Questão de Criminalística — Cadeia de Custódia — FURB 2025
Criminalística›Cadeia de Custódia
Código
qg490337
Banca
FURB
Órgão
Prefeitura de Biguaçu - SC
Ano
2025
Nível
Fundamental
Cargo
Guarda Patrimonial - Edital nº 1 PSS
Na operação de CFTV, há dever de sigilo e uso funcional das imagens. Considerando ética, finalidade pública e cadeia de preservação de evidências, assinale a alternativa correta:
ATratar imagens como informação institucional, registrar eventos relevantes, restringir acesso conforme norma interna e encaminhar cópias somente por fluxo autorizado, evitando compartilhamentos informais.
BCompartilhar trechos com outros servidores por aplicativos corporativos para acelerar identificação, pois o uso interno dispensa formalidades quando a finalidade é segurança.
CFornecer gravações diretamente ao cidadão que solicita, pois o interesse do particular em fatos que o envolvam autoriza acesso imediato sem trâmite administrativo.
DPriorizar monitoramento contínuo em zoom alto para "detalhe", pois a aproximação constante melhora detecção e complementa varredura ampla do ambiente.
EReduzir tempo de retenção de imagens por decisão do operador quando houver limitação de armazenamento, pois a gestão de espaço é atribuição técnica do plantão.
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GabaritoA — Tratar imagens como informação institucional, registrar eventos relevantes, restringir acesso conforme norma interna e encaminhar cópias somente por fluxo autorizado, evitando compartilhamentos informais.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
CFTV, cadeia de custódia e sigilo de imagens
Gabarito: letra A. A alternativa A reflete os deveres éticos e legais no tratamento de imagens de vigilância: considerá-las como informação institucional, registrar eventos relevantes, restringir acesso conforme norma interna e encaminhar cópias apenas por fluxo autorizado, evitando compartilhamentos informais. Essa conduta respeita a necessária cadeia de custódia, o sigilo funcional e a proteção de dados pessoais (Lei 13.709/2018 – LGPD; Lei 12.527/2011 – Lei de Acesso à Informação).
A questão testa o conhecimento sobre os limites do uso de imagens de CFTV por agentes públicos, especialmente no que tange à preservação de evidências, privacidade e controle de acesso.
CFTV e cadeia de custódia
1Deveres éticos e legais
Informação institucional
Registro de eventos relevantes
Acesso restrito (norma interna)
Encaminhamento por fluxo autorizado
Compartilhamento informal
2Fundamentos normativos
LGPD (Lei 13.709/2018)
Finalidade específica
Medidas de segurança (art. 46+)
Lei de Acesso à Informação (12.527/2011)
Acesso formal (art. 11)
Sigilo de informações restritas
3Condutas vedadas
Compartilhar por app corporativo
Fornecer diretamente ao cidadão
Reduzir retenção por decisão do operador
Zoom alto contínuo (perde visão geral)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Tratar as imagens como informação institucional implica formalidade e controle. Registrar eventos relevantes garante a rastreabilidade (cadeia de custódia). Restringir acesso conforme norma interna e encaminhar cópias apenas por fluxo autorizado evita vazamentos e respeita os princípios da LGPD (art. 7º, III – tratamento para políticas públicas) e da Lei de Acesso à Informação (art. 11 – acesso restrito a informações sigilosas). Compartilhamentos informais quebram a cadeia de custódia e violam deveres de sigilo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Compartilhar trechos por aplicativos corporativos para acelerar identificação, dispensando formalidades, é inadequado. O uso interno não dispensa o cumprimento de normas de segurança da informação e cadeia de custódia. A LGPD exige que o tratamento de dados seja feito com finalidade específica e com medidas de segurança (art. 46 e seguintes). A informalidade pode comprometer a integridade e a confidencialidade das imagens.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Fornecer gravações diretamente ao cidadão que solicita, sem trâmite administrativo, contraria a Lei de Acesso à Informação. O acesso a informações pessoais ou sigilosas deve observar procedimento formal (art. 11, §4º da LAI). Além disso, imagens de CFTV podem conter dados pessoais de terceiros, exigindo análise de finalidade e eventual restrição legal. O cidadão não tem direito ao acesso imediato sem comprovação de legitimidade.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Priorizar monitoramento contínuo em zoom alto para detalhe não é uma prática recomendada sob a ótica da cadeia de custódia e privacidade. A aproximação constante pode invadir desnecessariamente a privacidade de pessoas, violando o princípio da proporcionalidade. Além disso, a varredura ampla do ambiente é essencial para a segurança; o zoom excessivo pode perder o contexto e dificultar a análise futura. A técnica de monitoramento deve ser definida por protocolo, não por preferência individual.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Reduzir o tempo de retenção de imagens por decisão do operador, quando há limitação de armazenamento, é inaceitável. O prazo de retenção deve ser definido por política institucional, respeitando a legislação aplicável (ex.: Lei 12.527/2011, art. 9º, e normas específicas de cada órgão). O operador não pode decidir unilateralmente, pois isso pode comprometer a cadeia de custódia e a disponibilidade de provas para investigações. A gestão de espaço é atribuição técnica, mas deve seguir regras pré-estabelecidas.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora o falso pragmatismo: alternativas B, D e E apresentam soluções aparentemente rápidas e eficientes, mas que violam normas de segurança, privacidade e cadeia de custódia. O candidato deve lembrar que formalidade e controle são requisitos essenciais no tratamento de imagens de vigilância.