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Questão de Direito Penal — Crimes contra a administração pública — FUNDATEC 2025

Direito PenalCrimes contra a administração pública
Código
qg484785
Banca
FUNDATEC
Órgão
IF Sertão - PE
Ano
2025
Nível
Superior
Um servidor público federal exige de um prestador de serviço o pagamento de uma quantia para liberar a execução de um contrato regularmente celebrado. A exigência ocorre antes do pagamento da contraprestação e não há previsão legal para tal cobrança. De acordo com o Código Penal, a conduta do servidor configura o crime de:
  1. APeculato.
  2. BCorrupção passiva.
  3. CExcesso de exação.
  4. DConcussão.
  5. EAdvocacia administrativa.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Concussão.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Concussão (art. 316 do CP)

Gabarito: letra D. A conduta do servidor que exige vantagem indevida em razão do cargo configura o crime de concussão (art. 316 do Código Penal). Diferencia-se da corrupção passiva (art. 317) porque nesta o funcionário solicita ou recebe a vantagem, enquanto na concussão há exigência com uso implícito da autoridade funcional. Também não se confunde com excesso de exação (art. 316, §1º), que é restrito a tributos e contribuições sociais.

Crime (artigo)

Núcleo do tipo penal

Objeto da exigência

Relação com a autoridade funcional

Concussão (art. 316, caput)

Exigir

Vantagem indevida (qualquer)

Uso implícito da autoridade do cargo para coagir

Corrupção passiva (art. 317)

Solicitar, receber ou aceitar promessa

Vantagem indevida (qualquer)

Não há coação; há acordo ou solicitação

Excesso de exação (art. 316, §1º)

Exigir

Tributo ou contribuição social indevido, ou cobrança vexatória

Abuso no exercício da função fiscal

Peculato (art. 312)

Apropriar-se ou desviar

Dinheiro, valor ou bem já sob posse do funcionário

Posse prévia em razão do cargo

Advocacia administrativa (art. 321)

Patrocinar interesse privado

Interesse privado perante a Administração

Valer-se da qualidade de funcionário para patrocinar

Crimes contra a Administração
  • 1Exigir vantagem indevida
    • Concussão (art. 316)
      • Exige em razão do cargo
      • Uso implícito da autoridade
    • Excesso de exação (§1º)
      • Exige tributo indevido
      • Meio vexatório na cobrança
  • 2Solicitar/receber vantagem
    • Corrupção passiva (art. 317)
      • Solicita, recebe ou aceita promessa
  • 3Apropriar-se de bem
    • Peculato (art. 312)
      • Posse prévia em razão do cargo
  • 4Patrocinar interesse privado
    • Advocacia administrativa (art. 321)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Peculato (art. 312) exige que o funcionário se aproprie ou desvie dinheiro, valor ou bem de que tenha posse em razão do cargo. No caso, não há posse prévia do dinheiro; o servidor exige o pagamento, não se apropria de algo já sob sua guarda.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Corrupção passiva (art. 317) tem como núcleos "solicitar", "receber" ou "aceitar promessa" de vantagem indevida. O enunciado usa o verbo "exigir", que é mais enérgico e típico da concussão. A banca explora essa troca sutil, mas decisiva.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Excesso de exação (art. 316, §1º) ocorre quando o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe indevido, ou emprega meio vexatório na cobrança. A quantia exigida no enunciado não é tributo, mas pagamento por serviço contratado, sem respaldo legal.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Concussão (art. 316, caput): "Exigir, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida." O servidor exigiu pagamento para liberar a execução do contrato – vantagem indevida em razão do cargo. Preenche perfeitamente o tipo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Advocacia administrativa (art. 321) consiste em patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a Administração, valendo-se da qualidade de funcionário. Não há patrocínio de interesse, mas exigência de vantagem para a prática de ato de ofício.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca o verbo "exigir" (concussão) por "solicitar" (corrupção passiva) para testar a precisão do candidato. Na concussão, o funcionário usa a autoridade do cargo para coagir; na corrupção passiva, há solicitação ou recebimento sem coação direta.

Gabarito: letra D (Concussão).

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