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Questão de Pedagogia — Temas Educacionais Pedagógicos — FURB 2025

PedagogiaTemas Educacionais Pedagógicos
Código
qg501907
Banca
FURB
Órgão
SED-SC
Ano
2025
Nível
Superior
Um estudo recente do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) revelou mudanças significativas nas práticas de acesso à internet por crianças e adolescentes de 9 a 17 anos nas escolas brasileiras em 2025. O acesso à internet em ambientes escolares caiu de 51% em 2024 para 37% em 2025, redução atribuída principalmente à implementação de restrições ao uso de celulares nas escolas no início de 2025. Simultaneamente, o estudo identificou que 46% das crianças e adolescentes acessam a internet para visualizar conteúdo de influenciadores digitais várias vezes ao dia, com mais de 50% desse conteúdo relacionado a produtos de consumo, compras pela primeira vez ou jogos de apostas. Adicionalmente, cresceu o número de menores que nunca acessaram a internet (de 492.393 para 710.343 pessoas), sinalizando persistência de desigualdades digitais mesmo com ubiquidade de dispositivos.Considerando simultaneamente a queda de acesso à internet nas escolas, o crescimento de influência de conteúdo potencialmente danoso em ambientes não escolares e o aumento de exclusão digital, as estratégias pedagógicas e de gestão escolar que articulam melhor essas três dimensões são:
  1. ARedução do acesso à internet nas escolas, enquanto amplia investimento em infraestrutura digital comunitária extraescolar, considerando que responsabilidade por letramento digital deve ser distribuída entre múltiplos agentes sociais, não sendo concentrada na instituição escolar.
  2. BRestrição ao acesso de tecnologia nas escolas, complementada por letramento digital estruturado; diálogo mediado entre escola-família sobre práticas online; e políticas de inclusão digital que reduzam desigualdades de acesso, de modo que competências críticas se desenvolvam em ambiente educativo controlado e seguro.
  3. CImplementação de restrições equivalentes ao acesso em escolas e em ambientes domésticos, eliminando acesso a influenciadores digitais para toda população de 9 a 17 anos, considerando que proteção integral requer supressão de riscos em múltiplas camadas.
  4. DReconhecimento que desigualdades digitais são inevitáveis; priorização da educação tradicional e manutenção das escolas como espaços livres de tecnologia, aceitando diferenças de letramento digital entre estudantes de diferentes contextos socioeconômicos.
  5. EAmpliação do acesso à internet nas escolas para que adolescentes desenvolvam autonomia digital, confiando que filtros técnicos de plataformas são suficientes para proteger contra conteúdo potencialmente danoso.
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GabaritoB — Restrição ao acesso de tecnologia nas escolas, complementada por letramento digital estruturado; diálogo mediado entre escola-família sobre práticas online; e políticas de inclusão digital que reduzam desigualdades de acesso, de modo que competências críticas se desenvolvam em ambiente educativo controlado e seguro.

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