Questão de Português — Sintaxe — INSTITUTO AOCP 2025
- Código
- qg539111
- Banca
- INSTITUTO AOCP
- Órgão
- IF-MS
- Ano
- 2025
- Nível
- Médio
- Cargo
- Assistente de Alunos
- Afinalidade.
- Bcausa.
- Cconsequência.
- Dconcessão.
- Eexplicação.
GabaritoA — finalidade.
Gabarito: letra A. A oração destacada "para analisar as diferenças reais entre eles" indica finalidade, pois expressa o objetivo da ação de comparar. No trecho, o estudo compara os alimentos com o propósito de analisar as diferenças — relação clara de intenção, não de causa, consequência, concessão ou explicação.
A questão pede que se identifique a relação de sentido que a oração destacada estabelece com a oração principal. Isso é uma questão de sintaxe e semântica: não basta saber que "para" é uma preposição; é preciso reconhecer o valor semântico que ela imprime à oração que introduz. Em provas, esse tipo de questão testa a capacidade de distinguir finalidade de outras relações como causa, consequência, concessão e explicação.
O trecho analisado é o primeiro período do texto: "Um novo estudo comparou 39 alimentos com e sem glúten para analisar as diferenças reais entre eles." A oração principal é "Um novo estudo comparou 39 alimentos com e sem glúten"; a oração destacada é "para analisar as diferenças reais entre eles". A pergunta é: que relação essa oração tem com a principal? A resposta está na intenção do estudo: ele compara a fim de analisar. Não há relação de causa (o estudo não compara porque analisa), nem de consequência (analisar não é efeito de comparar), nem de concessão (não há quebra de expectativa), nem de explicação (não está justificando o que foi dito).
Para identificar o valor semântico de uma oração, o método é substituir o conectivo por outro de mesmo valor e verificar se o sentido se mantém. No caso, "para" pode ser substituído por "a fim de", "com o objetivo de", "com a finalidade de" — todos expressam finalidade. Veja:
"Um novo estudo comparou 39 alimentos com e sem glúten a fim de analisar as diferenças reais entre eles."
"Um novo estudo comparou 39 alimentos com e sem glúten com o objetivo de analisar as diferenças reais entre eles."
A substituição preserva o sentido, confirmando a finalidade. Se fosse causa, poderíamos trocar por "porque" ou "já que"; se fosse consequência, por "de modo que" ou "tanto que"; se fosse concessão, por "embora" ou "apesar de"; se fosse explicação, por "pois" ou "porquanto". Nenhuma dessas substituições funciona no trecho.
A oração "para analisar as diferenças reais entre eles" expressa finalidade, pois indica o propósito da ação de comparar. O estudo compara com o objetivo de analisar as diferenças. A substituição por "a fim de" confirma: "Um novo estudo comparou 39 alimentos com e sem glúten a fim de analisar as diferenças reais entre eles." O sentido permanece intacto.
A relação de causa indicaria o motivo da ação: o estudo compararia porque analisa as diferenças. Mas o texto não diz isso; a análise é o objetivo, não a causa. Se fosse causa, poderíamos reescrever: "Um novo estudo comparou 39 alimentos com e sem glúten porque analisa as diferenças reais entre eles" — o que não faz sentido lógico. A alternativa confunde finalidade com causa, trocando o propósito pelo motivo.
A consequência seria um efeito da ação: comparar resultaria em analisar as diferenças. Mas analisar não é efeito de comparar; é a intenção que move a comparação. A substituição por "de modo que" geraria: "...comparou 39 alimentos de modo que analisou as diferenças" — o que altera o sentido, pois transforma o objetivo em resultado. A alternativa inverte a relação: trata a finalidade como consequência.
A concessão expressa uma quebra de expectativa: algo que acontece apesar de um obstáculo. Não há obstáculo no trecho; a oração apenas indica o objetivo. A substituição por "embora" produziria: "...comparou 39 alimentos embora analise as diferenças" — sem sentido. A alternativa introduz uma relação que não existe no texto.
A explicação justificaria o que foi dito, como em "...comparou 39 alimentos, pois analisa as diferenças". Mas o trecho não explica o porquê da comparação; indica o para quê. A substituição por "pois" ou "porque" não preserva o sentido. A alternativa confunde finalidade com explicação, que são relações distintas: a finalidade responde a "para quê?", a explicação responde a "por quê?".
A banca explora a polissemia do "para", que pode indicar finalidade, mas também direção, tempo, etc. No contexto, o verbo "analisar" é uma ação futura pretendida, o que reforça a finalidade. Fique atento: se a oração responde a "para quê?", é finalidade; se responde a "por quê?", é causa ou explicação.
Para questões de valor semântico, substitua o conectivo por outro de mesmo valor e veja se o sentido se mantém. Se "para" pode virar "a fim de", é finalidade; se vira "porque", é causa; se vira "embora", é concessão; se vira "de modo que", é consequência.
Gabarito: letra A. A oração destacada indica finalidade, pois expressa o objetivo da ação de comparar. As demais alternativas confundem finalidade com causa, consequência, concessão ou explicação, relações que não se sustentam no trecho.
Link permanente: /questoes/qg539111