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Questão de Medicina — Geriatria — FUNDATEC 2025

MedicinaGeriatria
Código
qg483764
Banca
FUNDATEC
Órgão
UFRGS
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico/Área: Clínica Médica
Mulher, 71 anos, com diabete melito tipo 2 e DPOC estável, vem à consulta ambulatorial para revisão de rotina. Não lembra quais vacinas recebeu na vida adulta e o cartão vacinal não está disponível. Ao revisar as recomendações nacionais e internacionais para idosos com comorbidades, qual das seguintes condutas vacinais é a mais apropriada a ser iniciada/atualizada nessa paciente hoje, considerando o Calendário Nacional de Vacinação (PNI/2025) e as recomendações das sociedades médicas?
  1. AAdministrar vacina pneumocócica 20-valente (VPC20) isolada como única dose antipneumocócica, evitando PPSV23 e sem necessidade de vacina influenza anual, por oferecer proteção mais ampla.
  2. BIniciar vacinação antigripal anual (dose da temporada), administrar vacina pneumocócica conjugada (VPC13) se nunca recebeu VPC13, seguida de vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente (PPSV23) após intervalo mínimo recomendado (quando aplicável), atualizar dT (difteria/tétano) conforme histórico e oferecer vacina de covid-19/reforço conforme esquema vigente.
  3. CNão aplicar vacinas pneumocócicas em idosos com história vacinal desconhecida e priorizar apenas hepatite B e HPV em todos os idosos, pois são vacinas mais importantes para pacientes com diabetes.
  4. DAplicar 2 doses de Recombinant Zoster Vaccine (RZV) como prioridade única, adiando vacinas antigripal e pneumocócica por risco aumentado de reações adversas quando combinadas.
  5. EIndicar apenas PPSV23 hoje (uma dose), pois a conjugada (VPC13/VPC15/VPC20) não tem papel para >65 anos segundo orientações nacionais, e adiar vacina de influenza para avaliação laboratorial prévia.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Iniciar vacinação antigripal anual (dose da temporada), administrar vacina pneumocócica conjugada (VPC13) se nunca recebeu VPC13, seguida de vacina pneumocócica polissacarídica 23-valente (PPSV23) após intervalo mínimo recomendado (quando aplicável), atualizar dT (difteria/tétano) conforme histórico e oferecer vacina de covid-19/reforço conforme esquema vigente.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Vacinação do idoso com comorbidades: abordagem prática

Gabarito: letra B. A conduta mais apropriada é iniciar a vacinação antigripal anual, administrar a pneumocócica conjugada (VPC13) se nunca recebida, seguida da polissacarídica 23-valente (PPSV23) após intervalo mínimo, atualizar dT e oferecer reforço de covid-19 — tudo conforme o Calendário Nacional de Vacinação (PNI) e as sociedades médicas. A alternativa B é a única que contempla, de forma completa e correta, as recomendações para idosos com diabetes e DPOC, priorizando as vacinas de maior impacto e respeitando os esquemas sequenciais.

A vacinação do idoso é uma das intervenções mais custo-efetivas na prevenção de doenças graves, especialmente naqueles com comorbidades como diabetes melito tipo 2 e DPOC. O objetivo é reduzir complicações de infecções respiratórias, que são causas frequentes de hospitalização e morte nessa população. As principais vacinas recomendadas para idosos incluem: influenza (anual), pneumocócicas (conjugada e polissacarídica), dT/dTpa (reforço a cada 10 anos), hepatite B, febre amarela e herpes-zóster. A recomendação atual das sociedades médicas, como a SBIm, é que a vacinação pneumocócica seja feita de forma sequencial: iniciar com a conjugada (VPC13, VPC15 ou VPC20) e, dependendo da vacina utilizada, complementar com a polissacarídica (PPSV23) após intervalo de 6 a 12 meses. A vacina VPC20, por ser conjugada e de maior cobertura, pode ser usada em dose única, sem necessidade de PPSV23.

A vacina contra influenza é recomendada anualmente para todos os idosos, especialmente aqueles com DPOC e diabetes, pois reduz significativamente o risco de complicações e hospitalizações. A vacina pneumocócica conjugada (VPC13) é indicada para idosos com comorbidades, seguida da polissacarídica (PPSV23) após intervalo de 6 a 12 meses, para ampliar a cobertura contra sorotipos adicionais. A vacina dT (difteria e tétano) deve ser atualizada a cada 10 anos, e a vacina contra covid-19 deve ser oferecida conforme o esquema vigente, com reforços periódicos. A vacina contra herpes-zóster (RZV) é recomendada para idosos, mas não deve ser priorizada em detrimento das vacinas de maior impacto, como influenza e pneumocócica.

A alternativa B é a mais completa e correta, pois aborda todas as vacinas essenciais para essa paciente, respeitando os esquemas e intervalos recomendados. As demais alternativas apresentam erros conceituais ou omissões importantes, como priorizar vacinas de menor impacto ou negligenciar vacinas essenciais. A banca explora a confusão entre as vacinas pneumocócicas e a priorização inadequada de vacinas, como herpes-zóster ou HPV, em detrimento das vacinas de maior relevância para idosos com comorbidades.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a VPC20 isolada é suficiente, evitando PPSV23 e sem necessidade de influenza anual. Isso está errado porque a vacina influenza anual é essencial para idosos com DPOC e diabetes, e a VPC20, embora ofereça ampla cobertura, não substitui a necessidade de vacinação antigripal. A recomendação é que a influenza seja administrada anualmente, independentemente da vacina pneumocócica utilizada.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Esta alternativa está correta porque contempla todas as vacinas essenciais para a paciente: influenza anual, pneumocócica conjugada (VPC13) seguida de PPSV23 após intervalo mínimo, atualização de dT e reforço de covid-19. Isso está alinhado com as recomendações do PNI e das sociedades médicas, que priorizam a vacinação antigripal e pneumocócica para idosos com comorbidades, além de manter o calendário de reforços atualizado.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que não se deve aplicar vacinas pneumocócicas em idosos com história vacinal desconhecida e priorizar apenas hepatite B e HPV. Isso está errado porque a vacinação pneumocócica é recomendada para idosos com comorbidades, mesmo com história vacinal desconhecida, e a hepatite B e o HPV não são as vacinas mais importantes para pacientes com diabetes. A prioridade deve ser influenza e pneumocócicas, além de dT e covid-19.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que a RZV deve ser prioridade única, adiando influenza e pneumocócica. Isso está errado porque a vacina contra herpes-zóster, embora recomendada, não deve ser priorizada em detrimento das vacinas de maior impacto, como influenza e pneumocócica, que previnem doenças respiratórias graves e hospitalizações. A RZV pode ser administrada, mas não deve adiar as vacinas essenciais.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que apenas PPSV23 deve ser indicada, pois a conjugada não tem papel para >65 anos. Isso está errado porque a vacina conjugada (VPC13, VPC15 ou VPC20) é recomendada para idosos, especialmente aqueles com comorbidades, e deve ser seguida de PPSV23 após intervalo. Além disso, adiar a vacina de influenza para avaliação laboratorial prévia não é recomendado, pois a vacinação antigripal deve ser feita anualmente sem necessidade de exames prévios.

Gabarito: letra B

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