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Questão de Português — Morfologia - Verbos — IBFC 2025

PortuguêsMorfologia - Verbos
Código
qg516493
Banca
IBFC
Órgão
SES-SE
Ano
2025
Nível
Superior

Analise o texto e responda à questão.


Cientistas identificam mecanismo do cérebro que pode nos ajudar a superar o medo


No futuro, descobertas como essa podem ajudar a desenvolver tratamentos para fobias, ansiedade e estresse pós-traumático. Entenda.



    O coração acelera. Os músculos contraem. Você começa a sentir arrepios e a necessidade de respirar cada vez mais rápido. Não tem jeito: o medo se instaurou. 

    Tudo isso é cortesia, sobretudo, da adrenalina e do cortisol, hormônios liberados em doses cavalares ao menor sinal de ameaça. O medo é uma reação de sobrevivência que nos acompanha desde os primórdios. Quando nossos antepassados neandertais precisavam escapar de algum animal, era necessário que tivessem energia suficiente para se salvarem. No momento em que o pavor é sentido, o sangue, cheio de glicose, flui do coração para os membros para que seja possível lutar – ou fugir.

    Apesar do benefício evolutivo, muitos medos acabam atrapalhando nosso dia a dia atualmente (a não ser que fugir de grandes felinos faça parte da sua rotina). Por exemplo, para quem vive no meio da cidade de São Paulo, medo de grandes estrondos impossibilita uma vida normal.

    “Os humanos nascem com reações instintivas de medo, como respostas a ruídos altos ou objetos que se aproximam rapidamente”, escreve Sara Mederos, pesquisadora associada do Hofer Lab. “No entanto, podemos anular essas respostas instintivas por meio da experiência – como crianças aprendendo a gostar de fogos de artifício em vez de temer seus estrondos altos.” [...]

    Desaprendendo a ter medo 

    Junto de pesquisadores da Sainsbury Wellcome Centre (SWC) da University College de Londres, Mederos analisou a resposta de camundongos quando apresentados a uma sombra em expansão em cima de suas cabeças, que simulava a aproximação de um predador aéreo.

    Inicialmente, os bichinhos corriam para se esconder em um abrigo – mas, depois de algumas rodadas de teste que não apresentavam nenhum perigo, os ratos aprenderam a manter a calma em vez de fugir. Essa reação criou o modelo que os cientistas usaram para estudar as fases de supressão de medos.

    A hipótese da equipe era que um cantinho do cérebro, chamado núcleo geniculado ventrolateral (vLGN), era responsável por essa superação. Estudos anteriores mostravam como essa área conseguia rastrear o conhecimento de experiências antigas de ameaça e suprimir reações de medo. Sabendo disso, os cientistas buscaram descobrir se essa via neural também tinha a função de desaprender o medo de uma ameaça.[...]



(Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/cientistasidentificam-mecanismo-do-cerebro-que-pode-nos-ajuda-asuperar-o-medo/. Acesso em 12/02/2025. Adaptado) 

O emprego da forma verbal “faça”, no terceiro parágrafo, reforça, no comentário acessório entre parênteses, o sentido:
  1. Aimperativo.
  2. Bopinativo.
  3. Cfactual.
  4. Dhipotético.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — hipotético.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Análise do valor semântico do verbo "faça" no contexto

Gabarito: letra D. A forma verbal "faça", no trecho entre parênteses do terceiro parágrafo — "(a não ser que fugir de grandes felinos faça parte da sua rotina)" — expressa uma hipótese, ou seja, uma condição que não é factual. A locução "a não ser que" introduz uma condição hipotética, e o verbo "faça" está no presente do subjuntivo, modo verbal típico para expressar possibilidade, dúvida ou condição. Portanto, o sentido reforçado é o hipotético.

1Contexto: "a não ser que... faça"
2Imperativo (ordem)
3Opinativo (achar/considerar)
4Factual (real/concreto)
5Hipotético (condição/possibilidade)
Valor semântico de "faça" (subjuntivo)
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Valor semântico de "faça" (subjuntivo): Contexto: "a não ser que... faça"; Imperativo (ordem); Opinativo (achar/considerar); Factual (real/concreto); Hipotético (condição/possibilidade)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Imperativo. O imperativo é usado para dar ordens, conselhos ou pedidos. No contexto, "faça" não expressa ordem; está subordinado à conjunção condicional "a não ser que". A banca tenta confundir porque "faça" é também a forma do imperativo afirmativo para a 3ª pessoa (você), mas aqui não há valor imperativo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Opinativo. O texto não expressa uma opinião pessoal do autor sobre a ação de "fugir de grandes felinos"; apenas apresenta uma condição. Verbos opinativos seriam "achar", "considerar", "julgar". Não é o caso.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Factual. Um fato é algo real, concreto. A oração "fugir de grandes felinos faça parte da sua rotina" não é um fato; é uma condição hipotética (a não ser que...). Portanto, não é factual.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Hipotético. Conforme demonstrado, o verbo "faça" integra uma construção condicional hipotética. O subjuntivo reforça a ideia de algo que não é real, mas possível. A banca pergunta qual sentido é reforçado — e é o hipotético.

Gabarito: letra D.

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