Questão de Medicina — Ortopedia e Traumatologia — IDCAP 2025
MedicinaOrtopedia e Traumatologia
- Código
- qg517687
- Banca
- IDCAP
- Órgão
- HEMOBA
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Médico - Área de Atuação: Ortopedia
As fraturas da coluna toracolombar (T10-L2) são as mais comuns da coluna vertebral e seu manejo depende da estabilidade da lesão, que é determinada pelo padrão da fratura e pela integridade do complexo ligamentar posterior (CLP). A classificação AO Spine, baseada na morfologia da fratura e em modificadores neurológicos e específicos, visa guiar o tratamento. Considerando uma fratura do tipo explosão em L1 (Tipo A4 na classificação AO Spine) em um paciente neurologicamente intacto, assinale a alternativa que descreve corretamente os critérios de instabilidade e a indicação de tratamento.
- AA integridade do complexo ligamentar posterior (CLP) não é um fator determinante na decisão terapêutica para fraturas do tipo A, pois estas são lesões primariamente de compressão, e a estabilidade é garantida pela coluna posterior intacta.
- BA ressonância magnética é um exame opcional e de pouca utilidade na avaliação dessas fraturas, uma vez que a tomografia computadorizada com reconstrução sagital e coronal já fornece todas as informações necessárias sobre as estruturas ósseas e o canal vertebral.
- CAs fraturas do tipo A4 (explosão completa) são, por definição, estáveis, pois envolvem apenas a coluna anterior de Denis, e o tratamento de escolha é sempre conservador com colete tóraco-lombo-sacro (TLSO) por 3 meses, independentemente dos parâmetros radiográficos.
- DO tratamento cirúrgico para uma fratura A4 em um paciente intacto deve ser sempre a artrodese circunferencial (abordagem anterior e posterior combinada) para garantir a descompressão completa do canal e a máxima estabilidade, prevenindo a cifose tardia.
- EA presença de mais de 50% de perda de altura do corpo vertebral, mais de 20 graus de cifose segmentar e mais de 50% de comprometimento do canal vertebral por retropulsão do fragmento posterior são indicadores clássicos de instabilidade e geralmente indicam a necessidade de tratamento cirúrgico, mesmo em pacientes neurologicamente intactos.