Questão de Física — Ótica — INSTITUTO AOCP 2025
- Código
- qg539360
- Banca
- INSTITUTO AOCP
- Órgão
- IF-MS
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor EBTT - Física
- A(f – p)/2
- B(f +p)/3
- C(3f - p)/2
- D(f + p)/4
- E(2f + p)/2
GabaritoC — (3f - p)/2
Gabarito: letra C. A nova distância do objeto ao vértice do espelho é dada por , obtida combinando a equação de Gauss () com a condição de que a imagem virtual tenha o dobro do tamanho da imagem real original (). A resolução exige aplicar corretamente a convenção de sinais para imagens virtuais em espelhos côncavos.
A questão envolve a formação de imagens em espelhos esféricos côncavos, um tema clássico de óptica geométrica. Para resolvê-la, precisamos dominar duas ferramentas: a equação de Gauss (ou equação dos pontos conjugados) e a equação do aumento linear transversal.
A equação de Gauss relaciona a distância focal , a distância do objeto ao espelho e a distância da imagem ao espelho :
Já o aumento linear transversal é a razão entre o tamanho da imagem e o tamanho do objeto , e também pode ser expresso em função das distâncias:
O sinal negativo na equação do aumento é crucial: ele indica que, quando é positivo (imagem real), a imagem é invertida em relação ao objeto (). Quando é negativo (imagem virtual), a imagem é direita ().
Vamos aplicar isso ao problema. Inicialmente, o objeto está a uma distância do espelho e a imagem formada é real, de tamanho . Pela equação do aumento, temos:
Como a imagem é real, e . Podemos escrever o módulo do aumento como .
Agora, o objeto é aproximado do espelho, e a nova imagem deve ser virtual e ter tamanho . Para uma imagem virtual em um espelho côncavo, o objeto deve estar entre o foco e o vértice. Nessa nova situação, a distância do objeto é (que vamos chamar de para evitar confusão) e a distância da imagem é , que agora é negativa (imagem virtual). O novo aumento é:
Como a imagem é virtual, , então . O módulo do novo aumento é .
O enunciado diz que a nova imagem tem o dobro do tamanho da imagem original: . Isso significa que o módulo do novo aumento é o dobro do módulo do aumento original:
Substituindo as expressões:
Agora, precisamos relacionar e com e usando a equação de Gauss. Para a situação inicial (imagem real):
Como a imagem é real, , o que implica (objeto além do foco).
Para a nova situação (imagem virtual), a distância da imagem é negativa. Vamos usar a equação de Gauss com representando o valor algébrico (negativo):
Como , podemos escrever . Substituindo:
Para que a imagem seja virtual, , o que exige (objeto entre o foco e o vértice).
Agora, substituímos as expressões de e na relação dos aumentos:
Simplificando:
Cancelando (já que ):
Invertendo ambos os lados:
Isolando :
Portanto, a nova distância do objeto ao vértice do espelho é , que corresponde à alternativa C.
Vamos verificar a consistência: como a nova imagem é virtual, precisamos que . Isso implica , o que é verdade, pois a imagem original era real (). Além disso, exige , o que é uma condição razoável para o problema.
A pegadinha desta questão está na convenção de sinais. Muitos alunos, ao verem "imagem virtual", esquecem de atribuir sinal negativo à distância da imagem na equação de Gauss, o que leva a um resultado incorreto. Outro erro comum é confundir o aumento linear com o tamanho da imagem, esquecendo que o aumento é a razão entre o tamanho da imagem e o tamanho do objeto.
A expressão não corresponde a nenhuma relação física válida derivada das equações de Gauss e do aumento. Ela parece uma tentativa de manipular a equação de forma incorreta, talvez esquecendo de somar ao resultado ou invertendo os termos.
A expressão não é obtida em nenhuma etapa da resolução. Ela poderia surgir de um erro ao combinar as frações na equação do aumento, como se fosse resolvida de forma equivocada, resultando em um denominador 3.
Como demonstrado, a resolução correta leva a . Aplicando a equação de Gauss para a situação inicial e final, e usando a relação entre os aumentos (), chegamos exatamente a essa expressão. A alternativa está correta.
A expressão não tem fundamento físico. Ela poderia resultar de um erro ao inverter a equação , talvez dividindo por 2 novamente ou somando e de forma incorreta.
A expressão também não é derivada corretamente. Ela poderia surgir se, ao isolar , o aluno somasse em vez de subtrair, ou se confundisse os sinais na equação .
Gabarito: letra C
Link permanente: /questoes/qg539360