(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas/adriana-antunes/noticia/2025/02/pequenosencontros-cm79d6fcx007n013c3sutqi64.html - texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa na qual a palavra “se” tenha sido empregada como conjunção condicional.
A“Algumas ideias na cabeça se sacodem” (l. 01).
B“Então, nas últimas linhas, se lê” (l. 06).
C“só conseguiremos suportar se fizermos ___ pazes” (l. 23).
D“levar-se para passear” (l. 26).
E“mesmo que se esteja no meio de uma demanda” (l. 26).
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A palavra "se" como conjunção condicional
Gabarito: letra C. A única ocorrência em que "se" funciona como conjunção condicional está em "só conseguiremos suportar se fizermos ___ pazes" (l. 23), pois introduz uma oração que expressa a condição para que "consigamos suportar" — equivale a "caso fizermos as pazes". As demais alternativas trazem "se" com outras funções: pronome reflexivo (A), partícula apassivadora (B), pronome apassivador/reflexivo em ênclise (D) e conjunção concessiva (E).
A chave da questão
A banca pede que você classifique a função do "se" em cada trecho. O método é testar a substituição por "caso": se couber, é condicional. Além disso, a conjunção condicional exige o verbo no subjuntivo — em C, "fizermos" está no futuro do subjuntivo, o que confirma a classificação.
Funções do "se": Conjunção condicional (Substitui por "caso", Verbo no subjuntivo, Ex.: "se fizermos as pazes"); Pronome reflexivo (Substitui por "a si mesmo", Ex.: "as ideias se sacodem"); Partícula apassivadora (Substitui por "é + particípio", Ex.: "se lê" = "é lido"); Conjunção concessiva (Substitui por "embora", Ex.: "mesmo que se esteja")
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Algumas ideias na cabeça se sacodem" (l. 01)
Aqui o "se" é pronome reflexivo: as ideias sacodem a si mesmas (ação refletida no próprio sujeito). Não há ideia de condição — não cabe "caso".
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Então, nas últimas linhas, se lê" (l. 06)
O "se" é partícula apassivadora (ou pronome apassivador): "lê-se" = "é lido". O verbo "ler" é transitivo direto, e o "se" indetermina o agente, transformando a oração em voz passiva sintética. Não há condição.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"só conseguiremos suportar se fizermos ___ pazes" (l. 23)
O "se" introduz a condição para "conseguirmos suportar": a paz é o requisito. Substitua por "caso fizermos as pazes" — o sentido permanece. O verbo "fizermos" está no futuro do subjuntivo, típico das condicionais. É a única alternativa em que "se" é conjunção condicional.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"levar-se para passear" (l. 26)
O "se" em ênclise (depois do verbo) é pronome apassivador ou reflexivo, dependendo do contexto — em "levar-se", equivale a "ser levado" (voz passiva). Não expressa condição.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"mesmo que se esteja no meio de uma demanda" (l. 26)
Aqui o "se" é conjunção concessiva (ou integrante, conforme a análise), pois a oração "mesmo que se esteja..." expressa uma concessão (fato que não impede a ação principal). A conjunção que introduz a oração é "mesmo que", e o "se" é apenas partícula de indeterminação do sujeito. Não há condicionalidade.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a polissemia do "se" — a mesma palavra com funções distintas. A armadilha é confundir a conjunção condicional (C) com a concessiva (E), que também inicia oração subordinada. A diferença: condicional = "caso"; concessiva = "embora".
PEGA ESSA DICA!
Ao classificar o "se", teste a substituição: "caso" → condicional; "embora" → concessiva; "é + particípio" → apassivadora; "a si mesmo" → reflexiva. E confira o modo verbal: condicional pede subjuntivo.