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Questão de Português — Sintaxe — FUNDATEC 2025

PortuguêsSintaxe
Código
qg484616
Banca
FUNDATEC
Órgão
GHC-RS
Ano
2025
Nível
Superior
Pilates é bom para quê?


Imagem da questão


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/donna/fitness/noticia/2025/05/pilates-e-bom-para-que-vejaos-beneficios-da-pratica-antiga-que-ganha-forca-nas-redes-sociais-cmah4x9iu02c3014utn680os5.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que indica a correta opção de reescrita do trecho a seguir sem causar alteração de sentido.“a modalidade ganha fôlego entre diferentes públicos por combinar fortalecimento, controle corporal”.
  1. A“a modalidade ganha fôlego entre diferentes públicos mesmo que combine fortalecimento, controle corporal”.
  2. B“a modalidade ganha fôlego entre diferentes públicos por mais que combine fortalecimento, controle corporal”.
  3. C“a modalidade ganha fôlego entre diferentes públicos caso combine fortalecimento, controle corporal”.
  4. D“a modalidade ganha fôlego entre diferentes públicos nem que combine fortalecimento, controle corporal”.
  5. E“a modalidade ganha fôlego entre diferentes públicos, pois combina fortalecimento, controle corporal”.
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GabaritoE — “a modalidade ganha fôlego entre diferentes públicos, pois combina fortalecimento, controle corporal”.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita sem alteração de sentido — valor causal de "por"

Gabarito: letra E. A única reescrita que preserva integralmente o sentido do trecho original é a que troca a preposição "por" (que introduz uma causa) pela conjunção "pois" (que também introduz uma causa/explicação). No original, "por combinar fortalecimento, controle corporal" indica o motivo pelo qual a modalidade ganha fôlego; em E, "pois combina fortalecimento, controle corporal" mantém exatamente essa relação de causa. As demais alternativas alteram o sentido ao introduzir relações de concessão (A e B), condição (C) ou concessão extrema (D).

A questão testa o reconhecimento do valor semântico dos conectivos. No trecho original, a preposição "por" + verbo no infinitivo "combinar" forma uma oração reduzida de causa: a modalidade ganha fôlego porque combina fortalecimento e controle corporal. A reescrita correta deve manter essa relação de causa e efeito, sem acrescentar ideias de condição, concessão ou oposição.

1Causa (original: "por")
"pois" (E)
2Concessão
"mesmo que" (A)
"por mais que" (B)
"nem que" (D)
3Condição
"caso" (C)
Valor semântico dos conectivos
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Valor semântico dos conectivos: Causa (original: "por") ("pois" (E)); Concessão ("mesmo que" (A), "por mais que" (B), "nem que" (D)); Condição ("caso" (C))

Alternativa A — ❌ Incorreta

"a modalidade ganha fôlego entre diferentes públicos mesmo que combine fortalecimento, controle corporal"

A locução "mesmo que" é concessiva: indica um fato que não impede a realização do outro (equivale a "embora"). No original, a combinação de fortalecimento e controle corporal é a causa do ganho de fôlego; em A, ela se torna uma ressalva que não impede o ganho de fôlego. Há inversão da relação lógica — o texto diz "ganha fôlego porque combina"; A diz "ganha fôlego embora combine". Erro: troca de relação semântica (causa → concessão).

Alternativa B — ❌ Incorreta

"a modalidade ganha fôlego entre diferentes públicos por mais que combine fortalecimento, controle corporal"

A locução "por mais que" também é concessiva (equivale a "ainda que", "mesmo que"). Repete o mesmo erro da alternativa A: transforma a causa em concessão. O sentido original é de causa; B introduz oposição/ressalva. Erro: troca de relação semântica (causa → concessão).

Alternativa C — ❌ Incorreta

"a modalidade ganha fôlego entre diferentes públicos caso combine fortalecimento, controle corporal"

A conjunção "caso" é condicional: indica uma hipótese (equivale a "se"). No original, a combinação é um fato que explica o ganho de fôlego; em C, ela se torna uma condição para que o ganho ocorra. O texto afirma que a modalidade ganha fôlego porque combina; C diz que ela ganharia fôlego se combinasse. Erro: troca de relação semântica (causa → condição).

Alternativa D — ❌ Incorreta

"a modalidade ganha fôlego entre diferentes públicos nem que combine fortalecimento, controle corporal"

A locução "nem que" é concessiva de caráter extremo (equivale a "ainda que", "mesmo que", com ênfase). Introduz uma concessão — o ganho de fôlego ocorreria mesmo sem a combinação, ou apesar dela. Isso contradiz o original, que apresenta a combinação como causa do ganho de fôlego. Erro: troca de relação semântica (causa → concessão extrema).

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"a modalidade ganha fôlego entre diferentes públicos, pois combina fortalecimento, controle corporal"

A conjunção "pois" (quando não vem após o verbo) é explicativa/causal: introduz a razão do que se afirmou. No original, "por combinar" = "porque combina" = causa. Em E, "pois combina" = "porque combina" = causa. A relação de causa e efeito é integralmente preservada, sem acréscimo de condição, concessão ou oposição. É a única alternativa que mantém o sentido original.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os valores dos conectivos. As alternativas A, B e D usam locuções concessivas (mesmo que, por mais que, nem que) e C usa condicional (caso), todas alterando a relação de causa presente no original. A chave é identificar que "por" + infinitivo tem valor causal e que "pois" também o tem.

PEGA ESSA DICA!

Ao reescrever, pergunte-se: "qual é a relação entre as ideias?" Se o original indica causa, a reescrita deve manter causa. Desconfie de conectivos que mudam a relação (concessão, condição, oposição).

Gabarito: letra E.

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