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Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — FUNDATEC 2025

MedicinaPediatria e Neonatologia
Código
qg483526
Banca
FUNDATEC
Órgão
SES-RJ
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Área de Atuação: Medicina Intensiva Pediátrica
Durante a consulta de puericultura de um lactente com 1 mês de vida, o médico pediatra deve revisar a caderneta de vacinação para assegurar que as imunizações recomendadas até o momento estejam em dia. De acordo com o Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde, quais vacinas devem ter sido administradas até 1 mês de vida?
  1. ABCG e hepatite B.
  2. BPneumocócica 10-valente.
  3. CRotavírus.
  4. DBCG e hepatite A.
  5. EBCG e meningocócica B.
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GabaritoA — BCG e hepatite B.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Calendário Nacional de Vacinação: imunizações ao nascer e até 1 mês

Gabarito: letra A. Até 1 mês de vida, o lactente deve ter recebido apenas a vacina BCG (dose única ao nascer) e a primeira dose da vacina contra hepatite B (idealmente nas primeiras 12–24 horas de vida), conforme o Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde. As demais vacinas do calendário infantil — pneumocócica, rotavírus, meningocócicas, tríplice bacteriana, poliomielite, entre outras — iniciam-se a partir dos 2 meses de idade, o que torna as alternativas B, C e E incorretas, e a hepatite A só é recomendada aos 12 meses, eliminando a alternativa D.

O Calendário Nacional de Vacinação é o instrumento do Programa Nacional de Imunizações (PNI) que define, por faixa etária, quais vacinas devem ser administradas à população. Para o recém-nascido e o lactente de até 1 mês, o esquema é deliberadamente enxuto: apenas duas vacinas compõem essa etapa da vida. A BCG (bacilo de Calmette-Guérin), que protege contra as formas graves de tuberculose, é aplicada em dose única, preferencialmente ainda na maternidade, logo após o nascimento. A hepatite B, por sua vez, tem sua primeira dose administrada também nas primeiras horas de vida (idealmente nas primeiras 12–24 horas), para prevenir a transmissão vertical (mãe-bebê) e a infecção precoce. Esse esquema inicial é a base sobre a qual as demais vacinas serão acrescentadas a partir do segundo mês de vida.

A lógica por trás desse calendário é proteger o recém-nascido contra os agravos de maior risco e transmissibilidade no período neonatal, quando o sistema imunológico ainda é imaturo. A BCG e a hepatite B são as únicas vacinas com indicação tão precoce, pois a tuberculose miliar e a meningite tuberculosa, bem como a hepatite B crônica, são doenças de alta morbimortalidade nessa faixa etária. As demais vacinas — como a pneumocócica 10-valente, o rotavírus, a meningocócica C, a pentavalente (DTP/Hib/HB) e a VIP — têm seus esquemas iniciados aos 2 meses, quando o sistema imunológico da criança já responde melhor à vacinação e os anticorpos maternos transferidos pela placenta começam a declinar.

Na prática, durante a consulta de puericultura do 1º mês, o pediatra deve verificar se a BCG (com a presença da cicatriz ou registro na caderneta) e a 1ª dose da hepatite B foram administradas. Se alguma delas não tiver sido aplicada, deve-se realizar a vacinação de resgate na própria consulta, respeitando os intervalos mínimos. É importante destacar que a vacina contra hepatite A, citada na alternativa D, só está indicada aos 12 meses de idade, e a meningocócica B, citada na alternativa E, embora recomendada pela Sociedade Brasileira de Pediatria, não faz parte do calendário de rotina do PNI para essa faixa etária — e, de todo modo, não seria administrada ao nascer.

A pegadinha desta questão está em associar vacinas que são administradas em idades posteriores (2, 3, 4, 6 meses) ao período de até 1 mês de vida. O candidato que não domina o calendário pode confundir a ordem de início das vacinas e marcar uma alternativa com vacinas que começam aos 2 meses, como a pneumocócica ou o rotavírus. A distinção crucial é: ao nascer e até 1 mês → BCG + hepatite B; a partir de 2 meses → pneumocócica, rotavírus, meningocócica, pentavalente, VIP. Guarde essa fronteira: é exatamente nela que as alternativas se dividem.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa está correta porque a BCG e a hepatite B são, de fato, as únicas vacinas recomendadas até 1 mês de vida pelo Calendário Nacional de Vacinação. A BCG é aplicada em dose única ao nascer, e a hepatite B tem sua primeira dose administrada nas primeiras 12–24 horas de vida, com esquema de 4 doses (0, 2, 4 e 6 meses) ou 5 doses (0, 2, 4, 6 e 15 meses, com a pentavalente).

Alternativa B — ❌ Incorreta

A vacina pneumocócica 10-valente (conjugada) tem seu esquema iniciado aos 2 meses de idade, com reforço aos 4 e 6 meses e dose de reforço aos 12 meses. Portanto, não deve ter sido administrada até 1 mês de vida. A banca oferece essa alternativa para testar se o candidato conhece a idade de início da vacina, que é posterior ao período do enunciado.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A vacina contra o rotavírus (VORH) também tem seu esquema iniciado aos 2 meses de idade, com segunda dose aos 4 meses. Não há indicação de administração ao nascer ou até 1 mês. A alternativa confunde a idade de início da vacina, que é uma das mais precoces do calendário infantil, mas ainda assim posterior ao 1º mês.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Embora a BCG esteja correta, a hepatite A não faz parte do esquema vacinal até 1 mês de vida. A vacina contra hepatite A é recomendada aos 12 meses de idade, em dose única (ou duas doses, conforme o esquema). A alternativa mistura uma vacina do nascimento (BCG) com uma vacina de idade posterior (hepatite A), o que a torna incorreta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A BCG está correta, mas a meningocócica B não é administrada ao nascer nem até 1 mês de vida. A vacina meningocócica B (recombinante) é recomendada pela Sociedade Brasileira de Pediatria em esquema de duas doses (aos 3 e 5 meses, com reforço aos 12–15 meses), mas não faz parte do calendário de rotina do PNI para essa faixa etária. A alternativa troca a hepatite B (correta) pela meningocócica B (incorreta para o período), explorando a semelhança entre os nomes.

Gabarito: letra A

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