Questão de Português — Sintaxe — FUNDATEC 2025
- Código
- qg483587
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- SIMAE - SC
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Engenheiro Sanitarista

- AComparação.
- BCausa.
- CExplicação.
- DConcessão.
- EConsequência.

GabaritoA — Comparação.
Gabarito: letra A. No trecho, a conjunção "como" estabelece relação de comparação, pois o jovem é equiparado a um potencial para a inovação e o futuro. A banca explora a polissemia do vocábulo "como", que pode assumir diversos valores (causa, conformidade, comparação), e a chave para resolver é identificar se há dois elementos sendo comparados — aqui, o jovem e o potencial.
No trecho "Precisamos pensar o jovem como um potencial para a inovação e o futuro", o autor estabelece uma analogia: o jovem é visto da mesma forma que um potencial. Há, portanto, dois termos em relação de equivalência: "o jovem" e "um potencial". Essa é a estrutura típica da comparação — a conjunção "como" introduz o segundo termo da comparação, equivalendo a "assim como", "tal qual".
"Precisamos pensar o jovem como um potencial para a inovação e o futuro"
A substituição por "Precisamos pensar o jovem assim como um potencial" ou "tal qual um potencial" preserva o sentido, confirmando o valor comparativo.
A conjunção "como" tem valor de comparação, pois estabelece uma relação de igualdade/analogia entre "o jovem" e "um potencial para a inovação e o futuro". A estrutura "X como Y" indica que X é visto à semelhança de Y. É o mesmo uso de "como" em "Ele é forte como um touro" — há dois elementos comparados.
Erro: troca de conceito. A conjunção causal "como" introduz uma causa, equivalendo a "porque", "já que". Exemplo: "Como choveu, a rua ficou molhada". No trecho, não há relação de causa e efeito entre "pensar o jovem" e "um potencial" — o jovem não é um potencial porque pensamos assim; ele é comparado a um potencial. Não há verbo que expresse o efeito de uma causa.
Erro: troca de conceito. A conjunção explicativa "como" (ou "pois", "porque") introduz uma justificativa para uma afirmação anterior. Exemplo: "Ele não veio, como estava doente". No trecho, "como" não explica o motivo de pensar o jovem; apenas compara o jovem a um potencial. Não há uma oração que justifique a anterior.
Erro: troca de conceito. A conjunção concessiva "como" (rara, mas possível) equivaleria a "embora", "ainda que", indicando oposição ou ressalva. Exemplo: "Como estivesse cansado, continuou trabalhando" (embora estivesse cansado). No trecho, não há ideia de contrariedade ou obstáculo — "pensar o jovem como potencial" não expressa uma ressalva.
Erro: troca de conceito. A conjunção consecutiva "como" (em correlação com "tão", "tanto") indica consequência. Exemplo: "Falou tão alto como todos ouviram". No trecho, não há uma relação de causa-consequência; "como" não introduz o resultado de uma ação. A consequência seria expressa por "de modo que", "tanto que", o que não ocorre.
A banca explora a polissemia do "como" — o candidato que decora listas de conjunções sem analisar o contexto tende a marcar "causa" (valor comum) ou "conformidade". A dica é sempre verificar se há dois elementos comparados (comparação) ou se o "como" equivale a "conforme" (conformidade).
Ao encontrar "como", teste a substituição: se equivaler a "assim como" → comparação; se equivaler a "porque" → causa; se equivaler a "conforme" → conformidade. No trecho, "assim como" funciona perfeitamente.
Gabarito: letra A.
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