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Questão de Medicina Legal — Toxicologia — IBADE 2025

Medicina LegalToxicologia
Código
qg509749
Banca
IBADE
Órgão
PC-BA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Avaliação Final do Curso de Formação - Perito Criminal de Polícia Civil
Durante a realização de um exame necroscópico, um perito médico legista (PML) é informado de que o cadáver fez uso de grande quantidade de cocaína. Para determinar a causa da morte, além dos exames anatomopatológicos, o PML precisa obter a concentração da cocaína no organismo.Qual amostra biológica o PML deve coletar para esse fim?
  1. AUrina.
  2. BBile.
  3. CFígado.
  4. DSangue femoral.
  5. EPulmão.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Sangue femoral.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Toxicologia Forense – Amostra para quantificação de cocaína

Gabarito: letra D (Sangue femoral). Para determinar a concentração de cocaína no organismo e auxiliar na causa da morte, o perito deve coletar sangue de veia femoral. A urina é adequada para detecção qualitativa da exposição, mas não reflete com precisão a concentração no momento da morte, devido ao acúmulo e metabolismo. O sangue femoral minimiza a contaminação por redistribuição post mortem e é a matriz de referência para dosagem quantitativa em toxicologia forense.

A banca testa o conhecimento sobre a escolha da amostra biológica conforme o objetivo pericial: detecção de uso (urina) × quantificação para causa morte (sangue). O POP do Ministério da Justiça, embora detalhe a análise em urina para confirmação de exposição, não é o padrão para quantificação com finalidade de óbito. Em exames necroscópicos, o sangue periférico (femoral) é mundialmente recomendado.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Urina. Indicada para screening e confirmação de uso recente, mas a concentração urinária sofre grande variação devido à diluição e ao metabolismo. Não é confiável para estimar o nível sanguíneo no momento da morte.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Bile. Pode ser usada para detectar metabólitos em casos de overdose, mas não é a matriz padrão para quantificação da droga in natura; tem menor correlação com a concentração aguda no sangue.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Fígado. Utilizado em análises de tecidos para verificar distribuição, porém não é a amostra primária para dosagem da concentração circulante. O fígado metaboliza a cocaína rapidamente, subestimando o nível original.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Sangue femoral. Amostra de sangue periférico, menos sujeita aos fenômenos de redistribuição post mortem (como a liberação de cocaína do fígado e pulmões). A concentração no sangue femoral reflete de forma mais fidedigna o nível sanguíneo antes da morte, sendo a matriz de escolha para quantificação em toxicologia forense criminal.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Pulmão. Pode conter altas concentrações após inalação, mas sofre intensa redistribuição e não representa a concentração sistêmica. Não é usada rotineiramente para determinar a causa da morte por intoxicação.

PEGA ESSA DICA!

Na prova, lembre-se: quer detectar o uso? Urina. Quer quantificar para saber se a dose foi letal? Sangue periférico (femoral, subclávia). O sangue cardíaco também pode ser usado, mas sofre maior interferência post mortem – a banca costuma privilegiar o femoral.

Gabarito: letra D – Sangue femoral.

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