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Questão de Português — Funções morfossintáticas da palavra QUE — INSTITUTO AOCP 2025

PortuguêsFunções morfossintáticas da palavra QUE
Código
qg538815
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
CODERN
Ano
2025
Nível
Médio
Cargo
Assistente Técnico Administrativo - Técnico Administrativo

Mudanças climáticas já afetam portos brasileiros, aponta estudo 


O setor portuário precisará se tornar mais resiliente para evitar uma série de prejuízos aos usuários e para a economia no futuro, diz estudo

Amanda Pupo, do Estadão Conteúdo


    Preocupação crescente no mundo, os efeitos das mudanças climáticas já podem ser percebidos no setor portuário brasileiro, que precisará se tornar mais resiliente para evitar uma série de prejuízos aos usuários e para a economia no futuro.

     A conclusão é de um estudo da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e da agência de fomento alemã GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit), que mapeou as principais ameaças climáticas e os impactos da mudança do clima em 21 portos públicos brasileiros.

     Com o resultado, a agência pretende subsidiar a construção de políticas públicas, além de construir uma regulação que incentive a adaptação dessas infraestruturas. […] 


Maior risco


    Entender e preparar os espaços para as mudanças climáticas são medidas cruciais para o setor portuário, principalmente em razão da relevância desse mercado para a economia brasileira e global.

    Segundo a Antaq, os portos são responsáveis por movimentar uma média anual de R$ 293 bilhões, representando 14,2% do PIB nacional. Além disso, 95% do comércio exterior do Brasil, em peso, passa pela infraestrutura portuária.

     “A mudança do clima já está acontecendo, mas não estamos expostos a ela indefesos, a adaptação pode ser uma chance de tornar as nossas cidades e portos mais agradáveis”, afirmou Friederike Sabiel, representando a embaixada alemã no evento de lançamento do estudo.

    Por estarem localizadas em zonas costeiras, as instalações portuárias são afetadas direta ou indiretamente por eventos extremos, como tempestades, aumento do nível médio do mar e inundações, por exemplo, além dos vendavais.

    “A intensificação desses eventos devido às alterações do clima causará impactos e perdas econômicas significativas ao setor, influenciando a economia regional e o funcionamento das cadeias de abastecimento global”, aponta a Antaq. “Espera-se que o levantamento possa ser o ponto de partida para a melhoria regulatória do setor”, afirmou o diretor-geral da Antaq, Eduardo Nery.


Nível do mar


    Para o levantamento, além dos vendavais, os técnicos estudaram a vulnerabilidade dos portos para tempestades e o aumento do nível do mar.

    No caso das tempestades, atualmente dez portos apresentam um risco climático considerado alto ou muito alto, situação que pode gerar alagamentos nas áreas portuárias, deslizamentos e paralisação nas operações. […]

    O estudo apurou que poucos portos implementam medidas de adaptação. Entre as mais comuns, estão a implantação de monitoramento meteorológico, a abordagem da mudança do clima no plano estratégico e a realização de reuniões para debater as adaptações.


Adaptado de: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/mudancasclimaticas-ja-afetam-portos-brasileiros-aponta-estudo/

Assinale a alternativa cujo termo em destaque exerça a mesma função que o destacado em: “‘Espera-se que o levantamento possa ser o ponto de partida para a melhoria regulatória do setor’”.
  1. A“[…] situação que pode gerar alagamentos nas áreas portuárias […]”
  2. B“Setor portuário precisará se tornar mais resiliente para evitar uma série de prejuízos aos usuários e para a economia no futuro […]”
  3. C“O estudo apurou que poucos portos implementam medidas de adaptação.”.
  4. D“A conclusão é de um estudo da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e da agência de fomento alemã GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit), que mapeou as principais ameaças climáticas […]”
  5. E“[…] a agência pretende subsidiar a construção de políticas públicas, além de construir uma regulação que incentive a adaptação dessas infraestruturas. […]”.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — “O estudo apurou que poucos portos implementam medidas de adaptação.”.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Função sintática do "que": conjunção integrante × pronome relativo

Gabarito: letra C. O "que" destacado em "Espera-se que o levantamento possa ser o ponto de partida" é conjunção integrante, pois introduz uma oração subordinada substantiva que exerce a função de objeto direto do verbo "espera" (na voz passiva sintética, "Espera-se" = "espera-se isso"). A única alternativa que repete exatamente essa função é a C: "O estudo apurou que poucos portos implementam medidas de adaptação" — aqui o "que" também é conjunção integrante, introduzindo o objeto direto de "apurou". As demais alternativas trazem "que" como pronome relativo (retomando um antecedente e introduzindo oração adjetiva).

