conduta inicial. A tabela abaixo resume as principais reações agudas:

Reação

Incidência

Mecanismo

Sintomas-chave

RFNH

Mais comum

Citocinas/anticorpos anti-leucócitos

Febre ≥ 1°C, calafrios

Alérgica/urticariforme

1-3%

Antígeno-anticorpo (proteínas séricas)

Urticária, prurido

Hemolítica aguda

Rara

Hemólise intravascular (ABO)

Febre, dor lombar, hemoglobinúria

TRALI

Rara (0,04-0,1%)

Ativação neutrofílica, lesão endotelial

Hipoxemia, infiltrado bilateral

TACO

Variável

Sobrecarga volêmica

Dispneia, hipertensão, edema

Anafilaxia

Rara

IgE/degranulação mastocitária

Broncoespasmo, hipotensão

Guarde a fronteira entre as reações: a RFNH é a mais comum e benigna; a TRALI é imunológica e pulmonar; a TACO é hemodinâmica e volêmica. É exatamente nessa distinção que as alternativas se dividem.

1Imunológicas
RFNH (mais comum)
Alérgica/urticariforme
Hemolítica aguda (ABO)
TRALI (pulmonar)
Anafilaxia
2Não imunológicas
TACO (sobrecarga volêmica)
Sepse transfusional
3Conduta inicial
Interromper a transfusão
Manter acesso venoso
Notificar banco de sangue
Reações transfusionais agudas
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Reações transfusionais agudas: Imunológicas (RFNH (mais comum), Alérgica/urticariforme, Hemolítica aguda (ABO), TRALI (pulmonar), Anafilaxia); Não imunológicas (TACO (sobrecarga volêmica), Sepse transfusional); Conduta inicial (Interromper a transfusão, Manter acesso venoso, Notificar banco de sangue)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A RFNH é a reação transfusional mais comum, com incidência que varia de 0,1% a 1% dos pacientes transfundidos, mas é a mais frequente entre todas as reações. O diagnóstico é clínico, com elevação da temperatura ≥ 1°C, sem outros sintomas, e o manejo inclui interromper a transfusão, verificar sinais vitais e, se estável, pode-se reiniciar em velocidade menor. A alternativa está correta ao afirmar que é a mais comum.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A conduta diante de qualquer reação transfusional é interromper imediatamente a transfusão, manter o acesso venoso, checar a identificação do paciente e do hemocomponente, e notificar o banco de sangue. Continuar a transfusão até o fim é um erro grave, pois pode agravar a reação, especialmente em casos de hemólise, TRALI ou sepse. A alternativa contraria o protocolo de hemovigilância.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O filtro de leucócitos (leucorredução) é recomendado em situações específicas, como pacientes com doença falciforme, história de RFNH, ou para reduzir aloimunização, mas não é indicado em todas as transfusões, pois aumenta o custo e pode não trazer benefício em todos os casos. A alternativa generaliza indevidamente.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A TRALI é uma reação rara, mas grave, caracterizada por lesão pulmonar aguda com hipoxemia e infiltrado bilateral, ocorrendo até 6 horas após a transfusão. Sua patogênese envolve a ativação de neutrófilos e lesão endotelial pulmonar, não hemólise extravascular. A hemólise extravascular é característica de reações hemolíticas tardias, não da TRALI.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A TACO é uma sobrecarga circulatória decorrente do volume infundido, mais comum em pacientes com insuficiência cardíaca ou renal, e não tem relação com o tipo sanguíneo RhD. A transfusão de hemácias RhD positivas em pacientes RhD negativos pode causar aloimunização, mas não é causa de TACO. A alternativa confunde mecanismos.

Gabarito: letra A

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