Tanatologia Forense - Traslado de Ossada
Gabarito: A. O procedimento mais adequado para garantir a rastreabilidade no traslado de ossada para urna ossuária é a remoção do excesso de terra com escovação a seco e limpeza mínima, secagem à sombra, acondicionamento em recipiente/embalagem apropriada e identificação com dados completos (nome, datas, registro, localização e destino). Isso segue as boas práticas em tanatologia forense, que priorizam a preservação dos vestígios e a correta identificação dos restos mortais.
A questão exige conhecimento dos procedimentos padrão para manuseio de ossadas durante exumação ou traslado. A rastreabilidade depende de identificação inequívoca e de técnicas que não danifiquem os ossos. Vamos analisar cada alternativa.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A descrição contempla todas as etapas necessárias: limpeza a seco (evita danos por umidade excessiva), secagem natural à sombra (protege contra ressecamento e rachaduras), acondicionamento individualizado em recipiente adequado e identificação completa. A identificação deve conter dados que permitam rastrear a origem e o destino, garantindo a cadeia de custódia.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que a desinfecção por imersão é obrigatória e que permite manuseio sem EPI. A imersão em solução desinfetante pode danificar os ossos (dissolução de substâncias ósseas) e não é rotineira para ossadas secas. Além disso, mesmo com desinfecção, o uso de EPI (luvas, máscara) é sempre recomendado por precaução biológica. A banca confunde procedimentos para cadáveres recentes com manipulação de ossadas.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Propõe lavagem com água corrente e secagem ao sol direto. A lavagem remove possíveis vestígios (terra, tecidos, substâncias de interesse forense) e pode comprometer a preservação. A secagem ao sol provoca ressecamento excessivo e trincas. A identificação apenas com número sequencial é insuficiente para a rastreabilidade, pois os dados nominais devem constar fisicamente no recipiente.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Acondicionar imediatamente sem limpeza mínima permite que terra e umidade acelerem a deterioração e possam contaminar outros ossos. A identificação apenas da quadra de destino (sem detalhes do indivíduo) inviabiliza a rastreabilidade. A responsabilidade pela identificação não pode ser delegada posteriormente; cada etapa deve ser documentada.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Secagem em estufa aquecida acelera o processo mas pode causar danos térmicos aos ossos (fissuras, deformações). A identificação apenas externa é arriscada, pois etiquetas podem se soltar. A identificação interna (no próprio recipiente) é indispensável para garantir a correlação mesmo se a etiqueta externa se perder. O registro fotográfico complementa, mas não substitui a identificação física.
Gabarito: A