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Questão de Português — Interpretação de Textos — IBADE 2025

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
qg510058
Banca
IBADE
Órgão
Prefeitura de Alto Alegre dos Parecis - RO
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Prefeitura de Alto Alegre do Parecis - RO - Auditor Fiscal
A língua portuguesa apresenta diferentes formas de expressão conforme o contexto social, regional e situacional em que é usada.Com base nesse princípio, assinale a alternativa que melhor explica o uso da linguagem na frase apresentada a seguir: “A gente vai no mercado mais tarde.”
  1. ATrata-se de um exemplo de variação linguística comum e aceitável na oralidade informal.
  2. BA frase está gramaticalmente incorreta e deve ser evitada em qualquer contexto.
  3. CÉ um exemplo de linguagem técnica, típica de áreas específicas.
  4. DRepresenta um erro de tradução literal do inglês.
  5. EÉ uma construção exclusiva do português europeu.
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GabaritoA — Trata-se de um exemplo de variação linguística comum e aceitável na oralidade informal.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise da questão sobre variação linguística

Gabarito: letra A. A frase "A gente vai no mercado mais tarde" é um exemplo de variação linguística comum e aceitável na oralidade informal – exatamente o que a alternativa A afirma. A construção foge da norma culta prescritiva (que exigiria "nós vamos ao mercado"), mas é plenamente usada e compreendida no português brasileiro cotidiano, sem qualquer "erro" absoluto.

A banca testa o conceito de variação linguística e a diferença entre fala informal e escrita formal. A frase não é "errada" em si – é uma variante legítima do português coloquial.

Alternativa

Afirmação sobre a frase “A gente vai no mercado mais tarde.”

Análise da afirmação

Conclusão

A

Trata-se de variação linguística comum e aceitável na oralidade informal.

Correta. A frase é coloquial, usada no cotidiano, e o enunciado defende que a língua varia conforme o contexto.

Gabarito

B

A frase está gramaticalmente incorreta e deve ser evitada em qualquer contexto.

Incorreta. A frase é inadequada para a escrita formal, mas não é “errada” na fala informal.

C

É um exemplo de linguagem técnica, típica de áreas específicas.

Incorreta. A frase é coloquial, sem qualquer termo técnico ou jargão.

D

Representa um erro de tradução literal do inglês.

Incorreta. A construção é nativa do português, sem influência do inglês.

E

É uma construção exclusiva do português europeu.

Incorreta. O uso de “a gente” é típico do português brasileiro, não do europeu.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa afirma que se trata de "variação linguística comum e aceitável na oralidade informal". O próprio enunciado do texto-base (que diz que a língua muda conforme o contexto) já sustenta isso. A frase usa "a gente" (informal) e "no" (em + o, contraído) – ambas marcas da oralidade coloquial brasileira. Não há erro de comunicação; é perfeitamente aceitável na fala do dia a dia.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que a frase está "gramaticalmente incorreta e deve ser evitada em qualquer contexto". Erro de generalização. A frase é inadequada para a escrita formal, mas não é "incorreta" na fala informal. A gramática normativa não é o único padrão; existe a gramática internalizada do falante. Portanto, a afirmação é falsa.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diz que é "linguagem técnica, típica de áreas específicas". Extrapolação. A frase é coloquial, usada em situações cotidianas, não em contextos técnicos (jargão médico, jurídico etc.). Não há nenhum termo técnico.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Sugere que é "erro de tradução literal do inglês". Invenção. A construção "a gente vai" é nativa do português, não influenciada pelo inglês. O inglês diria "we go" e não há paralelo direto. A alternativa é absurda.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma ser "construção exclusiva do português europeu". Falso. O uso de "a gente" com verbo na 3ª pessoa é típico do português brasileiro, não do europeu. Em Portugal, a construção é menos frequente e estigmatizada. A alternativa inverte a realidade.

Conclusão: A única alternativa que descreve corretamente o fenômeno é a letra A. As demais cometem erros de generalização, extrapolação ou informação equivocada.

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