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Questão de Português — Interpretação de Textos — INSTITUTO AOCP 2025

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
qg538917
Banca
INSTITUTO AOCP
Órgão
IDEMA-RN
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista Ambiental - Agronomia

Tecnologia inspirada no cérebro pode acelerar diagnóstico de doenças raras

Por CNN Brasil


Sistema inovador cruza dados médicos e genéticos, identifica padrões ocultos e pode reduzir o tempo de espera para conclusão do quadro


    Identificar doenças raras no Brasil e no mundo ainda é um desafio para médicos e uma angústia constante para milhares de famílias. Muitas dessas condições são genéticas, complexas e pouco conhecidas, o que dificulta o diagnóstico correto e pode levar anos de incerteza. No entanto, uma tecnologia inovadora, inspirada no funcionamento do cérebro humano, começa a mudar esse cenário e promete acelerar o processo diagnóstico: trata-se dos bancos de dados em grafos.

[...]


    São consideradas doenças raras um grupo de 6 mil a 8 mil condições que afetam até 65 pessoas em cada 100 mil indivíduos. Mais de 13 milhões de pessoas convivem com uma dessas condições no Brasil, segundo o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania. No mundo, estima-se que pelo menos 300 milhões tenham algum tipo de enfermidade do tipo. Apesar do número expressivo, o caminho até um diagnóstico correto costuma ser lento, confuso e exaustivo. Atualmente, ele é feito por meio de uma combinação de avaliação clínica, exames complementares (imagem e bioquímicos) e testes genéticos. “Muitas das síndromes raras apresentam sintomas variados e que se sobrepõem com o quadro clínico de doenças comuns, tornando o diagnóstico clínico ainda mais difícil”, explica Vanessa Montaleone, geneticista do Núcleo de Genética do Hospital Sírio-Libanês.

    No Brasil, os desafios se tornam ainda maiores pelas complexidades intrínsecas ao país. Antoine Daher, presidente da Casa Hunter e da Federação Brasileira das Associações de Doenças Raras (Febrararas), destaca as principais dificuldades enfrentadas pelas famílias: demora no diagnóstico (em média, leva de 5 a 7 anos até se chegar a um diagnóstico correto); desinformação e falta de conhecimento adequado sobre o tema (inclusive pelos profissionais de saúde responsáveis pelo caso); custo elevado de exames genéticos, consultas especializadas e terapias de suporte; acesso desigual aos serviços de saúde para as famílias que dependem exclusivamente do SUS.

[...]


    Desenvolvida há quase 20 anos pela startup Neo4j, a tecnologia de banco de dados em grafos tem como objetivo identificar e armazenar a relação entre dados – e não apenas os dados em si. “A intenção é apresentar uma conexão visual dessas relações, que funcionam como as ligações promovidas pelas sinapses do cérebro. Assim, é possível descobrir padrões ocultos e obter insights altamente conectados em tempo real”, diz o VP Latam Paulo Farias da Neo4j. Diferentemente dos bancos tradicionais, que dependem de tabelas ou esquemas fixos, os bancos em grafos utilizam nós e conexões para representar, conectar e fornecer contexto às informações de maneira mais intuitiva e flexível. “Sendo até 1.000 vezes mais rápido e consumindo menos recursos de nuvem”, expõe Farias.


    No contexto das doenças raras, a tecnologia se torna uma solução que permite a pesquisadores e médicos conectar sintomas, variantes genéticas, publicações científicas e históricos clínicos em uma rede dinâmica e consultável. Isso contribui para a formulação de diagnósticos mais precisos e em menor tempo. “Levando em consideração os mais de 3 bilhões de DNA presentes no corpo humano, analisar e mapear a relação de cada um com diagnósticos, exames e medicamentos seria humanamente impossível. Sem falar nas mais de 6 mil a 8 mil doenças raras catalogadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS)”, analisa Farias. O recurso tem sido utilizado no Hospital Infantil Dr. von Hauner, na Alemanha. Para isso, foi criado o Grafo de Conhecimento Clínico (CKG), que combina tecnologia de grafos, inteligência artificial (IA) e aprendizado de máquina (ML), contendo dados de 2.500 pacientes pediátricos do país (até o momento). 

[...]


Adaptado de: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/tecnologiainspirada-no-cerebro-pode-acelerar-diagnostico-de-doencas-raras/. Acesso em: 10 jun. 2025. 

