Questão de Raciocínio Lógico — Equivalência Lógica e Negação de Proposições — IMPARH 2025
- Código
- qg536419
- Banca
- IMPARH
- Órgão
- CGM de Fortaleza - CE
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- AR ∧¬ Q ∧ P.
- BR ∨ ¬Q ∧¬ P.
- C¬R ∨ Q ∨¬ P.
- DR ∨¬Q ∨¬ P.
GabaritoD — R ∨¬Q ∨¬ P.
Gabarito: letra D. A sentença original equivale a (R \lor \neg Q \lor \neg P). Isto é obtido traduzindo "a menos que" como uma condicional e aplicando a equivalência (p \to q \equiv \neg p \lor q).
A sentença: "Você não pode andar nesta montanha-russa se tiver menos de 1,40m de altura, a menos que tenha mais de 16 anos de idade" pode ser reescrita como:
Se você tem menos de 1,40m e não tem mais de 16 anos, então você não pode andar.
Em símbolos: ((Q \land \neg R) \to \neg P).
Aplicando a equivalência da condicional ((p \to q \equiv \neg p \lor q)):
[ (Q \land \neg R) \to \neg P \equiv \neg(Q \land \neg R) \lor \neg P ]
Por De Morgan, (\neg(Q \land \neg R) \equiv \neg Q \lor \neg\neg R = \neg Q \lor R). Logo:
[ (\neg Q \lor R) \lor \neg P = \neg Q \lor R \lor \neg P ]
Que é exatamente a alternativa D (a ordem dos termos não altera a disjunção).
A expressão "a menos que" (unless) é frequentemente confundida com "se" ou "somente se". Lembre-se: "A a menos que B" equivale a "se não B, então A" ou "B ou A". A banca explora essa confusão nos distratores.
Caso | Atribuição (Q, R, P) | Resultado |
|---|---|---|
1 | Q=V, R=V, P=V | (Q ∧ ¬R) → ¬P = (V ∧ F) → F = F → F = V; ¬Q ∨ R ∨ ¬P = F ∨ V ∨ F = V |
2 | Q=V, R=V, P=F | (Q ∧ ¬R) → ¬P = (V ∧ F) → V = F → V = V; ¬Q ∨ R ∨ ¬P = F ∨ V ∨ V = V |
3 | Q=V, R=F, P=V | (Q ∧ ¬R) → ¬P = (V ∧ V) → F = V → F = F; ¬Q ∨ R ∨ ¬P = F ∨ F ∨ F = F |
4 | Q=V, R=F, P=F | (Q ∧ ¬R) → ¬P = (V ∧ V) → V = V → V = V; ¬Q ∨ R ∨ ¬P = F ∨ F ∨ V = V |
5 | Q=F, R=V, P=V | (Q ∧ ¬R) → ¬P = (F ∧ F) → F = F → F = V; ¬Q ∨ R ∨ ¬P = V ∨ V ∨ F = V |
6 | Q=F, R=V, P=F | (Q ∧ ¬R) → ¬P = (F ∧ F) → V = F → V = V; ¬Q ∨ R ∨ ¬P = V ∨ V ∨ V = V |
7 | Q=F, R=F, P=V | (Q ∧ ¬R) → ¬P = (F ∧ V) → F = F → F = V; ¬Q ∨ R ∨ ¬P = V ∨ F ∨ F = V |
8 | Q=F, R=F, P=F | (Q ∧ ¬R) → ¬P = (F ∧ V) → V = F → V = V; ¬Q ∨ R ∨ ¬P = V ∨ F ∨ V = V |
[R \land \neg Q \land P] Esta é uma conjunção, não uma disjunção. A sentença original é uma condicional (ou disjunção), não uma afirmação simultânea de todas as condições. Além disso, (P) aparece afirmado, quando deveria ser negado.
[R \lor (\neg Q \land \neg P)] Apesar de ter uma disjunção, a conjunção (\neg Q \land \neg P) está dentro de um dos termos. A forma correta é uma disjunção de três termos simples ((\neg Q), (R), (\neg P)), sem agrupamento. Além disso, se expandirmos, (R \lor (\neg Q \land \neg P)) equivale a ((R \lor \neg Q) \land (R \lor \neg P)), que é diferente de (\neg Q \lor R \lor \neg P).
[\neg R \lor Q \lor \neg P] Esta disjunção corresponde a ((\neg R \lor Q) \lor \neg P), que equivale a ((R \to Q) \lor \neg P). Isso não é equivalente à sentença original. A condicional correta deveria ter (\neg R) dentro de uma conjunção, não isolado.
[R \lor \neg Q \lor \neg P] Como demonstrado, essa disjunção é logicamente equivalente à sentença dada: ((Q \land \neg R) \to \neg P).
Gabarito: letra D — (R \lor \neg Q \lor \neg P).
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