Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — IDCAP 2025
MedicinaOrtopedia e Traumatologia
- Código
- qg517681
- Banca
- IDCAP
- Órgão
- HEMOBA
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico - Área de Atuação: Ortopedia
Uma criança de 8 anos de idade, sexo masculino, sofre uma queda de altura e apresenta dor, deformidade e incapacidade funcional na coxa direita. O exame radiográfico revela uma fratura transversa no terço médio da diáfise femoral, com desvio completo e encurtamento de 2 cm. A criança está hemodinamicamente estável, sem outras lesões aparentes. A escolha do tratamento para fraturas diafisárias de fêmur em crianças é altamente dependente da idade do paciente, do padrão da fratura e da experiência da equipe cirúrgica. Considerando a faixa etária e o padrão da fratura descritos, assinale a alternativa que apresenta o método de tratamento com o melhor equilíbrio entre estabilidade, consolidação e baixo risco de complicações.
- AA fixação intramedular com hastes flexíveis de titânio (hastes de Ender ou similares), inseridas de forma retrógrada ou anterógrada, permitindo micromovimentação no foco de fratura e promovendo a formação de calo periosteal abundante, com alta taxa de consolidação e retorno funcional precoce.
- BA fixação com placa e parafusos submuscular, utilizando uma abordagem minimamente invasiva para preservar o periósteo e a vascularização do foco de fratura, indicada para obter estabilidade absoluta.
- CO tratamento conservador com gesso pelvipodálico imediato, moldado em posição de 90/90 (quadril e joelho a 90 graus de flexão), aproveitando a alta capacidade de remodelação óssea da criança para corrigir o desvio e o encurtamento.
- DA fixação externa unifacial, com pinos inseridos no fêmur proximal e distal, proporcionando excelente controle do alinhamento e comprimento, mas com maior risco de infecção no trajeto dos pinos e refratura após a remoção.
- EA passagem de uma haste intramedular bloqueada rígida, similar à utilizada em adultos, uma vez que aos 8 anos de idade o trocanter maior já possui um centro de ossificação desenvolvido, minimizando o risco de necrose da cabeça femoral.