Questão de Português — Interpretação de Textos — FUNDATEC 2025
Português›Interpretação de Textos
Código
qg486131
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Montenegro - RS
Ano
2025
Nível
Superior
O autor insere, nos parágrafos finais do texto, uma referência ao mito apresentado na obra de Platão para abordar a origem da busca pela "cara-metade". Essa escolha discursiva, que insere uma narrativa mitológica em um texto predominantemente de divulgação científica e argumentação biológica, configura-se como um recurso estratégico. Qual alternativa melhor descreve o uso da intertextualidade com Platão no contexto da coerência e do gênero textual, considerando a situação comunicativa do texto?
AÉ um exemplo de intertextualidade implícita que, ao recorrer à variação linguística culta, comprova a validade científica da união humana, rompendo a coerência estabelecida pela teoria do gene egoísta e substituindo o tipo textual argumentativo por um tipo textual narrativo.
BTrata-se de intertextualidade explícita para fins puramente ornamentais, introduzindo um elemento do gênero mito que não possui função coesiva ou de sustentação, indicando que o autor se dirige a um público acadêmico que valoriza a filosofia em detrimento da biologia evolutiva.
CConstitui um recurso intertextual explícito que, apesar de pertencer ao gênero mitológico (e ser negado como fato científico), mantém a coerência temática do texto, pois funciona como uma metáfora cultural para o amor romântico, auxiliando o autor a transpor a explicação biológica para a esfera dos sentimentos humanos.
DA referência a Zeus e à punição dos humanos é um exemplo de variação linguística popular que estabelece um subentendido de que a biologia não explica o amor. Essa estratégia é empregada para garantir a coesão referencial entre a busca pela "cara-metade" e o comportamento reprodutivo dos insetos.
ETrata-se de um caso de coesão por elipse, em que a ideia de egoísmo genético está oculta no mito da separação. A situação comunicativa impõe o uso desse mito como um argumento de autoridade filosófico para refutar a teoria do gene egoísta e defender que o altruísmo humano é a única forma de amor verdadeiro.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — Constitui um recurso intertextual explícito que, apesar de pertencer ao gênero mitológico (e ser negado como fato científico), mantém a coerência temática do texto, pois funciona como uma metáfora cultural para o amor romântico, auxiliando o autor a transpor a explicação biológica para a esfera dos sentimentos humanos.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
SE LIGUE NESSA!
Esta questão depende de um texto-base que não está disponível. A análise a seguir baseia-se no enunciado, nas alternativas e no gabarito oficial, preservando o método de análise de intertextualidade.
Intertextualidade com Platão em texto de divulgação científica
Gabarito: letra C. A alternativa C descreve corretamente o uso da intertextualidade explícita com o mito platônico como metáfora cultural que mantém a coerência temática, transpondo a explicação biológica para a esfera dos sentimentos. O autor insere a narrativa mitológica para conectar a teoria do gene egoísta à experiência humana do amor, sem romper a coerência do gênero argumentativo-científico.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que a intertextualidade é implícita, mas o enunciado diz que o autor "insere" o mito, indicando referência explícita. Além disso, ela alega que o recurso "comprova a validade científica", o que seria contraditório com o caráter mitológico. O texto não rompe a coerência; ao contrário, a mantém. Erro: troca_conceito (confunde implícita com explícita e atribui função de prova cientifica).
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que a intertextualidade é "para fins puramente ornamentais" e que não tem função coesiva ou de sustentação. No entanto, o mito serve justamente para ilustrar e dar sentido à busca emocional, portanto tem função argumentativa. Também afirma que o público é acadêmico e valoriza filosofia em detrimento da biologia, o que não se sustenta: o texto é de divulgação científica para público geral. Erro: contradiz_texto (nega a função do mito e restringe o público).
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Reconhece que a intertextualidade é explícita, que o mito não é fato científico, mas mantém a coerência temática ao funcionar como metáfora cultural para o amor romântico, auxiliando a transpor a explicação biológica para a esfera dos sentimentos. Essa descrição é coerente com a função típica de um mito em texto argumentativo e com a situação comunicativa de divulgação científica.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que a referência a Zeus é "variação linguística popular", o que é inadequado: o mito platônico não é linguagem popular, e sim erudito. Também diz que estabelece um subentendido de que a biologia não explica o amor, extrapolando o texto. Não há coesão referencial com comportamento de insetos; isso é invenção. Erro: fora_do_escopo (tangencia o texto com informações não presentes).
Alternativa E — ❌ Incorreta
Trata o mito como "coesão por elipse", o que é conceitualmente errado: elipse é omissão de termo, não intertextualidade. Afirma que o mito é argumento de autoridade para refutar a teoria do gene egoísta e defender altruísmo como única forma de amor, o que não é condizente com a ideia de uma metáfora complementar. Erro: troca_conceito (confunde coesão por elipse com intertextualidade e atribui função refutadora exagerada).