Questão de Atualidades — Questões Sociais — FUNDATEC 2025
Atualidades›Questões Sociais
Código
qg484018
Banca
FUNDATEC
Órgão
UFRGS
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Enfermeiro
Em uma escola, a equipe de saúde escolar, junto à equipe pedagógica, observa a manifestação frequente de estereótipos de gênero entre os alunos, que falam frases como “isso é coisa de menina” e “menino não pode fazer isso”. O documento “Manual de Orientações sobre Gênero e Diversidade Sexual” (2020) enfatiza a escola como espaço crucial para a desconstrução de preconceitos. Considerando as diretrizes do Manual, qual é a estratégia mais alinhada aos princípios para o enfrentamento desses estereótipos?
ADividir alunos em grupos de atividades estritamente masculinas e femininas para reforçar características tradicionais.
BOrganizar palestras focadas nas diferenças biológicas de gênero para pais, visando reforçar papéis sociais.
COrientar a equipe escolar a evitar discussões sobre gênero em sala de aula para prevenir desconforto.
DRealizar campanhas pontuais com listas de identidades de gênero, sem aprofundar a discussão sobre estereótipos.
EImplementar discussões transversais sobre a construção social dos gêneros, problematizando estereótipos e promovendo respeito às identidades.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoE — Implementar discussões transversais sobre a construção social dos gêneros, problematizando estereótipos e promovendo respeito às identidades.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Gênero e diversidade sexual na escola: desconstrução de estereótipos
Gabarito: letra E. A estratégia mais alinhada ao Manual de Orientações sobre Gênero e Diversidade Sexual (2020) é implementar discussões transversais sobre a construção social dos gêneros, problematizando estereótipos e promovendo respeito às identidades. O Manual parte do princípio de que gênero é uma construção social e que a escola tem papel central na desconstrução de preconceitos — exatamente o que a alternativa E propõe.
O documento citado no enunciado é uma referência do Ministério da Educação (MEC) que orienta educadores a tratar gênero e diversidade sexual de forma transversal, contínua e crítica, e não como tema pontual ou evitado. A ideia central é que os estereótipos de gênero — como “isso é coisa de menina” — são aprendidos socialmente e, portanto, podem ser desconstruídos por meio do diálogo, da reflexão e da problematização no ambiente escolar. A escola, nesse sentido, é um espaço privilegiado para promover o respeito às diferenças e combater discriminações.
A banca explora a diferença entre ações que reforçam os papéis tradicionais de gênero (alternativas A, B e C) e ações que problematizam esses papéis (alternativa E). A alternativa D, embora mencione identidades de gênero, propõe uma abordagem superficial, sem aprofundar a discussão sobre estereótipos — o que contraria a proposta do Manual, que defende uma atuação contínua e reflexiva.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Dividir alunos em grupos estritamente masculinos e femininos reforça as características tradicionais de gênero, em vez de desconstruí-las. Essa prática vai na direção oposta ao que o Manual orienta, que é justamente problematizar a rigidez dos papéis de gênero.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Palestras focadas nas diferenças biológicas para reforçar papéis sociais confundem sexo biológico com gênero (construção social). O Manual não busca naturalizar papéis sociais a partir da biologia; ao contrário, defende que esses papéis são histórica e culturalmente construídos e, por isso, podem ser transformados.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Evitar discussões sobre gênero em sala de aula silencia o tema e impede a desconstrução de preconceitos. O Manual enfatiza a escola como espaço crucial para essa desconstrução, o que exige diálogo e enfrentamento, não omissão.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Campanhas pontuais com listas de identidades de gênero, sem aprofundar a discussão sobre estereótipos, são insuficientes. O Manual defende uma abordagem transversal e contínua, que problematize as construções sociais, e não apenas a enumeração de identidades.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Implementar discussões transversais sobre a construção social dos gêneros, problematizando estereótipos e promovendo respeito às identidades, é exatamente o que o Manual orienta. A transversalidade garante que o tema perpasse o currículo e o cotidiano escolar, e a problematização dos estereótipos é o caminho para a desconstrução de preconceitos.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato com alternativas que parecem “trabalhar o tema”, mas que na verdade reforçam os papéis tradicionais (A e B) ou silenciam a discussão (C). A letra D é a mais traiçoeira: menciona identidades de gênero, mas propõe uma abordagem superficial, sem problematizar os estereótipos — o que contraria o princípio da transversalidade e da reflexão crítica defendido pelo Manual. Fique atento: a palavra-chave é problematizar.