O comando

A questão pede que você identifique a alternativa em que o termo destacado exerça a mesma função que o "que" do trecho dado. Isso é uma questão de morfossintaxe: você precisa reconhecer a classe e a função do "que" no contexto. Não se trata de interpretação de texto, mas de análise gramatical aplicada ao texto. O comando "mesma função" exige que você compare a função sintática do "que" em cada ocorrência.

O texto e a função do "que" no trecho-base

No trecho "Espera-se que o levantamento possa ser o ponto de partida", o "que" é uma conjunção subordinativa integrante. Ele liga o verbo "espera" (na forma "Espera-se") à oração "o levantamento possa ser o ponto de partida", que funciona como objeto direto desse verbo. Para confirmar, use o macete: troque a oração iniciada por "que" por "isso". Fica: "Espera-se isso". Perfeito: "isso" é o objeto direto. Portanto, o "que" é conjunção integrante e a oração é subordinada substantiva objetiva direta.

A técnica: conjunção integrante × pronome relativo

A distinção central é:

  • Conjunção integrante: introduz uma oração que exerce função de termo da oração principal (sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo, complemento nominal ou aposto). Não retoma nenhum termo anterior. Pode ser trocada por "isso".

  • Pronome relativo: retoma um termo anterior (o antecedente) e introduz uma oração subordinada adjetiva. Pode ser trocado por "o qual", "a qual", "os quais", "as quais".

No trecho-base, o "que" não retoma nada; ele apenas conecta a oração principal à subordinada substantiva. Logo, é conjunção integrante.

Análise das alternativas

Ocorrência

Classe/Função do "que"

Justificativa

Trecho-base: "Espera-se que o levantamento possa..."

Conjunção integrante

Introduz oração subordinada substantiva objetiva direta (troca por "isso": espera-se isso)

Alternativa A: "situação que pode gerar..."

Pronome relativo

Retoma "situação" (equivale a "a qual")

Alternativa B: (sem termo destacado)

Não apresenta o termo pedido

Alternativa C: "apurou que poucos portos..."

Conjunção integrante

Introduz oração subordinada substantiva objetiva direta (troca por "isso": apurou isso) — GABARITO

Alternativa D: "estudo... que mapeou..."

Pronome relativo

Retoma "estudo" (equivale a "o qual")

Alternativa E: "regulação que incentive..."

Pronome relativo

Retoma "regulação" (equivale a "a qual")

"Que" (morfossintaxe)
  • 1Conjunção integrante
    • Introduz oração substantiva
    • Troca por "isso"
    • Ex.: "apurou que..." (objeto direto)
  • 2Pronome relativo
    • Retoma antecedente
    • Troca por "o qual"
    • Ex.: "situação que..." (oração adjetiva)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

"situação que pode gerar alagamentos nas áreas portuárias"

Aqui o "que" é pronome relativo: retoma "situação" e introduz a oração adjetiva "que pode gerar alagamentos". Equivale a "situação a qual pode gerar alagamentos". Não é conjunção integrante. Erro: troca de conceito (confunde pronome relativo com conjunção integrante).

Alternativa B — ❌ Incorreta

"Setor portuário precisará se tornar mais resiliente para evitar uma série de prejuízos aos usuários e para a economia no futuro"

Nesta alternativa não há termo destacado — o enunciado pede o termo em destaque, e aqui não há nenhum "que" sublinhado. Portanto, não se aplica. Erro: foge ao escopo (não apresenta o termo pedido).

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"O estudo apurou que poucos portos implementam medidas de adaptação."

O "que" é conjunção integrante: introduz a oração "poucos portos implementam medidas de adaptação", que funciona como objeto direto de "apurou". Troque por "isso": "O estudo apurou isso". Exatamente a mesma função do trecho-base. Correta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"A conclusão é de um estudo da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e da agência de fomento alemã GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit), que mapeou as principais ameaças climáticas"

O "que" é pronome relativo: retoma "estudo" (ou "GIZ") e introduz a oração adjetiva "que mapeou as principais ameaças". Equivale a "estudo o qual mapeou". Não é conjunção integrante. Erro: troca de conceito.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"a agência pretende subsidiar a construção de políticas públicas, além de construir uma regulação que incentive a adaptação dessas infraestruturas"

O "que" é pronome relativo: retoma "regulação" e introduz a oração adjetiva "que incentive a adaptação". Equivale a "regulação a qual incentive". Não é conjunção integrante. Erro: troca de conceito.

Conclusão

A única alternativa em que o "que" exerce a mesma função do trecho-base (conjunção integrante, introduzindo oração subordinada substantiva objetiva direta) é a letra C. As demais usam "que" como pronome relativo (ou não apresentam o termo).

PEGA ESSA DICA!

Ao identificar a função do "que", pergunte: ele retoma um termo anterior? Se sim, é pronome relativo. Se não, tente trocar por "isso" — se funcionar, é conjunção integrante.

Gabarito: letra C

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