Pular para o conteúdo principal

Questão de Direito Penal — Legislação Penal Especial — FUNDATEC 2025

Direito PenalLegislação Penal Especial
Código
qg486223
Banca
FUNDATEC
Órgão
Prefeitura de Nova Alvorada - RS
Ano
2025
Nível
Fundamental
Camila foi vítima de violência praticada por seu ex-companheiro e recebeu medidas protetivas de urgência. Um policial informou que essas medidas valeriam por apenas 60 dias, mesmo que ainda houvesse risco para ela. Com base na Lei Maria da Penha, a informação dada pelo policial está:
  1. AErrada, pois a medida só pode durar até o fim do processo.
  2. BErrada, pois as medidas devem durar enquanto houver risco para Camila ou seus dependentes.
  3. CCerta, pois toda medida protetiva tem prazo máximo de 60 dias.
  4. DCerta, pois a renovação é obrigatória a cada dois meses.
  5. ECerta, já que o juiz precisa renovar a medida a cada período de 60 dias.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Errada, pois as medidas devem durar enquanto houver risco para Camila ou seus dependentes.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Lei Maria da Penha — Medidas Protetivas de Urgência

Gabarito: alternativa B (A informação está errada). O policial afirmou que as medidas protetivas valeriam por apenas 60 dias, o que contraria o art. 19, §6º da Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), que determina que as medidas vigoram enquanto persistir risco à ofendida ou seus dependentes. Não há prazo máximo pré-fixado; a duração é vinculada à efetiva necessidade de proteção.

Art. 19, §6Lei-11340

Art. 19, §6º — "As medidas protetivas de urgência vigorarão enquanto persistir risco à integridade física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral da ofendida ou de seus dependentes."


Alternativa

Afirmação sobre a duração das medidas protetivas

Conformidade com a Lei Maria da Penha (art. 19, §6º)

Erro específico

A

Duram até o fim do processo

❌ Incorreta

Vincula duração ao processo, e não ao risco

B

Duram enquanto houver risco para a ofendida ou dependentes

✅ Correta (Gabarito)

Reflete exatamente o texto legal

C

Têm prazo máximo de 60 dias

❌ Incorreta

Cria prazo fixo inexistente na lei

D

Renovação obrigatória a cada dois meses

❌ Incorreta

Impõe renovação periódica não prevista

E

Juiz precisa renovar a cada 60 dias

❌ Incorreta

Exige renovação judicial periódica sem base legal

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a medida só pode durar até o fim do processo. O §6º não vincula a duração ao processo, mas sim à persistência do risco. A medida pode perdurar além do processo ou ser encerrada antes, dependendo da situação de risco. O erro é impor um limite temporal alheio à lei.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa reflete exatamente o disposto no art. 19, §6º: as medidas devem durar enquanto houver risco para a ofendida ou seus dependentes. O policial, ao fixar prazo de 60 dias, ignorou a previsão legal, que não estabelece prazo máximo.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que toda medida protetiva tem prazo máximo de 60 dias. A lei não estabelece prazo máximo; a vigência é indeterminada, condicionada ao risco. A banca trata de um distrator comum: a crença em um limite inexistente.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Diz que a renovação é obrigatória a cada dois meses. A lei não impõe renovação periódica; a medida vigora enquanto houver risco, e pode ser revista ou substituída a qualquer tempo (art. 19, §2º), mas não há obrigatoriedade de renovação a cada 60 dias.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Sustenta que o juiz precisa renovar a medida a cada período de 60 dias. Novamente, não há previsão de renovação periódica. O juiz pode conceder novas medidas ou rever as existentes sempre que necessário (art. 19, §3º), mas não há prazo fixo de renovação.

NÃO CAIA NESSA!

O policial inventou um prazo de 60 dias, que não existe na lei. É uma típica armadilha de banca: o candidato que não conhece o §6º pode acreditar que há um limite temporal, mas a lei prioriza a proteção enquanto o risco persistir. Fique atento: a Lei Maria da Penha não estabelece prazo máximo para as medidas protetivas.

Gabarito: alternativa B

Link permanente: /questoes/qg486223