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Questão de Odontologia — Anestesiologia em Odontologia — IDCAP 2025

OdontologiaAnestesiologia em Odontologia
Código
qg517852
Banca
IDCAP
Órgão
HEMOBA
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Odontólogo - Área de Atuação: Odontologia
Um paciente de 45 anos, ASA II, com hipertensão arterial controlada com losartana potássica, necessita de tratamento endodôntico no dente 36. O profissional planeja realizar o bloqueio do nervo alveolar inferior para o procedimento. Considerando a necessidade de um anestésico de longa duração para conforto pós-operatório e a condição sistêmica do paciente, o profissional hesita entre o uso de prilocaína com felipressina e bupivacaína com epinefrina. Analisando os aspectos farmacológicos e técnicos envolvidos, assinale a alternativa correta que orienta a escolha do anestésico local e a técnica para este caso específico.
  1. AA prilocaína a 3% com felipressina 0,03 UI/mL é a opção mais segura, pois a felipressina, um análogo sintético da vasopressina, não possui ação sobre os receptores adrenérgicos cardíacos, sendo o vasoconstritor de eleição para todos os pacientes cardiopatas, independentemente do grau de controle da doença.
  2. BDeve-se optar pela técnica de Gow-Gates, que visa o tronco do nervo mandibular em uma posição mais alta, próximo ao forame oval, utilizando como referência a ponta da cúspide mesiopalatina do segundo molar superior e a comissura labial do lado oposto. Esta técnica, no entanto, é contraindicada para pacientes hipertensos.
  3. CA bupivacaína a 0,5% com epinefrina 1:200.000 é a escolha mais adequada, pois oferece uma anestesia pulpar de longa duração (superior a 90 minutos) e analgesia pós-operatória prolongada. A dose máxima recomendada de epinefrina para este paciente cardiopata controlado é de 0,04 mg por consulta, o que corresponde a 4,4 tubetes desta solução.
  4. DA articaína a 4% com epinefrina 1:100.000, administrada por infiltração na região vestibular e lingual do dente 36, é a técnica de escolha, pois sua alta capacidade de difusão óssea na mandíbula posterior elimina a necessidade do bloqueio do nervo alveolar inferior, reduzindo o risco de complicações sistêmicas.
  5. EA lidocaína a 2% com epinefrina 1:100.000 deve ser a primeira escolha, e a técnica de bloqueio do nervo alveolar inferior deve ser realizada com a agulha inserida paralelamente ao plano oclusal dos molares inferiores, a uma altura de 6 a 10 mm acima deste, até tocar o osso na face medial do ramo da mandíbula, na região da língula.
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GabaritoC — A bupivacaína a 0,5% com epinefrina 1:200.000 é a escolha mais adequada, pois oferece uma anestesia pulpar de longa duração (superior a 90 minutos) e analgesia pós-operatória prolongada. A dose máxima recomendada de epinefrina para este paciente cardiopata controlado é de 0,04 mg por consulta, o que corresponde a 4,4 tubetes desta solução.

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