Questão de Português — Pontuação — INSTITUTO AOCP 2025
- Código
- qg539105
- Banca
- INSTITUTO AOCP
- Órgão
- IF-MS
- Ano
- 2025
- Nível
- Médio
- Cargo
- Assistente de Alunos
- Auma oração.
- Bum advérbio.
- Cum aposto.
- Dum vocativo.
- Euma interjeição.
GabaritoC — um aposto.
Gabarito: letra C. No trecho “[...] Barriga de Trigo (2011), de William Davis, e A Dieta da Mente (2013), de David Perlmutter, [...]”, as vírgulas isolam apostos explicativos — termos que acrescentam uma informação acessória sobre o livro citado, sem alterar a estrutura essencial da frase. A passagem que comprova é a própria construção: “Barriga de Trigo (2011), de William Davis” — o segmento “de William Davis” explica/especifica de quem é a obra, função típica do aposto.
A banca pergunta o que as vírgulas isolam — ou seja, qual é a função sintática do trecho destacado entre vírgulas. Isso é uma questão de análise sintática aplicada à pontuação: não basta saber que a vírgula separa algo; é preciso identificar que termo da oração está sendo isolado. O comando não pede interpretação de texto, mas o reconhecimento de uma estrutura gramatical específica dentro do período.
No período original, temos:
“O crescimento dessa tendência foi impulsionado por celebridades, influenciadores de saúde e livros como Barriga de Trigo (2011), de William Davis, e A Dieta da Mente (2013), de David Perlmutter, que associaram o consumo de glúten a diversos problemas de saúde.”
Observe a estrutura: o núcleo é “livros como Barriga de Trigo (2011) e A Dieta da Mente (2013)”. Os segmentos “de William Davis” e “de David Perlmutter” são acréscimos explicativos que detalham a autoria de cada livro. Eles não são essenciais para a compreensão da frase — se retirados, a oração continua íntegra: “livros como Barriga de Trigo (2011) e A Dieta da Mente (2013)”. Essa característica — explicar sem restringir — é a marca do aposto.
O aposto é um termo acessório da oração que se junta a um substantivo ou pronome para explicá-lo, especificá-lo ou resumi-lo. Ele vem sempre entre vírgulas, travessões ou parênteses, e pode ser retirado sem prejuízo sintático. Exemplo clássico: “Ares, o deus da guerra, inspirava os troianos” — “o deus da guerra” é aposto de “Ares”.
A confusão mais comum é com o vocativo, que é um chamamento ao interlocutor, como em “Felipe, seja mais gentil”. O vocativo não explica nada; ele invoca. No trecho da questão, “de William Davis” não chama ninguém — ele informa quem escreveu o livro. Portanto, é aposto, não vocativo.
Outra distinção importante: o aposto pode ser explicativo (quando acrescenta uma informação acessória, como aqui) ou especificativo (quando restringe, como em “o estado do Rio de Janeiro”). No caso, é explicativo, pois a autoria é um dado adicional, não uma restrição ao conjunto de livros.
Erro: troca de conceito. Uma oração é uma estrutura com verbo. No trecho “de William Davis”, não há verbo — é apenas um sintagma preposicional. Portanto, as vírgulas não isolam uma oração, mas um termo nominal. A banca tenta confundir quem não percebe a ausência de verbo.
Erro: troca de conceito. Um advérbio modifica verbo, adjetivo ou outro advérbio, indicando circunstância (tempo, modo, lugar etc.). “De William Davis” não modifica nada; ele explica o substantivo “Barriga de Trigo”. Não há valor adverbial no trecho.
Gabarito. As vírgulas isolam apostos explicativos. O trecho “de William Davis” explica de quem é a obra “Barriga de Trigo (2011)”, e “de David Perlmutter” faz o mesmo com “A Dieta da Mente (2013)”. São termos acessórios que acrescentam informação sem alterar a estrutura essencial da frase. A retirada deles mantém a oração íntegra, confirmando a função de aposto.
Erro: troca de conceito. O vocativo é um chamamento ao interlocutor, como em “Maria, venha cá”. No trecho, não há ninguém sendo invocado; há apenas uma informação sobre a autoria dos livros. O vocativo também costuma vir isolado por vírgulas, mas sua função é completamente diferente — e é justamente essa semelhança formal que a banca explora.
Erro: troca de conceito. Uma interjeição é uma palavra ou expressão que exprime emoção, como “Ah!”, “Uau!”, “Nossa!”. No trecho, não há nenhuma carga emocional — apenas uma informação objetiva. Interjeições também não se encaixam sintaticamente na oração, enquanto o aposto é um termo integrante da estrutura.
A regra de ouro para esta questão: pergunte-se se o trecho entre vírgulas pode ser retirado sem prejuízo sintático e se ele explica um termo anterior. Se sim, é aposto. Se chama alguém, é vocativo. Se tem verbo, é oração. Se modifica verbo, é advérbio. Se expressa emoção, é interjeição. Essa distinção resolve a questão em segundos.
Gabarito: letra C.
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