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Questão de Português — Crase — IBFC 2025

PortuguêsCrase
Código
qg516497
Banca
IBFC
Órgão
SES-SE
Ano
2025
Nível
Superior

Analise o texto e responda à questão.


Cientistas identificam mecanismo do cérebro que pode nos ajudar a superar o medo


No futuro, descobertas como essa podem ajudar a desenvolver tratamentos para fobias, ansiedade e estresse pós-traumático. Entenda.



    O coração acelera. Os músculos contraem. Você começa a sentir arrepios e a necessidade de respirar cada vez mais rápido. Não tem jeito: o medo se instaurou. 

    Tudo isso é cortesia, sobretudo, da adrenalina e do cortisol, hormônios liberados em doses cavalares ao menor sinal de ameaça. O medo é uma reação de sobrevivência que nos acompanha desde os primórdios. Quando nossos antepassados neandertais precisavam escapar de algum animal, era necessário que tivessem energia suficiente para se salvarem. No momento em que o pavor é sentido, o sangue, cheio de glicose, flui do coração para os membros para que seja possível lutar – ou fugir.

    Apesar do benefício evolutivo, muitos medos acabam atrapalhando nosso dia a dia atualmente (a não ser que fugir de grandes felinos faça parte da sua rotina). Por exemplo, para quem vive no meio da cidade de São Paulo, medo de grandes estrondos impossibilita uma vida normal.

    “Os humanos nascem com reações instintivas de medo, como respostas a ruídos altos ou objetos que se aproximam rapidamente”, escreve Sara Mederos, pesquisadora associada do Hofer Lab. “No entanto, podemos anular essas respostas instintivas por meio da experiência – como crianças aprendendo a gostar de fogos de artifício em vez de temer seus estrondos altos.” [...]

    Desaprendendo a ter medo 

    Junto de pesquisadores da Sainsbury Wellcome Centre (SWC) da University College de Londres, Mederos analisou a resposta de camundongos quando apresentados a uma sombra em expansão em cima de suas cabeças, que simulava a aproximação de um predador aéreo.

    Inicialmente, os bichinhos corriam para se esconder em um abrigo – mas, depois de algumas rodadas de teste que não apresentavam nenhum perigo, os ratos aprenderam a manter a calma em vez de fugir. Essa reação criou o modelo que os cientistas usaram para estudar as fases de supressão de medos.

    A hipótese da equipe era que um cantinho do cérebro, chamado núcleo geniculado ventrolateral (vLGN), era responsável por essa superação. Estudos anteriores mostravam como essa área conseguia rastrear o conhecimento de experiências antigas de ameaça e suprimir reações de medo. Sabendo disso, os cientistas buscaram descobrir se essa via neural também tinha a função de desaprender o medo de uma ameaça.[...]



(Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/cientistasidentificam-mecanismo-do-cerebro-que-pode-nos-ajuda-asuperar-o-medo/. Acesso em 12/02/2025. Adaptado) 

Em “como resposta a ruídos altos ou objetos que se aproximam rapidamente” (4º§), não ocorre crase. Assinale a alternativa que apresenta a opção em que a crase é obrigatória.
  1. ATodos começaram a correr apavorados.
  2. BTemiam o barulho do motor a óleo.
  3. CEle se dedica a esta ferramenta de trabalho.
  4. DEstavam a espera de uma solução criativa.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — Estavam a espera de uma solução criativa.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Crase obrigatória em locuções femininas

Gabarito: letra D. A única alternativa em que a crase é obrigatória é a D, pois a expressão "à espera de" exige o acento indicador de crase por ser locução feminina (preposição "a" + artigo "a"). Nas demais, o uso da crase é facultativo ou proibido, conforme regras gramaticais.

Crase obrigatória
  • 1Locuções femininas
    • Ex.: à espera, à moda, à noite
  • 2Antes de palavra feminina determinada
    • Ex.: à casa, à escola
  • 3Antes de "aquela" e derivados
    • Ex.: àquela, àquelas
  • 4Crase proibida
    • Antes de verbo
      • Ex.: a correr, a fazer
    • Antes de palavra masculina
      • Ex.: a óleo, a gás
    • Antes de "esta", "essa", "isso"
      • Ex.: a esta, a essa
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Análise das alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

"Todos começaram a correr apavorados." Aqui, "a" é apenas preposição que introduz verbo no infinitivo. Não há artigo feminino, portanto crase é proibida. A regra: crase só ocorre diante de palavras femininas; verbos não admitem artigo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"Temiam o barulho do motor a óleo." "Óleo" é substantivo masculino. A preposição "a" não se funde com artigo (pois não há artigo). Logo, crase é descartada. A banca pode cobrar a diferença entre "a óleo" (sem crase) e "à lenha" (com crase, pois "lenha" é feminina).

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Ele se dedica a esta ferramenta de trabalho." Diante do demonstrativo "esta" (que já contém a vogal "a"), não se usa crase. A regra: antes de "esta", "essa", "isso" etc., não há crase, pois não há artigo definido feminino "a" separado. (Exceção: "àquela" tem crase porque é contração de "a" + "aquela".)

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Estavam à espera de uma solução criativa." A locução "à espera" é feminina e exige crase obrigatória: preposição "a" + artigo definido feminino "a" que acompanha o substantivo "espera". A forma sem crase ("a espera") seria incorreta na norma culta.

Conclusão: Somente a letra D apresenta contexto que demanda obrigatoriamente o uso do acento grave indicador de crase.

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Até sua Maria

Lembra os casos de crase FACULTATIVA: antes de 'até', antes de pronome possessivo feminino ('sua') e antes de nome próprio feminino ('Maria').

— Crase — casos facultativos

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