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Questão de Direito do Consumidor — Proteção Contratual do Consumidor — IMPARH 2025

Direito do ConsumidorProteção Contratual do Consumidor
Código
qg536078
Banca
IMPARH
Órgão
CGM de Fortaleza - CE
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Auditor de Controle Interno - Área 3 (Direito)
Em um contrato de compra e venda de imóvel mediante pagamento em prestações, foi estabelecida cláusula de perda total das prestações pagas em favor do vendedor no caso de, em razão do inadimplemento do comprador, o vendedor pleitear a resolução do contrato e a retomada do produto negociado. Considerando-se essa situação hipotética e as disposições do Código de Defesa do Consumidor (CDC), é correto afirmar que a referida cláusula:
  1. Aé válida, plena e eficaz.
  2. Bpor ser abusiva, é nula de pleno direito.
  3. Cé meramente anulável.
  4. Dpode ser livremente estabelecida, por força da tônica da autonomia da vontade.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — por ser abusiva, é nula de pleno direito.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Direito do Consumidor — Cláusulas Abusivas

Gabarito: letra B. A cláusula que prevê a perda total das prestações pagas em favor do vendedor, na hipótese de inadimplemento do comprador e resolução do contrato, é considerada abusiva e nula de pleno direito. É o que determina o art. 53 do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990), que expressamente proíbe essa prática em contratos de compra e venda de móveis ou imóveis mediante pagamento em prestações.

Art. 53CDC

Art. 53 — Nos contratos de compra e venda de móveis ou imóveis mediante pagamento em prestações, bem como nas alienações fiduciárias em garantia, consideram-se nulas de pleno direito as cláusulas que estabeleçam a perda total das prestações pagas em benefício do credor que, em razão do inadimplemento, pleitear a resolução do contrato e a retomada do produto alienado.

A questão descreve exatamente essa situação: contrato de compra e venda de imóvel com pagamento parcelado, cláusula de perda total das prestações pagas caso o vendedor resolva o contrato por inadimplemento do comprador. Logo, tal cláusula é abusiva e nula de pleno direito.


Cláusula Contratual

Natureza Jurídica

Fundamento Legal

Consequência

Perda total das prestações pagas em favor do vendedor (inadimplemento do comprador)

Abusiva

Art. 53 do CDC

Nula de pleno direito (nulidade absoluta)

Cláusula válida, plena e eficaz

Válida

Autonomia da vontade (sem restrição)

Eficaz (alternativa A)

Cláusula meramente anulável

Anulável

Vício do negócio jurídico

Depende de ação para desconstituir (alternativa C)

Cláusula livremente estabelecida

Lícita

Autonomia da vontade (sem limites)

Eficaz (alternativa D)

1Natureza
Abusiva
Nula de pleno direito
2Fundamento
Art. 53 do CDC
Súmula 543 do STJ
3Efeitos
Nulidade absoluta (não anulável)
Restituição das parcelas pagas
Cláusula de perda total das prestações
LEVELsoulevel.com.br
Cláusula de perda total das prestações: Natureza (Abusiva, Nula de pleno direito); Fundamento (Art. 53 do CDC, Súmula 543 do STJ); Efeitos (Nulidade absoluta (não anulável), Restituição das parcelas pagas)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a cláusula é válida, plena e eficaz. Contraria frontalmente o art. 53 do CDC, que a considera nula de pleno direito. A proteção do consumidor prevalece sobre a autonomia da vontade nesse caso.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A cláusula é abusiva e, por força do art. 53 do CDC, nula de pleno direito. A nulidade é absoluta, não admitindo convalidação. O entendimento é reforçado pela Súmula 543 do STJ, que determina a imediata restituição das parcelas pagas (integral ou parcialmente, conforme a culpa) em contratos submetidos ao CDC.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Diz que a cláusula é meramente anulável. O CDC é claro: a nulidade é de pleno direito (nulidade absoluta), e não anulabilidade. A anulabilidade dependeria de ação do interessado, enquanto a nulidade opera de imediato, podendo ser reconhecida de ofício.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que a cláusula pode ser livremente estabelecida por autonomia da vontade. Essa alegação ignora o caráter protetivo do CDC, que limita a liberdade contratual para evitar abusos contra o consumidor. O art. 53 veda expressamente a perda total, independentemente da vontade das partes.


NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre nulidade absoluta (nula de pleno direito) e anulabilidade. No CDC, cláusulas abusivas são nulas de pleno direito, não simplesmente anuláveis. O termo "nula de pleno direito" aparece no caput do art. 53 e também no art. 51, XV. Fique atento: em direito do consumidor, nulidade é a regra para cláusulas abusivas.

Gabarito: letra B.

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