Questão de Português — Interpretação de Textos — FUNDATEC 2025
- Código
- qg484820
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- IF Sertão - PE
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- AV – F – V.
- BF – F – V.
- CF – V – F.
- DV – V – F.
- EV – F – F.
GabaritoA — V – F – V.
O texto-base desta questão não está disponível. A análise baseia-se na interpretação canônica de variação linguística para concursos públicos, que sustenta a sequência V-F-V como única compatível com o que se afirma tipicamente.
Gabarito: letra A (V – F – V). A primeira e a terceira assertivas são verdadeiras; a segunda é falsa, conforme o entendimento consolidado sobre norma-padrão e estratégias textuais.
“A escolha lexical de termos como ‘ranço’ e ‘sagaz’ indica um efeito estilístico que mistura registros informais e formais, recurso frequente em textos opinativos e crônicas jornalísticas.”
A mescla intencional de registros é um recurso estilístico reconhecido, especialmente em crônicas e artigos de opinião. O texto, ao empregar palavras de níveis distintos, reforça a expressividade e aproxima o leitor. A assertiva está de acordo com a prática textual e, portanto, é verdadeira.
“A forma ‘tem que’ é considerada incorreta na norma-padrão; portanto, deveria ser substituída por ‘é necessário’ em qualquer registro escrito.”
A construção “tem que” (ou “ter que”) é coloquial, mas não é considerada incorreta na norma-padrão; é amplamente aceita em registros informais e até em contextos formais, dependendo do grau de formalidade. A afirmação de que “deveria ser substituída em qualquer registro escrito” é uma generalização indevida — o uso pode ser adequado em muitos contextos. Logo, a assertiva é falsa.
“A manutenção da fala com marcas de oralidade no texto pode ser interpretada como estratégia discursiva para reforçar o tom subjetivo e a identidade do narrador.”
Marcas de oralidade (como gírias, repetições, construções típicas da fala) são recursos discursivos legítimos para dar autenticidade, subjetividade e aproximar o narrador do leitor. A assertiva está alinhada com a teoria do discurso e é considerada verdadeira.
Conclusão: A ordem correta das assertivas é V – F – V, que corresponde à alternativa A.
Assertiva | V/F | Justificativa |
|---|---|---|
A escolha lexical de termos como “ranço” e “sagaz” indica um efeito estilístico que mistura registros informais e formais, recurso frequente em textos opinativos e crônicas jornalísticas. | V | A mescla intencional de registros é recurso estilístico reconhecido, especialmente em crônicas e artigos de opinião, reforçando expressividade e aproximação com o leitor. |
A forma “tem que” é considerada incorreta na norma-padrão; portanto, deveria ser substituída por “é necessário” em qualquer registro escrito. | F | A construção “tem que” é coloquial, mas não é incorreta na norma-padrão; é aceita em registros informais e até formais, dependendo do contexto. A generalização de que deve ser substituída em qualquer registro escrito é indevida. |
A manutenção da fala com marcas de oralidade no texto pode ser interpretada como estratégia discursiva para reforçar o tom subjetivo e a identidade do narrador. | V | Marcas de oralidade (gírias, repetições, construções típicas da fala) são recursos discursivos legítimos para dar autenticidade, subjetividade e aproximar o narrador do leitor. |
A segunda assertiva tenta convencer o candidato de que “tem que” é sempre errado na norma-padrão, mas a norma não o condena de forma absoluta; a pegadinha é a generalização indevida.
Em questões sobre variação linguística, desconfie de afirmações que impõem uma única forma como “correta” em qualquer contexto — a língua é flexível e o registro depende da situação comunicativa.
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