Questão de Fisioterapia — Fisioterapia Neurológica — IADES 2025
FisioterapiaFisioterapia Neurológica
- Código
- qg508119
- Banca
- IADES
- Órgão
- COFFITO
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Fisioterapia Neurofuncional - Adulto e Idoso
Uma fisioterapeuta recebe um paciente de 30 anos que, após um evento estressor emocional significativo, desenvolveu fraqueza súbita em um hemicorpo e dificuldade para deambular, apresentando um padrão de marcha instável e atípico, semelhante a abasiaastasia. Exames médicos detalhados, incluindo ressonância magnética e testes neurológicos, não identificaram qualquer causa orgânica para os sintomas. A equipe médica diagnosticou um Transtorno Conversivo. Durante a avaliação fisioterapêutica, o paciente manifesta forte crença de que sua fraqueza é puramente física e solicita insistentemente o uso de um andador para conseguir se locomover com mais segurança, pois sente medo de cair. A fisioterapeuta, ciente do diagnóstico e das recomendações clínicas para este transtorno, que desaconselham o uso prolongado de dispositivos auxiliares devido à falta de necessidade fisiológica e ao potencial de perpetuar a condição, encontra-se diante de um dilema ético sobre como manejar a solicitação do paciente, respeitando seus medos e crenças, ao mesmo tempo em que aplica as intervenções baseadas no conhecimento profissional. De acordo com o Código de Ética e Deontologia da Fisioterapia e o manejo recomendado para esta condição, qual das seguintes opções representa a conduta mais apropriada para a fisioterapeuta neste caso?
- AInformar o paciente de forma empática que os exames não mostram dano físico e que o foco da fisioterapia será em recuperar o movimento através de treino funcional e feedback de resultados, utilizando assistência manual ou verbal inicial e retirando gradualmente qualquer apoio externo desnecessário assim que a segurança permitir, sempre em colaboração com a equipe multidisciplinar e o paciente na definição de metas.
- BConcordar com a solicitação do paciente e fornecer o andador, garantindo sua segurança imediata, e focar o tratamento em exercícios convencionais de fortalecimento muscular para a extremidade afetada, sem abordar explicitamente a origem dos sintomas.
- CDocumentar detalhadamente a crença do paciente sobre a origem dos sintomas e a solicitação do andador, incluindo fotografias e vídeos da marcha atípica, para utilizar como material de estudo de caso em aulas e palestras, sem a necessidade de obter consentimento formal, pois se trata de material educativo.
- DRecusar-se a tratar o paciente, explicando que a fisioterapia não é indicada para condições de origem psicológica e que ele deve procurar apenas acompanhamento psiquiátrico ou psicológico.
- EConfrontar o paciente diretamente, explicando que seus sintomas são "apenas psicológicos" e que ele não tem nenhuma fraqueza real, exigindo que ele tente andar normalmente sem qualquer auxílio.