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Questão de Auditoria — Auditoria Independente (Externa) — IMPARH 2025

AuditoriaAuditoria Independente (Externa)
Código
qg536014
Banca
IMPARH
Órgão
CGM de Fortaleza - CE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Auditor de Controle Interno - Área 1 (Ciências Contábeis)
Analise as situações hipotéticas a seguir de acordo com a NBC TA 200 (R1 - Objetivos gerais do auditor independente e a condução da auditoria em conformidade com normas de auditoria).I. A entidade que reporta possui operações internacionais em países com legislações e regulamentações contábeis distintas, o que aumenta a complexidade das demonstrações contábeis.II. Os procedimentos de controle interno da entidade para aprovações de transações financeiras são inconsistentes e falham em detectar erros em pagamentos elevados.III. A entidade está em um setor de tecnologia caracterizado por rápidas mudanças e inovações constantes, o que aumenta significativamente o risco de obsolescência dos seus inventários e, por consequência, a probabilidade de distorções em seu valor contábil.IV. Durante a auditoria, o auditor opta por realizar uma análise de dados automatizada para identificar anomalias nas transações financeiras, mas alguns resultados não foram revisados detalhadamente.Os tipos de risco de auditoria a que se refere cada uma das quatro situações são, respectivamente:
  1. Arisco de controle; risco inerente; risco inerente; risco de detecção.
  2. Brisco de detecção; risco de controle; risco de detecção; risco de controle.
  3. Crisco inerente; risco de controle; risco inerente; risco de detecção.
  4. Drisco de controle; risco de detecção; risco inerente; risco de detecção.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — risco inerente; risco de controle; risco inerente; risco de detecção.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Risco de auditoria na NBC TA 200: classificação das situações

Gabarito: letra C. As quatro situações hipotéticas correspondem, respectivamente, a risco inerente (I e III), risco de controle (II) e risco de detecção (IV), conforme os conceitos estabelecidos na NBC TA 200 (Objetivos Gerais do Auditor Independente).

A questão testa a capacidade de distinguir os três componentes do risco de auditoria. O risco inerente está associado às características da entidade e do ambiente que tornam as demonstrações contábeis mais suscetíveis a distorções relevantes, independentemente dos controles internos. O risco de controle decorre de falhas nos controles internos da entidade. O risco de detecção é o risco de que os procedimentos executados pelo auditor não detectem uma distorção relevante.

Situação

Classificação do Risco

Fundamento

I. Operações internacionais com legislações contábeis distintas

Risco inerente

Característica do negócio que aumenta a complexidade e a suscetibilidade a distorções, independentemente dos controles internos

II. Procedimentos de controle interno inconsistentes para aprovações financeiras

Risco de controle

Deficiência nos controles internos da entidade que falham em detectar erros

III. Setor de tecnologia com rápidas mudanças e risco de obsolescência de inventários

Risco inerente

Característica do ambiente de negócios que torna as demonstrações mais propensas a distorções no valor contábil

IV. Auditor opta por análise automatizada sem revisão detalhada de alguns resultados

Risco de detecção

Limitação nos procedimentos de auditoria que pode impedir a detecção de distorções relevantes

Item I — ✅ Risco inerente

A existência de operações internacionais com legislações contábeis distintas aumenta a complexidade das demonstrações. Trata-se de uma característica do negócio que eleva a probabilidade de distorção, independentemente dos controles internos.

Item II — ✅ Risco de controle

A inconsistência e falha nos procedimentos de aprovação de transações financeiras configuram deficiência no controle interno da entidade, o que caracteriza risco de controle.

Item III — ✅ Risco inerente

O setor de tecnologia com rápidas mudanças e risco de obsolescência de inventários é uma característica inerente ao ambiente de negócios, tornando as demonstrações mais propensas a distorções no valor contábil dos estoques.

Item IV — ✅ Risco de detecção

A opção do auditor por análise automatizada sem revisão detalhada de alguns resultados representa limitação nos procedimentos de auditoria, ou seja, risco de que o auditor não detecte distorções relevantes.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Apresenta risco de controle para a situação I, que é de risco inerente. A complexidade das operações internacionais não decorre de falha de controle interno, mas da natureza do negócio.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Inverte os riscos: classifica I e III como risco de detecção (quando são inerentes) e IV como risco de controle (quando é detecção). Erro completo.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Sequência exata: risco inerente (I), risco de controle (II), risco inerente (III), risco de detecção (IV).

Alternativa D — ❌ Incorreta

Troca a situação II (risco de controle) por risco de detecção e a situação IV (risco de detecção) por risco de controle. A falha nos controles internos é risco de controle, não de detecção.

NÃO CAIA NESSA!

Para não confundir, lembre-se: risco inerente = natureza da entidade/setor/operação; risco de controle = deficiência nos controles internos; risco de detecção = limitação dos procedimentos do auditor. Associe cada situação ao fator gerador: se nasce da entidade → inerente; se nasce de falha do controle interno → controle; se nasce da atuação do auditor → detecção.

Gabarito: letra C.

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