Questão de Medicina Legal — Toxicologia — IBADE 2025
- Código
- qg509749
- Banca
- IBADE
- Órgão
- PC-BA
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Avaliação Final do Curso de Formação - Perito Criminal de Polícia Civil
- AUrina.
- BBile.
- CFígado.
- DSangue femoral.
- EPulmão.
GabaritoD — Sangue femoral.
Gabarito: letra D (Sangue femoral). Para determinar a concentração de cocaína no organismo e auxiliar na causa da morte, o perito deve coletar sangue de veia femoral. A urina é adequada para detecção qualitativa da exposição, mas não reflete com precisão a concentração no momento da morte, devido ao acúmulo e metabolismo. O sangue femoral minimiza a contaminação por redistribuição post mortem e é a matriz de referência para dosagem quantitativa em toxicologia forense.
A banca testa o conhecimento sobre a escolha da amostra biológica conforme o objetivo pericial: detecção de uso (urina) × quantificação para causa morte (sangue). O POP do Ministério da Justiça, embora detalhe a análise em urina para confirmação de exposição, não é o padrão para quantificação com finalidade de óbito. Em exames necroscópicos, o sangue periférico (femoral) é mundialmente recomendado.
Urina. Indicada para screening e confirmação de uso recente, mas a concentração urinária sofre grande variação devido à diluição e ao metabolismo. Não é confiável para estimar o nível sanguíneo no momento da morte.
Bile. Pode ser usada para detectar metabólitos em casos de overdose, mas não é a matriz padrão para quantificação da droga in natura; tem menor correlação com a concentração aguda no sangue.
Fígado. Utilizado em análises de tecidos para verificar distribuição, porém não é a amostra primária para dosagem da concentração circulante. O fígado metaboliza a cocaína rapidamente, subestimando o nível original.
Sangue femoral. Amostra de sangue periférico, menos sujeita aos fenômenos de redistribuição post mortem (como a liberação de cocaína do fígado e pulmões). A concentração no sangue femoral reflete de forma mais fidedigna o nível sanguíneo antes da morte, sendo a matriz de escolha para quantificação em toxicologia forense criminal.
Pulmão. Pode conter altas concentrações após inalação, mas sofre intensa redistribuição e não representa a concentração sistêmica. Não é usada rotineiramente para determinar a causa da morte por intoxicação.
Na prova, lembre-se: quer detectar o uso? Urina. Quer quantificar para saber se a dose foi letal? Sangue periférico (femoral, subclávia). O sangue cardíaco também pode ser usado, mas sofre maior interferência post mortem – a banca costuma privilegiar o femoral.
Gabarito: letra D – Sangue femoral.
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