Em “Muitas dessas condições são genéticas, complexas e pouco conhecidas [...]”, as expressões destacadas podem ser substituídas – sem alteração semântica e de forma correta –, respectivamente, por
  1. Acongênitas / reconhecidas.
  2. Bbiológicas / ignoradas.
  3. Cfisiológicas / rejeitadas.
  4. Dgenotípicas / subexploradas.
  5. Ecromossômicas / negligenciadas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — genotípicas / subexploradas.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Substituição de palavras sem alteração de sentido

Gabarito: letra D. A alternativa D é a correta porque "genotípicas" e "subexploradas" são os únicos sinônimos que preservam o sentido de "genéticas" e "pouco conhecidas" no contexto do texto. A passagem que ancora a resposta é:

"Muitas dessas condições são genéticas, complexas e pouco conhecidas [...]"

Aqui, "genéticas" refere-se à origem no genótipo (constituição genética), e "pouco conhecidas" indica que essas doenças são pouco estudadas/exploradas. "Genotípicas" e "subexploradas" mantêm exatamente esses sentidos, sem acrescentar ou restringir informação.

O comando

O enunciado pede uma substituição sem alteração semântica — ou seja, você deve encontrar sinônimos que, no contexto, tenham o mesmo valor das palavras originais. Isso é uma questão de sinonímia contextual: não basta que a palavra seja sinônima em sentido geral; ela precisa caber no sentido específico que o texto lhe dá. A banca testa se você percebe as nuances de cada palavra.

O texto

O trecho em questão está no primeiro parágrafo, que apresenta o desafio do diagnóstico de doenças raras. O autor afirma que muitas dessas condições são "genéticas, complexas e pouco conhecidas". O sentido de "genéticas" é de que têm origem no genótipo (material genético), e "pouco conhecidas" indica que há pouco conhecimento/exploração sobre elas. A substituição deve preservar esses sentidos, sem introduzir ideias como "reconhecidas" (que implica validação) ou "ignoradas" (que implica desprezo).

A técnica

Para resolver, teste cada par de sinônimos perguntando: o sentido no contexto é preservado? Palavras como "congênitas" (presentes desde o nascimento) e "biológicas" (relativas à biologia) são mais amplas ou diferentes; "cromossômicas" (relativas a cromossomos) é mais específica. Já "genotípicas" é um sinônimo preciso de "genéticas" (relativo ao genótipo), e "subexploradas" significa "pouco exploradas", exatamente o sentido de "pouco conhecidas".

Análise das alternativas

Alternativa A — ❌ Incorreta

congênitas / reconhecidas — "Congênitas" significa "presente desde o nascimento", o que não é exatamente o mesmo que "genéticas" (embora muitas doenças genéticas sejam congênitas, o texto não afirma isso). "Reconhecidas" é o oposto de "pouco conhecidas": reconhecida é algo que já é conhecido/validado. Erro: troca de conceito — altera o sentido.

Alternativa B — ❌ Incorreta

biológicas / ignoradas — "Biológicas" é um termo mais amplo que "genéticas" (tudo que é genético é biológico, mas nem tudo que é biológico é genético). "Ignoradas" tem conotação de desprezo ou falta de atenção, enquanto "pouco conhecidas" é neutro, indicando apenas falta de conhecimento. Erro: generalização e mudança de tom.

Alternativa C — ❌ Incorreta

fisiológicas / rejeitadas — "Fisiológicas" refere-se ao funcionamento do organismo, não à origem genética. "Rejeitadas" implica uma ação de rejeição, totalmente diferente de "pouco conhecidas". Erro: troca de conceito — foge completamente ao sentido.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

genotípicas / subexploradas — "Genotípicas" é sinônimo de "genéticas" (relativo ao genótipo), e "subexploradas" significa "pouco exploradas", que é exatamente o sentido de "pouco conhecidas". A substituição preserva o sentido sem alterações. Correta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

cromossômicas / negligenciadas — "Cromossômicas" é mais específico que "genéticas" (nem toda doença genética é cromossômica). "Negligenciadas" tem conotação de abandono ou falta de cuidado, diferente de "pouco conhecidas". Erro: restrição e mudança de tom.

NÃO CAIA NESSA!

A banca oferece sinônimos parciais que parecem corretos, mas alteram o sentido no contexto. "Congênitas", "biológicas", "cromossômicas" são variações do tema genético, mas não são equivalentes exatos. Fique atento ao significado preciso no contexto.

PEGA ESSA DICA!

Ao substituir palavras, pergunte-se: "essa palavra tem o mesmo sentido no contexto?" Se houver qualquer nuance diferente, a alternativa está errada. Palavras como "ignoradas" e "negligenciadas" têm conotação negativa que o texto não tem.

Conclusão: a única alternativa que preserva integralmente o sentido é a letra D, pois "genotípicas" e "subexploradas" são sinônimos exatos de "genéticas" e "pouco conhecidas" no contexto. As demais ou ampliam, restringem ou mudam o tom.

Gabarito: letra D

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