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Questão de Português — Pontuação — IBFC 2025

PortuguêsPontuação
Código
qg516495
Banca
IBFC
Órgão
SES-SE
Ano
2025
Nível
Superior

Analise o texto e responda à questão.


Cientistas identificam mecanismo do cérebro que pode nos ajudar a superar o medo


No futuro, descobertas como essa podem ajudar a desenvolver tratamentos para fobias, ansiedade e estresse pós-traumático. Entenda.



    O coração acelera. Os músculos contraem. Você começa a sentir arrepios e a necessidade de respirar cada vez mais rápido. Não tem jeito: o medo se instaurou. 

    Tudo isso é cortesia, sobretudo, da adrenalina e do cortisol, hormônios liberados em doses cavalares ao menor sinal de ameaça. O medo é uma reação de sobrevivência que nos acompanha desde os primórdios. Quando nossos antepassados neandertais precisavam escapar de algum animal, era necessário que tivessem energia suficiente para se salvarem. No momento em que o pavor é sentido, o sangue, cheio de glicose, flui do coração para os membros para que seja possível lutar – ou fugir.

    Apesar do benefício evolutivo, muitos medos acabam atrapalhando nosso dia a dia atualmente (a não ser que fugir de grandes felinos faça parte da sua rotina). Por exemplo, para quem vive no meio da cidade de São Paulo, medo de grandes estrondos impossibilita uma vida normal.

    “Os humanos nascem com reações instintivas de medo, como respostas a ruídos altos ou objetos que se aproximam rapidamente”, escreve Sara Mederos, pesquisadora associada do Hofer Lab. “No entanto, podemos anular essas respostas instintivas por meio da experiência – como crianças aprendendo a gostar de fogos de artifício em vez de temer seus estrondos altos.” [...]

    Desaprendendo a ter medo 

    Junto de pesquisadores da Sainsbury Wellcome Centre (SWC) da University College de Londres, Mederos analisou a resposta de camundongos quando apresentados a uma sombra em expansão em cima de suas cabeças, que simulava a aproximação de um predador aéreo.

    Inicialmente, os bichinhos corriam para se esconder em um abrigo – mas, depois de algumas rodadas de teste que não apresentavam nenhum perigo, os ratos aprenderam a manter a calma em vez de fugir. Essa reação criou o modelo que os cientistas usaram para estudar as fases de supressão de medos.

    A hipótese da equipe era que um cantinho do cérebro, chamado núcleo geniculado ventrolateral (vLGN), era responsável por essa superação. Estudos anteriores mostravam como essa área conseguia rastrear o conhecimento de experiências antigas de ameaça e suprimir reações de medo. Sabendo disso, os cientistas buscaram descobrir se essa via neural também tinha a função de desaprender o medo de uma ameaça.[...]



(Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/cientistasidentificam-mecanismo-do-cerebro-que-pode-nos-ajuda-asuperar-o-medo/. Acesso em 12/02/2025. Adaptado) 

A partir da observação da vírgula na passagem “Quando nossos antepassados neandertais precisavam escapar de algum animal,”(2º§), assinale a alternativa em que esse sinal de pontuação é empregado pela mesma razão.
  1. A“Tudo isso é cortesia, sobretudo, da adrenalina e do cortisol” (2º§).
  2. B“escreve Sara Mederos, pesquisadora associada do Hofer Lab.” (4º§).
  3. C“um cantinho do cérebro, chamado núcleo geniculado ventrolateral (vLGN),” (7º§).
  4. D“Sabendo disso, os cientistas buscaram descobrir se essa via neural” (7º§).
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — “Sabendo disso, os cientistas buscaram descobrir se essa via neural” (7º§).

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Uso da vírgula para separar oração adverbial anteposta

Gabarito: letra D. O trecho original "Quando nossos antepassados neandertais precisavam escapar de algum animal," usa a vírgula para isolar uma oração subordinada adverbial temporal (anteposta) da oração principal. A mesma função ocorre na alternativa D: "Sabendo disso, os cientistas buscaram descobrir se essa via neural" — a vírgula separa uma oração reduzida de gerúndio com valor adverbial (também anteposta) do restante da frase.

Alternativa A — ❌ Incorreta

“Tudo isso é cortesia, sobretudo, da adrenalina e do cortisol”

A vírgula isola o advérbio "sobretudo", que funciona como um termo intercalado (ênfase). Não há oração adverbial; é um elemento intercalado na oração principal. Erro: confunde intercalação com oração adverbial.

Alternativa B — ❌ Incorreta

“escreve Sara Mederos, pesquisadora associada do Hofer Lab.

A vírgula separa um aposto explicativo (que identifica quem é Sara Mederos). Não se trata de oração adverbial, mas de um termo apositivo. Erro: confunde aposto com oração adverbial.

Alternativa C — ❌ Incorreta

“um cantinho do cérebro, chamado núcleo geniculado ventrolateral (vLGN),

A vírgula isola uma oração subordinada adjetiva explicativa reduzida de particípio (ou aposto). Tem função explicativa, não adverbial. Erro: confunde oração adjetiva explicativa com oração adverbial.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Sabendo disso, os cientistas buscaram descobrir se essa via neural”

A vírgula separa a oração reduzida de gerúndio "Sabendo disso", que equivale a uma oração subordinada adverbial (temporal ou causal). A estrutura é idêntica à do trecho original: oração adverbial anteposta + vírgula + oração principal. Mesma razão gramatical.

NÃO CAIA NESSA!

As alternativas B e C também usam vírgula em construções corretas, mas com funções diferentes (aposto e oração adjetiva explicativa). O candidato deve atentar para a função sintática do termo separado pela vírgula.

PEGA ESSA DICA!

Para resolver, identifique o termo que antecede a vírgula e veja se ele exerce função de adjunto adverbial (tempo, causa, condição etc.) ou se é um aposto/explicativo. Se for uma oração/expressão adverbial no início da frase, a vírgula tem função isoladora de adjunto adverbial anteposto.

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