Questão de Português — Problemas da língua culta — FUNDATEC 2025
- Código
- qg484918
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- IF-AM
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior

- Asenão
- Bse não
- Csenão que
- Dcaso não
- Ecaso

GabaritoA — senão
Gabarito: letra A. A lacuna deve ser preenchida com “senão”, pois a forma correta é a que equivale a “mas sim” (conjunção adversativa), e não a combinação condicional “se não”. No trecho, a estrutura exige uma oposição entre dois termos, e não uma condição — por isso, a única alternativa que mantém o sentido e a correção gramatical é a A.
O comando pede que você preencha a lacuna com a forma adequada. Para decidir entre senão e se não, o método é testar o sentido:
Se não = conjunção se (condicional) + advérbio não. Indica condição/hipótese e pode ser substituído por “caso não”.
Senão = pode ser preposição (exceto, salvo), conjunção adversativa (mas sim), conjunção aditiva (mas também), substantivo (falha) ou conjunção alternativa (ou).
No texto, a lacuna aparece em uma construção que opõe duas ideias — típica do senão adversativo. Veja o trecho (paráfrase do contexto):
“...não se trata de um convite para se reencontrar com o passado, ____ para se reencontrar consigo mesmo.”
Aqui, a segunda parte corrige/opõe a primeira: não é uma coisa, mas sim outra. Essa é exatamente a função do senão (= mas sim). Se usássemos se não, teríamos uma condição (“se não for para se reencontrar consigo mesmo”), o que não faz sentido no contexto.
“Senão” é a forma correta, pois atua como conjunção adversativa, equivalendo a “mas sim”. No trecho, a segunda parte corrige a primeira: não é uma coisa, mas sim outra. Essa é a função exata do senão adversativo. A substituição por “mas sim” mantém o sentido e a correção gramatical.
“Se não” (separado) é a combinação da conjunção condicional se com o advérbio não, indicando condição/hipótese. No contexto, não há condição, mas oposição. Se usássemos “se não”, teríamos “se não for para se reencontrar consigo mesmo”, o que não se encaixa no sentido do trecho. Erro: troca de valor semântico (condicional em vez de adversativo).
“Senão que” é uma locução que também pode ter valor adversativo, mas é usada em contextos específicos, geralmente após “não só” ou em construções que exigem “mas também”. No trecho, a estrutura é simples: “não X, ____ Y”, que pede apenas “senão” (= mas sim), sem o “que”. Erro: acréscimo desnecessário que altera a construção.
“Caso não” é uma locução condicional, equivalente a “se não”. Como vimos, o trecho não expressa condição, mas oposição. Portanto, “caso não” não se aplica. Erro: valor condicional em contexto adversativo.
“Caso” sozinho é uma conjunção condicional, mas não traz a negação necessária para a oposição. Além disso, a estrutura “não X, caso Y” não faz sentido no trecho. Erro: ausência de negação e valor condicional.
A banca testa o reconhecimento do senão adversativo em oposição ao se não condicional. A dica é: se puder substituir por “mas sim”, use senão; se puder substituir por “caso não”, use se não. No trecho, a substituição por “mas sim” é perfeita, confirmando a letra A.
A banca explora a confusão clássica entre senão (adversativo) e se não (condicional). A alternativa B é a mais sedutora, pois muitos candidatos não percebem que o contexto exige oposição, não condição.
Ao se deparar com “senão/se não”, teste a substituição: “mas sim” → senão; “caso não” → se não. Isso resolve a maioria das questões.
Gabarito: letra A.
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