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Questão de Medicina — Geriatria — FURB 2025

MedicinaGeriatria
Código
qg494104
Banca
FURB
Órgão
Prefeitura de Blumenau - SC
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Geriatra
Um paciente de 84 anos, com histórico de demência mista (Alzheimer e vascular) avançada, insuficiência cardíaca congestiva classe III-IV (NYHA), doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) grave e insuficiência renal crônica estágio 4, é trazido ao serviço de emergência por piora importante do estado geral. Ele está acamado, com comunicação verbal muito limitada, e apresenta os seguintes sintomas: dispneia em repouso, dor facial à deglutição (suspeita de neuralgia do trigêmeo), agitação psicomotora noturna, anorexia com perda ponderal acentuada e constipação intestinal refratária. A família relata que, em diretivas antecipadas de vontade, o paciente manifestou desejo de evitar internações em UTI e procedimentos invasivos, mas não há documento formalizado. Diante desse quadro complexo e considerando os princípios dos cuidados paliativos aplicados à prática geriátrica, assinale a alternativa que descreve a abordagem mais adequada e alinhada com a filosofia paliativista:
  1. APriorizar o controle intensivo, dinâmico e multiprofissional dos sintomas que causam sofrimento (como dispneia, dor e agitação), utilizando farmacologia adequada e medidas não farmacológicas, ao mesmo tempo que se realiza uma discussão ética com a família sobre os objetivos de cuidado, reavaliando a adequação de cada intervenção à luz do prognóstico global e da qualidade de vida, sem descartar a biotecnologia quando útil para o conforto.
  2. BEncaminhar o paciente exclusivamente para um programa de cuidados de final de vida, onde serão oferecidos apenas cuidados de conforto básico e acompanhamento psicológico, pois pacientes com demência avançada e múltiplas comorbidades não se beneficiam de avaliação médica contínua e ajustes terapêuticos ativos.
  3. CSuspender todas as medicações de uso crônico (incluindo cardiovasculares e para DPOC) para reduzir a polifarmácia e iniciar apenas medidas de conforto emocional e espiritual, uma vez que, na fase terminal, intervenções farmacológicas sintomáticas são contraproducentes e podem acelerar o óbito.
  4. DIndicar a internação imediata em unidade de terapia intensiva para estabilização clínica, com início de antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro, nutrição parenteral e possível intubação orotraqueal, pois os cuidados paliativos só devem ser considerados após a exclusão de todas as possibilidades de tratamento curativo das intercorrências agudas.
  5. EManter a conduta expectante, com monitorização clínica simples e uso esporádico de sintomáticos, evitando intervenções farmacológicas mais potentes (como opioides para dor ou dispneia) devido ao risco de depressão respiratória e piora da função renal, comuns em idosos frágeis.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Priorizar o controle intensivo, dinâmico e multiprofissional dos sintomas que causam sofrimento (como dispneia, dor e agitação), utilizando farmacologia adequada e medidas não farmacológicas, ao mesmo tempo que se realiza uma discussão ética com a família sobre os objetivos de cuidado, reavaliando a adequação de cada intervenção à luz do prognóstico global e da qualidade de vida, sem descartar a biotecnologia quando útil para o conforto.

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