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Questão de Radiologia — Patologia, Diagnóstico e Tratamento Radioterápico — IDCAP 2025

RadiologiaPatologia, Diagnóstico e Tratamento Radioterápico
Código
qg517765
Banca
IDCAP
Órgão
HEMOBA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Área de Atuação: Radiologia
Um paciente de 72 anos, vítima de um acidente automobilístico de alta energia, dá entrada no pronto-socorro politraumatizado, hemodinamicamente instável e com rebaixamento do nível de consciência (Escala de Coma de Glasgow = 7). Após estabilização inicial, a equipe médica solicita uma avaliação por imagem de corpo inteiro ("pan-scan"). A tomografia computadorizada é o método de escolha devido à sua rapidez e capacidade de avaliar múltiplas regiões simultaneamente. Para otimizar a aquisição das imagens e o manejo do contraste, o radiologista deve selecionar parâmetros técnicos específicos que equilibrem qualidade diagnóstica, tempo de exame e dose de radiação. Considerando o cenário de urgência e a necessidade de um diagnóstico rápido e abrangente, qual dos seguintes ajustes de protocolo representa a melhor abordagem técnica?
  1. ARealizar aquisições sequenciais (axiais) separadas para cada segmento (crânio, tórax, abdome), utilizando um pitch baixo ( < 1,0) para maximizar a resolução espacial, e administrar múltiplos bolus de contraste menores para cada fase de aquisição, a fim de evitar a sobrecarga de contraste em um paciente potencialmente chocado.
  2. BUtilizar um protocolo de aquisição helicoidal de múltiplos detectores (MDCT) com pitch elevado ( > 1,5), reconstruções com espessura de corte fina (e.g., 1,25 mm) e sobreposição de cortes, empregando uma única injeção de contraste iodado em bolus com rastreamento automático do pico de realce arterial (bolus tracking) na aorta, seguido por uma fase venosa portal tardia para avaliação de todo o tórax, abdome e pelve.
  3. CProgramar o exame em duas etapas: primeiro uma tomografia de crânio e coluna cervical sem contraste, e, após a avaliação inicial dessas imagens, proceder com uma segunda aquisição para tórax, abdome e pelve com contraste, utilizando uma fase de equilíbrio (nefrográfica) para melhor caracterização de possíveis lacerações de órgãos sólidos como fígado e baço.
  4. DAumentar a quilovoltagem (kVp) para 140 kVp e a miliamperagem-segundo (mAs) significativamente para penetrar adequadamente todas as regiões do corpo e reduzir o ruído, optando por uma única fase de aquisição sem contraste para evitar os riscos associados à instabilidade hemodinâmica e à possível lesão renal aguda.
  5. EEmpregar a técnica de Tomografia Computadorizada de Dupla Energia (DECT) no modo de aquisição de corpo inteiro, priorizando a criação de mapas de iodo e imagens virtuais sem contraste para identificar sangramentos ativos, e realizar reconstruções multiplanares (MPR) com espessura de 5 mm para uma avaliação mais rápida pelo médico emergencista.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Utilizar um protocolo de aquisição helicoidal de múltiplos detectores (MDCT) com pitch elevado ( > 1,5), reconstruções com espessura de corte fina (e.g., 1,25 mm) e sobreposição de cortes, empregando uma única injeção de contraste iodado em bolus com rastreamento automático do pico de realce arterial (bolus tracking) na aorta, seguido por uma fase venosa portal tardia para avaliação de todo o tórax, abdome e pelve.

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