Questão de Atualidades — Política — FUNDATEC 2025
- Código
- qg485123
- Banca
- FUNDATEC
- Órgão
- Prefeitura de Cerro Grande - RS
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- ADaniel Munduruku.
- BSônia Guajajara.
- CJoenia Wapichana.
- DMarina Silva.
- ERaoni Metuktire.
GabaritoB — Sônia Guajajara.
Gabarito: letra B. A ministra nomeada para comandar o recém-criado Ministério dos Povos Indígenas foi Sônia Guajajara, liderança indígena e ativista de longa trajetória na defesa dos direitos dos povos originários. A criação da pasta, em janeiro de 2023, foi uma das primeiras medidas do terceiro mandato do presidente Lula, e a escolha de uma liderança indígena para o cargo representou um marco histórico na política brasileira.
O Ministério dos Povos Indígenas foi criado com a missão de promover políticas públicas voltadas aos povos indígenas, incluindo a demarcação de terras, o acesso à saúde e à educação, e o combate à violência e ao genocídio desses povos. A pasta foi estruturada a partir da antiga Fundação Nacional do Índio (Funai), que passou a ser vinculada ao novo ministério. A nomeação de Sônia Guajajara, primeira mulher indígena a ocupar um ministério no Brasil, foi amplamente celebrada por movimentos sociais e organizações internacionais.
A questão exige do candidato o conhecimento de um fato político recente e de grande relevância social. A banca, ao listar outras lideranças indígenas e personalidades ligadas à causa ambiental, testa se o candidato consegue distinguir os nomes e seus respectivos papéis no cenário político brasileiro.
Daniel Munduruku é um escritor e educador indígena, conhecido por sua produção literária voltada à cultura e à história dos povos originários. Ele não ocupou cargo ministerial. A banca o inclui como distrator por ser uma figura pública ligada à causa indígena, mas sua atuação é no campo da literatura e da educação, não na gestão pública.
Sônia Guajajara é a ministra dos Povos Indígenas desde janeiro de 2023. Liderança do povo Guajajara, foi deputada federal e coordenadora da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB). Sua nomeação foi histórica: é a primeira mulher indígena a ocupar um ministério no Brasil. A alternativa espelha exatamente o fato cobrado.
Joenia Wapichana é advogada e política, primeira mulher indígena a se tornar deputada federal (2019-2022). Em 2023, foi nomeada presidente da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), não ministra. A banca troca o cargo: Funai é vinculada ao Ministério dos Povos Indígenas, mas a titular da pasta é Sônia Guajajara.
Marina Silva é engenheira florestal e política, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima no terceiro mandato de Lula. Embora seja uma liderança ambientalista de destaque, não é indígena e não ocupa o Ministério dos Povos Indígenas. A confusão surge porque ambas as pastas têm forte agenda socioambiental, mas são distintas.
Raoni Metuktire é um líder indígena do povo Kayapó, conhecido internacionalmente por sua luta pela preservação da Amazônia e dos direitos indígenas. Não ocupou cargo ministerial. É uma figura simbólica, mas não exerce função no governo federal.
A banca explora a confusão entre lideranças indígenas e personalidades ligadas à causa ambiental. O candidato que sabe quem são os nomes, mas não sabe o cargo exato, pode cair na alternativa C (Joenia Wapichana, presidente da Funai) ou na D (Marina Silva, ministra do Meio Ambiente). Fique atento: o Ministério dos Povos Indígenas é de Sônia Guajajara.
Para questões de atualidades sobre cargos ministeriais, monte uma tabela mental com os nomes e as pastas do governo Lula 3. Por exemplo: Sônia Guajajara (Povos Indígenas), Marina Silva (Meio Ambiente), Joenia Wapichana (Funai), Daniel Munduruku (literatura), Raoni (liderança Kayapó). Isso ajuda a fixar a diferença entre os papéis.
Gabarito: letra B
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