Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — FUNDATEC 2025
- Código
- qg483531
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- SES-RJ
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Área de Atuação: Medicina Intensiva Pediátrica
- ALorazepam.
- BDiazepam.
- CLevetiracetam.
- DMidazolam.
- EClonazepam.
GabaritoD — Midazolam.
Gabarito: letra D. O midazolam é o benzodiazepínico de escolha para administração por via intramuscular em contextos emergenciais, pois apresenta absorção rápida e confiável por essa via, diferentemente do diazepam e do lorazepam, que têm absorção errática e imprevisível quando administrados por via IM. Essa é uma recomendação consolidada em diretrizes de emergências pediátricas e no suporte avançado de vida em pediatria (PALS).
As crises convulsivas tônico-clônicas generalizadas (TCG) são a apresentação mais comum de emergência convulsiva em pediatria. O objetivo do tratamento é interromper a crise o mais rápido possível para evitar lesão neuronal e complicações sistêmicas, como hipóxia e acidose. Os benzodiazepínicos são a primeira linha de tratamento, pois potencializam a ação do GABA, o principal neurotransmissor inibitório do sistema nervoso central, promovendo rápida abertura dos canais de cloro e hiperpolarização neuronal.
A escolha do benzodiazepínico e da via de administração depende do contexto clínico. Em ambiente hospitalar, com acesso venoso disponível, o diazepam ou o lorazepam intravenosos são opções adequadas. Porém, em situações de emergência, especialmente no atendimento pré-hospitalar ou quando não há acesso venoso imediato, a via intramuscular é uma alternativa valiosa. Nesse cenário, o midazolam é o fármaco de escolha, pois sua formulação é hidrossolúvel em pH ácido, o que permite absorção rápida e previsível após injeção intramuscular, com início de ação em poucos minutos.
O diazepam, por sua vez, é lipossolúvel e sua absorção por via IM é lenta e errática, podendo levar a picos tardios e imprevisíveis de concentração plasmática, o que o torna inadequado para uso emergencial por essa via. O lorazepam, embora tenha boa absorção por via IM, tem início de ação mais lento que o midazolam e é menos disponível em formulações para uso IM em muitos serviços. O clonazepam é mais utilizado no tratamento crônico de epilepsia, não sendo a primeira escolha em emergências. O levetiracetam, apesar de ser um anticonvulsivante eficaz, não é um benzodiazepínico e não é a primeira linha no tratamento agudo de crises convulsivas, sendo reservado para casos refratários ou como alternativa em situações específicas.
A distinção crucial que a banca explora é entre a via de administração e a farmacocinética de cada benzodiazepínico. Enquanto o diazepam e o lorazepam são preferidos por via intravenosa, o midazolam é o único entre os benzodiazepínicos com absorção intramuscular rápida e confiável, tornando-o a escolha ideal quando o acesso venoso não está disponível. Essa é a fronteira que separa as alternativas: a questão pergunta especificamente pela via intramuscular, e o midazolam é o fármaco que atende a esse requisito.
A banca explora a confusão entre a via de administração e o fármaco de escolha. Muitos candidatos associam o diazepam a emergências convulsivas por ser o mais tradicional, mas esquecem que, por via intramuscular, sua absorção é lenta e imprevisível. O midazolam é o único benzodiazepínico com absorção IM rápida e confiável, sendo a escolha correta quando não há acesso venoso.
O lorazepam é um benzodiazepínico eficaz no tratamento de crises convulsivas, mas sua via de administração preferencial é a intravenosa. Embora possa ser administrado por via IM, sua absorção é mais lenta que a do midazolam, e não é a primeira escolha para uso intramuscular em emergências. A banca troca o fármaco de escolha para via IM, que é o midazolam.
O diazepam é um dos benzodiazepínicos mais utilizados em emergências convulsivas, mas sua via de administração preferencial é a intravenosa. Por via intramuscular, sua absorção é lenta e errática devido à sua lipossolubilidade, o que pode levar a picos tardios e imprevisíveis de concentração plasmática. Portanto, não é o fármaco de escolha para administração IM em contextos emergenciais.
O levetiracetam é um anticonvulsivante de largo espectro, mas não é um benzodiazepínico. Embora seja utilizado no tratamento de crises convulsivas, especialmente em casos refratários, não é a primeira linha no manejo agudo de emergências convulsivas. A questão pede especificamente um benzodiazepínico, o que exclui o levetiracetam.
O midazolam é o benzodiazepínico de escolha para administração por via intramuscular em contextos emergenciais. Sua formulação hidrossolúvel permite absorção rápida e previsível após injeção IM, com início de ação em poucos minutos. Essa característica o torna ideal quando não há acesso venoso imediato, como no atendimento pré-hospitalar ou em situações de emergência pediátrica.
O clonazepam é um benzodiazepínico utilizado principalmente no tratamento crônico de epilepsia e transtornos de ansiedade. Não é a primeira escolha no manejo agudo de crises convulsivas em emergências, e sua via de administração preferencial não é a intramuscular. A banca inclui o clonazepam como distrator, pois é um benzodiazepínico, mas não é o fármaco de escolha para via IM em emergências.
Gabarito: letra D — o midazolam é o benzodiazepínico de escolha para administração intramuscular em contextos emergenciais, devido à sua absorção rápida e confiável por essa via.
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